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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Quando a Justiça coloca a Justiça no banco os réus (Ricardo Kotscho)


Ricardo Kotscho: Quando a Justiça coloca a Justiça no banco dos réus


Francisco Falcão
Alguns fatos dos últimos dias podem indicar que está chegando ao fim a histórica impunidade de membros do Judiciário, o mais fechado e protegido dos poderes da República. Que me lembre, o único representante da categoria fora de circulação no momento, assim mesmo em prisão domiciliar, é o popular Lalau, como se tornou conhecido Nicolau dos Santos Neto, 85 anos, ex-juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, condenado a mais de 26 anos por desvio de verbas públicas na construção da nova sede do órgão, um escândalo que estourou há 15 anos.

Quase sempre, a única punição dada às excelências jurídicas é a aposentadoria compulsória com vencimentos integrais, ou seja, continuam recebendo o mesmo salário sem ter que trabalhar. Pois nesta semana, a Justiça Federal tomou uma decisão praticamente inédita: determinou que todos os réus do caso do TRT de São Paulo, entre eles Lalau e o ex-senador Luiz Estevão, devolvam mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Também nesta semana, o Conselho Nacional de Justiça resolveu punir figurões do Judiciário em três Estados _ Paraná, Bahia e Rio de Janeiro _ ao julgar casos que vinham se arrastando há vários anos. De acordo com notícia publicada por Carolina Brígido nesta terça-feira, em O Globo, o CNJ decidiu, por unanimidade, determinar a abertura de processo administrativo disciplinar contra o desembargador Fernando Nascimento, da 19ª Câmara Cível, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Nascimento está sendo investigado pela compra em leilão de um apartamento de luxo numa área nobre da cidade por um valor muito menor ao do mercado. A participação de um juiz em leilão, independentemente do valor pago, foi considerada uma afronta à legislação penal e ao Código de Ética da Magistratura.

O corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão, aproveitou para enviar um recado à magistratura: "A legitimidade do Poder Judiciário decorre da reputação de honestidade dos seus membros. É absolutamente fundamental para a maturidade institucional brasileira que os magistrados sejam honestos e pareçam honestos". Parece que as mudanças ocorridas na composição do CNJ, em setembro, estão dando os primeiros resultados para acabar com a farra daqueles que a ex-corregedora Eliana Calmon chamou de "bandidos de toga".

No mês passado, foi afastado o então presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo, acusado de tráfico de influência e venda de sentenças, e de ter uma evolução patrimonial não justificada entre 2006 e 2009, que deu origem à abertura do processo. Para se antecipar à punição, Camargo pediu aposentadoria e agora alega que, por isso, não pode mais ser investigado.

Nesta quarta-feira, os jornais publicam outra boa notícia: o CNJ decidiu afastar do cargo e abrir processo disciplinar contra o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mário Alberto Simões Hirs, e sua antecessora, Telma Laura Silva Britto.

Ambos são acusados de participar de um esquema de precatórios pagos pelo Estado que causaram aos cofres públicos um prejuízo de R$ 448 milhões, praticamente o mesmo valor do dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo por auditores fiscais, que estão presos, acusados de desvios na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Num dos casos citados pelo corregedor Francisco Falcão, os desembargadores aplicaram índice de correção indevido, que aumentou em R$ 170 milhões o valor de uma dívida paga pelo Estado da Bahia; em outro, que beneficiou um irmão da desembargadora Telma Britto, o superfaturamento chegou a R$ 190 milhões, segundo Severino Motta, da Folha. "Gravíssimo", foi como classificou o caso o presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, que também votou pela punição dos magistrados.

Ricardo Kotscho

Disponível em: (http://folhadiferenciada.blogspot.com.br/2013/11/ricardo-kotscho-quando-justica-coloca.html).

sexta-feira, 1 de março de 2013

STF retoma projeto que pode acabar com privilégios de magistrados

STF retoma projeto que pode acabar com privilégios de magistrados - Política - Correio Braziliense

STF retoma projeto que pode acabar com privilégios de magistrados
Depois de anos de silêncio, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a trabalhar a redação de uma nova Lei Orgânica da Magistratura

Agência Brasil
Publicação: 01/03/2013 18:32 Atualização: 01/03/2013 20:25

Brasília – Depois de anos de silêncio, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a trabalhar a redação de uma nova Lei Orgânica da Magistratura. A atual está em vigor desde desde 1979. O presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, instituiu comissão para deliberar sobre o anteprojeto que deverá ser enviado ao Legislativo.

