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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Motivos porque Brizola merece ser um herói da pátria

Postagem 30/dez/2015...

Veja porque Brizola merece ser um herói da pátria
legalidade
Dilma Rousseff sancionou hoje a lei que inclui Leonel de Moura Brizola no Livro dos Heróis da Pátria.
A lei, proposta pelo então deputado Vieira da Cunha em 2013, foi aprovada pelo Senado este mês.
Coincidência ou não, tem um significado nestes dias em que o golpismo trama contra a democracia.
De tudo o que fez, há algo em que Brizola é único.
Governar três vezes dois Estados diferentes, ter um terço dos votos de todos os cariocas como candidato a deputado no Rio de Janeiro, recém chegado aqui, em 1962, outros podem alcançar.
Sair  da roça, de pés descalços e tornar-se um dos políticos mais importantes do país, Lula provou que é possível e até mais além do que permitiram a Brizola ir.
Amar as crianças e a educação, ainda bem, tem na mesma linha Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Anísio Teixeira, tantos…
Mas ter se erguido com a solidão e a coragem contra a ousadia de todos os ministros militares, a covardia dos políticos e a cumplicidade da mídia para evitar – ao menos por três anos – um golpe e uma ditadura, perdoem-me só ele.
Leonel Brizola é, agora com as formalidades, um herói da pátria.
Porque não há pátria sem povo, não há povo sem liberdade e a liberdade tem seus heróis tanto em quem a conquista como em quem a defende à custa de sua própria vida.
Há 15 anos, contra a vontade de Brizola, que achava que não tínhamos meios, fiz um vídeo sobre os instantes heroicos de 1961, com imensa pobreza de recursos e talento, mas com uma imensidão de desejo de dar – no final de sua vida – ao meu comandante por 20 anos a emoção que aqueles acontecimentos haviam lhe dado 40 anos antes.
Sem saber, eu começava ali as despedidas de alguém que, para mim, nunca se foi. Só quase três anos depois, na véspera de sua morte, ele apertaria tão forte a minha mão.
Divido com vocês o privilégio de ter podido reconstituir os dias de herói do agora e sempre Herói da Pátria Leonel Brizola.



Original disponível em: (http://tijolaco.com.br/blog/33027-2/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter). Acesso em 30/dez/2015.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Sapo barbudo ainda não foi digerido" (Luiz Fernando Veríssimo)

Publicado em Segunda, 12 Agosto 2013


Veríssimo: "Sapo barbudo ainda não foi digerido"

verissimo

Ao comentar caso de cartel em contratos de metrô em governos do PSDB, escritor diz que não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. Ele aponta como causas o preconceito social e lembra que Brizola dizia que a burguesia teria de engolir o 'sapo barbudo'. "O torneiro mecânico que chegou à Presidência da República inculto não fez um governo catastrófico, na minha opinião foi melhor do que o anterior", diz.

Ao comentar as denúncias de cartel em contratos de trem e metrô de SP, o escritor Fernando Veríssimo disse que caso prova que nem o PSDB que tem espécie de reserva moral está a salvo da corrupção. "É uma descrença geral". Segundo ele, não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente 

Lula. Assista a entrevista concedida à Rede TV:

Fonte: Brasil 247

(http://www.geledes.org.br/em-debate/20409-verissimo-sapo-barbudo-ainda-nao-foi-digerido). 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Câmara faz homenagem à Campanha da Legalidade e a Leonel Brizola


30/08/2011 14:30

Câmara faz homenagem à Campanha da Legalidade e a Leonel Brizola

Rodolfo Stuckert
Sessão Solene para assinalar os 50 anos do Movimento da Legalidade e homenagear o Ex-Gov. Leonel Brizola
Sessão solene comemorou 50 anos da Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola.
A Câmara comemorou nesta terça-feira, em sessão solene, os 50 anos da Campanha da Legalidade. Ao participar da sessão, o presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, liderou “com ousadia e inteligência” o movimento pela legalidade, que garantiu o cumprimento da Constituição e a posse do então vice-presidente da República, João Goulart.
A Campanha da Legalidade foi lançada por Brizola após a renúncia do então presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. A campanha foi considerada um marco cívico-popular em defesa da democracia, uma vez que setores mais conservadores da sociedade, principalmente os militares, defendiam o rompimento da ordem jurídica para impedir a posse do vice. Em viagem à China, Goulart era criticado por vínculos com comunistas e socialistas.
Marco Maia lembrou o êxito da estratégia do ex-governador gaúcho de se entrincheirar nos porões do Palácio Piratini (sede do governo do RS), em Porto Alegre, e de formar uma parceria com a Rádio Guaíba para conclamar o apoio do povo em favor da causa legalista, criando o que foi chamado de rede da legalidade. “Poucas vezes a Nação se manifestou de forma tão clara em favor do cumprimento da Constituição e da legitimidade dos poderes”, afirmou.
Rodolfo Stuckert
Dep André Figueiredo (pres. nacional do PDT), presidente Marco Maia, dep. Vieira da Cunha (PDT-RS)
Marco Maia (C): população se manifestou em favor do cumprimento da Constituição.
No campo militar, Maia destacou a resistência oferecida por jovens cabos e sargentos da Base Aérea de Canoas (RS), que se rebelaram contra a ordem do alto comando que pretendia bombardear o Palácio Piratini.
O deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), que propôs a sessão solene, também apontou a coragem e a liderança de Brizola como decisivas para o sucesso da campanha. “Em pouco menos de duas semanas, várias mobilizações de populares tomavam as principais ruas de Porto Alegre, como a Borges de Medeiros, exigindo o cumprimento da Constituição e o direito de posse do vice-presidente, João Goulart”, lembrou. Vieira da Cunha recordou ainda o apoio conquistado junto ao 3º Exército, manifestado pelo general Machado Lopes em 28 de agosto de 1961.
Apoio popular
Coautor do requerimento para a realização da sessão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) fez menção à inteligência de Brizola. “Ele [Brizola] sabia que precisava do apoio popular. E, por isso, a opção de solicitar a parceria com a Rádio Guaíba para, mesmo isolado no palácio, conseguir levar cerca de 100 mil pessoas às ruas em apoio à garantia de posse de Jango”, disse.
O senador do PDT Cristovam Buarque (DF) enumerou algumas das principais virtudes de Brizola e questionou: “como seria o Brasil se ele tivesse sido eleito presidente em 1989?”.
Para Buarque, poucos políticos demonstraram tanta coerência e visão nacional de longo prazo, sobretudo no que diz respeito às prioridades do País, como a educação. O senador ainda ressaltou o carisma, a capacidade de se indignar, a coragem e a honestidade do político gaúcho.
A campanha liderada por Brizola culminou com a posse de João Goulart em 8 de setembro de 1961, depois que o Congresso aprovou a mudança do sistema de governo (de presidencialista para parlamentarista). Goulart foi deposto em abril de 1964 pelo golpe militar.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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