sábado, 16 de novembro de 2013
Henrique Pizzolato: Nota pública
Nota
Pública
Minha
vida foi moldada pelo princípio da solidariedade que aprendi muito jovem quando
convivi com os franciscanos e essa base sólida sempre norteou meus caminho.
Nos
últimos anos, minha vida foi devassada e não existe nenhuma contradição em tudo
o que declarei seja em juízo ou nos eventos públicos que estão disponíveis na
internet.
Em
meados de 2012, exercendo meu livre direito de ir e vir, eu me encontrava no
exterior acompanhando parente enfermo quando fui, mais uma vez, desrespeitado
por setores da imprensa.
Após
a condenação decidida em agosto, retornei ao Brasil para votar nas eleiões
municipais e tinha a convicção de que no recurso eu teria \êxito, pois existe
farta documentação a comprovar minha inocência.
Qualquer
pessoa que leia os documentos existentes no processo constata o que afirmo.
Mesmo
com intensa divulgação pela imprensa alternativa – aqui destaco as diversas
edições da revista Retrato do Brasil – e por toda a internet, foi como se não
existissem tais documentos, pois ficou evidente que a base de toda a ação penal
tem como pilar, ou viga mestra, exatamente o dinheiro da empresa privada
Visanet. Fui necessário para que o enredo fizesse sentido. A mentira do
“dinheiro público” pára condenar… Todos. Réus, partido, ideias, ideologia.
Minha
decepção com a conduta agressiva daquele que que deveria pugnar pela mais
exemplar isenção, é hoje motivo de repulsa por todos que passaram a conhecer o
impedimento que preconiza a Corte Interamericana de Direitos Humanos ao
estabelecer a vedação de que um mesmo juiz atue em todas as fases de um
processo, a investigação, a aceitação e o julgamento, posto a influência
negativa que contamina a postura daquele que julgará.
Sem
esquecer o legítimo direito moderno de qualquer cidadão em ter garantido o
recurso a uma corte diferente, o que me foi inapelavelmente negado.
Até
desmembraram em inquéritos paralelos, sigiloso, para encobrir documentos,
laudos e perícias que comprovam minha inocência, o que impediu minha defesa de
atuar na plenitude das garantias constitucionais. E o cúmulo foi utilizarem
contra mim um testemunho inidôneo.
Por
não vislumbrar a minha chance de ter um julgamento afastado de motivações
político-eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e
voluntariamente, fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo
julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia
empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália.
Agradeço
com muita emoção a todos e todas que se empenharam com enorme sentimento de
solidariedade cívica na defesa de minha inocência, motivados em garantir o
estado democrático de direito que a mim foi sumariamente negado.
Henrique Pizzolato
Postado
por Ivanovitch Medina às 21:55
Disponível em: (Blog do Ivanovitch 2: Henrique Pizzolato: Nota pública)
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