O assunto incomoda juízes, pois o Congresso pode revogar prerrogativas consolidadas ao longo de décadas. Entre esses privilégios, estão as férias de 60 dias e aposentadoria remunerada como máxima punição administrativa.

A comissão criada por Barbosa será presidida pelo ministro Gilmar Mendes, e ainda terá os ministros Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. O grupo deve apresentar o rascunho de um anteprojeto de lei em até 90 dias.


Não é a primeira vez que o Supremo cria comissão para analisar o assunto, mas os resultados nunca saíram do gabinete da presidência. Em 2012, perguntado sobre a demora para encaminhar o texto, o então presidente Cezar Peluso disse: “Vou enviar se me deixarem enviar”.

De acordo como STF, a nova comissão deve recuperar o que foi debatido no Tribunal com a finalidade consolidar, atualizar e propor adaptações à minuta já redigida. A Lei Orgânica atual é anterior à Constituição de 1988 e à criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2004, e, por isso, muitos pontos precisam ser atualizados.

A última vez que o assunto ganhou projeção, no Supremo, foi no julgamento dos poderes de investigação do CNJ, em 2012. A falta de uma norma atualizada permitiu o entendimento que o CNJ pode decidir como investigar desvios cometidos por magistrados.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Magistratura. Câmara dos Deputados da Argentina convida juiz Baltasar Garzón para assessorá-la...


Câmara dos Deputados argentina convida juiz Baltasar Garzón para assessorá-la

Garzón elogiou a política de direitos humanos realizada pela Argentina nos últimos anos
 
 
O juiz espanhol Baltasar Garzón, recentemente expulso da carreira judicial em seu país, foi convidado a assessorar a comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Argentina, que nesta sexta-feira (02/03) considerou-o "Visitante Ilustre".
De visita a Buenos Aires, o ex-magistrado da Audiência Nacional espanhola foi homenageado pela Câmara dos Deputados argentina, cujo presidente, Julián Domínguez, lhe propôs também realizar um ciclo de palestras no país.
Garzón se reuniu com deputados governistas e opositores, que lhe agradeceram pelos processos que promoveu nos anos 1990 contra repressores da última ditadura argentina (1976-1983) e que permitiriam seu posterior julgamento na Argentina.
Ele elogiou a política de direitos humanos realizada pela Argentina nos últimos anos e considerou-a "um exemplo mundial".
Baltasar Garzón foi aplaudido de pé na cerimônia de abertura de uma nova sessão legislativa no Parlamento argentino, onde a presidente Cristina Kirchner elogiou o juiz e disse que a cassação de sua licença para atuar representa uma "afronta contra a justiça universal".
Horas depois, dirigentes de entidades de direitos humanos e personalidades da cultura o homenagearam em uma conferência sobre a memória compartilhada entre Argentina e Espanha.
Garzón teve a licença cassada no dia 20 de fevereiro passado, após ter sido julgado e condenado a 11 anos de inabilitação profissional por ter ordenado escutas de conversas entre réus de um caso de corrupção e seus advogados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Magistratura. Absolvieron a Garzón en causa contra el franquismo...


27-02-12 | POLÍTICA

Absolvieron a Garzón en causa contra el franquismo

Era juzgado por querer investigar crímenes de lesa humanidad en España.Semanas atrás fue inhabilitado por vulneración de garantías constitucionales en un caso de corrupción vinculado al Partido Popular
Crédito foto: EFE



Baltasar Garzón fue absuelto por el Tribunal Supremo de Madrid, por mayoría de 6 votos a 1, en el juicio que lo acusaba por querer investigar las desapariciones durante el franquismo.

El -ahora inhabilitado- juez estaba acusado de violar la amnistía a los delitos de la Guerra Civil y la dictadura. Demandado por dos asociaciones de ultraderecha, Baltasar Garzón, de 56 años, era señalado por vulnerar una ley de 1977. Sin embargo, para las ONG Amnistía Internacional (AI), Human Rights Watch (HRW) y Comisión Internacional de Juristas (CIJ), los crímenes de lesa humanidad no son amnistiables, y el derecho internacional obliga a investigarlos.

