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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Apropriação de conteúdo por sites renova debate sobre regras de propriedade (Bruno Silva)

Apropriação de conteúdo por sites renova debate sobre regras de propriedade - Tecnologia - Correio Braziliense


Apropriação de conteúdo por sites renova debate sobre regras de propriedadeEspecialistas dizem que ações de grandes sites, como o Instagram, são legais, mas injustas


Publicação: 29/01/2013 08:43 Atualização:


“Os usuários do Instagram são donos de seu próprio conteúdo e o site não reivindica nenhuma posse sobre as suas fotos. Nada sobre esse assunto mudou. Nós respeitamos o fato de haver artistas amadores e profissionais que dão o sangue para criar belas imagens e respeitamos o fato de que suas fotos são suas fotos. Ponto. Eu quero que vocês se sintam confortáveis em compartilhá-las no Instagram e vamos sempre trabalhar duro para nutrir e respeitar nossa comunidade, e não desviar do nosso caminho para apoiar seus direitos.”


O trecho acima é parte de uma carta aberta do cofundador do Instagram, Kevin Systrom, que foi elaborada e divulgada pouco tempo após a reação negativa de usuários sobre a mudança nos termos de uso das imagens compartilhadas por meio da rede social de fotografias. Elas permitiam à empresa mostrar o conteúdo publicado em anúncios dentro da rede, sem nenhuma compensação ou remuneração aos autores das fotos. Os novos termos de uso, que entraram em vigor este mês, trouxeram novamente à tona o debate sobre os direitos de propriedade de dados pessoais na internet.


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quarta-feira, 14 de março de 2012

Paraibanas reivindicam co-autoria e Michel Teló pode ser proibido de cantar ‘Ai, Se Eu Te Pego’...


Michel Teló pode ser proibido de cantar ‘Ai, Se Eu Te Pego’

Foto: Reprodução
Um processo movido por três estudantes paraibanas pode prejudicar o sucesso de Michel Teló.  Em última instância, a ação movida impediria que o cantor paranaense cantasse ‘Ai, Se Eu Te Pego’. As estudantes Marcella Quinho Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti de Queiroga reivindicam a co-autoria da canção.
Segundo a Veja, as meninas alegam ter inventado a música e sua famosa coreografia numa viagem à Disney em 2006. Dois anos depois, foram ao clube Axé Moi, em Porto Seguro, e encenaram a música que tinham inventado. Sharon Acioly, que está hoje registrada como uma das autoras da música, estava se apresentando na festa, e pediu que elas subissem ao palco para interpretá-la.
Sharon já reconheceu que foram ’3 backing vocals’ que compuseram a canção (veja o vídeo abaixo). Por enquanto, o juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa pediu o bloqueio dos lucros auferidos pela música – as estudantes querem que haja uma divisão de todos os lucros gerados pelo sucesso de ‘Ai, Se Eu Te Pego’.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Direito Autoral. A proteção de programas de computador de estrangeiros depende de prática de reciprocidade no país de origem...

08/06/2010 19h30
Justiça livra empresa mineira de indenizar Microsoft por pirataria

Decisão foi tomada pela 18ª Câmara Cível do TJ-MG, por maioria de votos.
BSA, que representa a gigante na ação, informou que já recorreu da decisão.

Uma empresa brasileira com sede em Belo Horizonte conseguiu na Justiça o direito de não ter de indenizar as empresas norte-americanas Microsoft Corporation e Autodesk Inc por usar seus programas de computador sem licença.
A decisão foi tomada pela 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), por maioria de votos, e publicada nesta segunda-feira (7).
A Business Software Alliance (BSA), que representa a Microsoft na ação, informou que já recorreu da decisão.


Para os desembargadores Fábio Maia Viani – relator da decisão – e Arnaldo Maciel, as empresas estrangeiras “não comprovaram a reciprocidade de proteção dos direitos autorais necessária para a proteção de empresas estrangeiras”.


Ainda de acordo com o relator, segundo a Lei 9.609 (conhecida como Lei do Software),
“os direitos relativos à proteção da propriedade intelectual de programa de computador e sua respectiva comercialização são assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior desde que o país de origem do programa conceda direitos equivalentes aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil”.


Na ação, a Microsoft e a Autodesk apresentaram uma declaração do Advogado Geral da Secretaria de Direitos Autorais dos EUA atestando que “a lei de direitos autorais americana confere a obras oriundas do Brasil a mesma proteção que dá a obras de autores americanos”.


A empresa mineira, no entanto, contestou a declaração, alegando que os EUA não asseguram direitos equivalentes aos brasileiros porque sua Lei de Direitos Autorais (Copyright Act) foi alterada pelo Tratado Internacional de Direitos Autorais da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), ao qual o Brasil ainda não aderiu.


Diante da controvérsia, os desembargadores entenderam que a simples prova documental do texto e da vigência da lei norte-americana não é suficiente para comprovar a existência do direito equivalente, pois é necessário provar também a aplicação da lei.

“O caso exigia minuciosa análise e prova de reciprocidade entre a legislação brasileira e estadunidense, o que não foi providenciado pelas empresas americanas”, concluiu o desembargador Fábio Maia Viani.


Já o desembargador Guilherme Luciano Baeta Nunes votou pela manutenção da sentença do juiz Alexandre Quintino Santiago, da 16ª Vara Cível de Belo Horizonte, que havia determinado que a empresa mineira deixasse de utilizar os programas a menos que eles fossem regularizados, sob pena de multa.
Além disso, a sentença anterior condenava a empresa mineira a pagar indenização equivalente a duas vezes e meia o valor total dos 103 programas apreendidos durante vistoria.


“O ordenamento jurídico pátrio dá efetiva proteção aos direitos autorais, inserindo-se nesse contexto os programas de computador, independente de quem seja o autor, estrangeiro ou nacional, vedando a pirataria”, afirmou o desembargador Baeta Nunes, que teve voto vencido.


Segundo a BSA, "o posicionamento adotado pelo relator é isolado das demais decisões proferidas sobre o assunto tanto pelo TJMG como pelo Superior Tribunal de Justiça".
Em outras decisões, ainda de acordo com o órgão que representa mundialmente a indústria de software, desembargadores do TJMG consideraram suficiente a declaração do Advogado Geral dos EUA para comprovação dos direitos equivalentes.


A BSA considerou também que "para o STJ é 'desnecessária a comprovação da reciprocidade em relação à proteção ao direito autoral de software a estrangeiros, pois o Brasil e os Estados Unidos, na condição de subscritores da Convenção de Berna, respectivamente, pelo Decreto n. 75.699, de 6.5.1975, e Ato de Implementação de 1988, de 31.101988, adotam o regime de proteção a programas de computador', de acordo com o Recurso Especial n. 913.008 – RJ (2007/0005127-7) – Ministro Relator João Otávio de Noronha".


Para o diretor da Business Software Alliance no Brasil, Frank Caramuru, como a decisão contrária a Autodesk e Microsoft não foi unânime, “as empresas em questão já apresentaram o competente recurso”.


Do G1, no Rio.



...Disponível no Portal da Globo: (http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/06/justica-livra-empresa-mineira-de-indenizar-microsoft-por-pirataria.html). Acesso em: 09.jun.2010.