Acessos

Mostrando postagens com marcador “Medidas de exceção do Judiciário substituem ditaduras militares” (Pedro Serrano). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador “Medidas de exceção do Judiciário substituem ditaduras militares” (Pedro Serrano). Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de julho de 2018

“Medidas de exceção do Judiciário substituem ditaduras militares” (Pedro Serrano)

Postagem no Abertura Mundo Jurídico em 19/jul/2018...

“Medidas de exceção do Judiciário substituem ditaduras militares”, diz Pedro Serrano

 
Moro
Publicado na Rede Brasil Atual
São Paulo – Diferentemente das ditaduras militares do passado, os mecanismos de repressão autoritária se sofisticaram, e hoje se dão no interior da própria democracia, através de medidas de exceção tomada pelo Judiciário. Um dos exemplos dessas medidas é a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é do jurista e professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, em debate realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) nesta quinta-feira (12).
“A prisão do ex-presidente Lula é parte da mesma estrutura que leva ao genocídio da juventude negra e pobre nas periferias das grandes cidades. Também tem  muita relação com o impeachment e com as perseguições a líderes de movimentos sociais e sindicatos, defensores de direitos humanos e também a outros líderes políticos de esquerda em toda a América Latina”, afirmou Serrano à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal da TVT, durante o evento “A ordem é a desordem judicial”.
Após os episódios do último domingo (8), envolvendo os desembargadores do TRF4, o juiz Sergio Moro e a Polícia Federal em torno de um habeas corpus ao ex-presidente Lula, Serrano disse que ficou claro que muitos juízes buscam na lei justificativas para amparar seus atos políticos. Ele disse ainda que o cenário para as eleições deste ano não é animador, e que o candidato que for eleito terá graves problemas de governabilidade.
“A gente já sofreu uma ditadura, que foi a ditadura militar. Não podemos nos submeter agora a uma ditadura do Judiciário”, diz o presidente do metalúrgicos do ABC, Wagner Santana.