Respondiendo a demandas presentadas en 2006 por familiares de las víctimas, Garzón se declaró competente para investigar la suerte de cerca de 114 mil desaparecidos, pero en 2008 acabó renunciando por la oposición de la fiscalía a abrir un tema delicado para la sociedad española.

Conocido en el mundo entero por perseguir los ataques a los derechos humanos, el magistrado había sido condenado el pasado 9 de febrero a 11 años de inhabilitación en otro juicio sobre un caso de escuchas ilegales en una causa de corrupción.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

CNJ Independente. Eliana Calmon acredita que decisão do STF deve influenciar processo envolvendo sigilo de juízes


Eliana Calmon acredita que decisão do STF deve influenciar processo envolvendo sigilo de juízes

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03/02/2012 - 18:28 | Fonte: ABr
Divulgação/ABr
Eliana Calmon acredita que decisão do STF deve influenciar processo envolvendo sigilo de juízes
A corregedora-geral Eliana Calmon esclareceu hoje (3) que a manutenção das competências do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não tem a ver com a investigação nas folhas de pagamento de 22 tribunais do país, suspensa no final do ano passado. Ainda assim, ela acredita que a decisão favorável conquistada ontem (2) no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá influenciar positivamente o desfecho desse caso.
Segundo a ministra Calmon, como o STF estabeleceu “amplos poderes para a corregedoria (...), naturalmente se dará sentido ao julgamento do mandado de segurança [que trata do pente-fino nos tribunais], mas não significa que será líquida e certa a questão”.
Os ministros julgaram uma ação contrária à resolução do CNJ que criou regras para as corregedorias investigarem ilícitos de magistrados. A ação foi proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Como resultado, a Corte derrubou liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no final do ano passado.
O outro processo a que a corregedora se referiu ainda precisa ser analisado pelos ministros. É o mandado de segurança em que três associações de juízes, entre elas a AMB, acusam a Corregedoria do CNJ de ter quebrado de forma ilegal o sigilo de mais de 216 mil juízes e servidores.
Nesse caso, a liminar contra o CNJ foi concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, mas o relator original do caso é o ministro Joaquim Barbosa. Atualmente, existe a possibilidade de o caso passar para Luiz Fux.

Débora Zampier

Magistratura. Desembargador foi denunciado, acusado de vender liminar de Habeas Corpus...


Desembargador é denunciado por vender liminar em Minas Gerais

Hélcio Valentim de Andrade Filho e outras 12 pessoas respondem por negociar habeas corpus com traficantes

AE 11/02/2012 09:14
Texto:
selo
Oito meses depois de ser preso, o desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por vender habeas corpus para traficantes. A denúncia foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, se recebida, transformará Valentim em réu. 
Além dele, foram denunciadas outras 12 pessoas, incluindo o comerciante Tancredo Aladim Rocha Tolentino e o advogado Walquir Rocha de Avelar Júnior, vereador pelo PTB em Oliveira, no centro-oeste mineiro. 
Foto: DivulgaçãoAmpliar
De acordo com denúncia, desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho chegou a cobrar R$ 180 mil para conceder liberdade a traficantes
Valentim presidia a 7ª Câmara Criminal do TJ-MG, mas foi afastado por decisão do STJ em junho do ano passado, durante a operação Jus Postulandi, comandada pela Polícia Federal. Atualmente, ele responde também a processo administrativo na corte mineira. O caso está a cargo do também desembargador Antônio Armando dos Anjos, mas, segundo a assessoria do tribunal, não há prazo para ser julgado. 
Segundo o subprocurador-geral da República Eitel Santiago de Brito Pereira, o desembargador negociava os habeas corpus diretamente com Tolentino. 
De acordo com a denúncia, Valentim chegou a cobrar R$ 180 mil para conceder a liberdade a traficantes, o que fazia durante seus plantões no Judiciário mineiro. Ainda segundo a denúncia, o papel de Walquir no esquema era conseguir os interessados em pagar pelos habeas corpus e receber dos familiares dos presos o dinheiro que era entregue a Tolentino, também chamado de Quêdo, para ser repassado ao desembargador. 
Parte dos "clientes" era conseguida pela comerciante Jaqueline Jerônimo Silva, de Mato Grosso, cujo pai foi um dos beneficiários do esquema. Durante as negociações, o advogado chegou a receber dois carros de parentes de traficantes, avaliados em R$ 90 mil, como pagamento por seus "serviços". 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.