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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

PT tem medo do TSE e TSE tem medo do PT (Helena Chagas)

Postagem no Abertura Mundo Jurídico em 03/set/2018...

PT tem medo do TSE e TSE tem medo do PT
Superior Tribunal Eleitoral. Foto: STE
Os integrantes do TSE, uma corte sazonal, que alterna períodos de holofotes com outros da mais absoluta obscuridade, têm consciência da enormidade da decisão tomada na madrugada de sexta para sábado, quando cassou a candidatura do líder nas pesquisas presidenciais. Entendem ter cumprido seu dever diante das circunstâncias legais e da opinião pública, mas não querem passar à posteridade como algozes perseguidores, com as mãos sujas de sangue.
Como seria isso? Seria, dizem interlocutores próximos de ministros do TSE, atuar no estilo pega, mata e esfola Lula. Além de negar o registro, tirar o partido da TV e infligir-lhe outras sanções. Esse excesso de rigor seria logo traduzido na propaganda petista como casuísmo, injustiça, perseguição. Também a Justiça Eleitoral sairia arranhada do episódio – pelo qual não é responsável , já que não foi o TSE que condenou Lula no caso do triplex, limitando-se a cumprir a obrigatoriedade da Lei da Ficha Limpa.
Não foi por outra razão que, aos 45 minutos do segundo tempo da madrugada de sábado, reuniram-se os ministros para voltar atrás na decisão de suspender a propaganda do partido na TV até a indicação do substituto de Lula. Estabeleceram que o PT pode usar o programa, sim, desde que o ex-presidente não apareça como candidato.
No fim de semana, até com a desculpa da falta de tempo para troca, o partido resolveu esticar a corda no programa de rádio, mantido com Lula na cabeça. Foi suspenso hoje por decisão do ministro Luiz Felipe Salomão, numa espécie de aviso aos navegantes. E o PT correu a avisar que está mudando todos os seus programas, no rádio e na TV, para não descumprir a lei – ainda que não oficialize imediatamente Fernando Haddad no lugar de Lula.
O resultado desse jogo é, por enquanto, 1 x 1. E interlocutores das duas partes acham que vai ficar por isso mesmo. O PT não vai abusar nos programas e o TSE não vai cassá-los mais. Afinal, se o PT tem medo do TSE, o TSE também tem medo do PT…
Helena Chagas
Jornalista, formada na Universidade de Brasília em 1982. De lá para cá, trabalhou como repórter, colunista, comentarista, coordenadora, chefe de redação ou diretora de sucursal em diversos veículos, como O Globo, Estado de S.Paulo, SBT e TV Brasil (EBC). Foi ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República de janeiro de 2011 a janeiro de 2014.







domingo, 26 de agosto de 2018

PT ameaça não retirar Lula, mas não vai melar eleições (Helena Chagas)

Postagem no Abertura Mundo Jurídico em 26/ago/2018...

PT ameaça não retirar Lula, mas não vai melar eleições

Foto da chapa Lula Presidente, Haddaad vice/ Divulgação PT
A 40 dias das eleições, o crescimento do ex-presidente Lula nas pesquisas está levando alguns setores petistas a flertar com a ideia de esticar ao máximo a corda e não retirar a candidatura Lula até o último dos recursos ser julgado no STF – o que poderia ultrapassar o prazo de 17 de setembro para troca do nome nas urnas, levando a uma anulação futura dos votos dados ao ex-presidente e a um preocupante impasse institucional se ele for o vencedor do pleito. Esta não é, porém, a posição da maioria dos caciques do PT, que prefere tentar vencer com Fernando Haddad a melar as eleições.
Ao que se saiba, esta não é também a posição do principal interessado, o próprio Lula, que comanda as articulações lá de sua cela em Curitiba. Pragmático, ele estaria deixando correr a versão mais apocalíptica porque esta o fortalece nesse momento. Mas está monitorando passo a passo a trajetória de Fernando Haddad e, na hora certa -quempode ser a decisão do TSE no início de setembro – dará o sinal verde para a troca de candidatos.
Não interessa a Lula, nem do ponto de vista institucional nem do pessoal relativo a sua defesa, tumultuar o ambiente a ponto de colocar em risco o processo eleitoral. Sabe que isso não o tiraria da cadeia. Ao mesmo tempo, sabe que tem boas chances de sair se o PT conseguir transferir seus votos e eleger Fernando Haddad – e talvez não fosse nem necessária uma anistia presidencial, mas a simples mudança nos ventos trazida pela eleição.
Por isso, embora o PT alimente as especulações de que vai radicalizar e manter Lula na cédula para melar a eleição, pouca gente acredita nisso. Lula vai tentar reverter a situação jogando dentro das regras do jogo, que considera hoje ter condições de vencer.

“Haddad está condenado a crescer” (Antonio Lavareda)

Postagem no Abertura Mundo Jurídico em 26/ago/2018...


“Haddad está condenado a crescer”, diz Antonio Lavareda

Cientista-político ligado à XP Investimentos/Ipespe avalia cenário de crescimento para candidatos do PT e PSDB 
 
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Foto: Thiago Cogo/Divulgação
 
Jornal GGN - A mudança nas regras de propaganda eleitoral deste ano explica a monotonia das curvas nas intenções de voto. Este é o primeiro de muitos anos eleitorais sem propaganda partidária eleitoral no primeiro semestre. Com isso, o impacto só será sentido a partir do dia 31 de agosto, quando começam as campanhas gratuitas dos candidatos nas rádios e TVs. A avaliação é do cientista político e um dos principais analistas de pesquisas eleitorais no país, Antonio Lavareda, ligado à XP Investimentos/Ipespe, em entrevista para o Jornal do Brasil, pontuando que "foi um grande erro dos partidos" ter acabado com as propagandas partidárias no primeiro semestre. 
 
O resultado, pondera, é "um quadro de grande estabilidade das intenções de voto", onde apenas o ex-presidente Lula cresceu nas pesquisas de intenção de voto. "No primeiro cenário com Lula, ele aparece mais forte. Mas se você faz um cenário como a XP Investimentos/Ipespe faz, ele aparece mais fraco. Jair Bolsonaro e Marina Silva têm tido alteração, mas sem destaque. Nós só teremos isso com o início da propaganda".
 
Para o cientista político, Fernando Haddad (PT) será beneficiado por votos herdados do ex-presidente Lula e Geraldo Alckmin (PSDB) pelo maior espaço no horário gratuito de TV e rádio, angariado por sua base de partidos. Desse modo, os dois são fortes candidatos para disputar a entrada no segundo turno. 
 
Lavareda acredita, entretanto, que a disputa para o segundo turno não ficará restrita aos candidatos do PT e PSDB: a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) têm influência no cenário, porém este último poderá sofrer algum declínio com pouco tempo de televisão, com dificuldade no voto feminino e entre os negros.
 
O potencial de Alckmin, deverá se concentrar no eleitorado que usará o "voto estratégico", ou seja, aqueles que não vão direcionar seu poder eleitoral para os candidatos que preferem, mas para aqueles que têm mais chances de chegar ao segundo turno e que representam suas preferências ideológicas. 
 
“Vai haver uma grande chance de o eleitor do Alvaro Dias (Podemos) e do João Amoedo (Novo) transferir seu voto para o Alckmin”, disse. Portanto, quem menos tem chances de desempenho em todo o cenário é o ex-governador Ciro Gomes (PDT) que, como analisou recentemente Luis Nassif aqui no GGN, pode ter perdido sua última chance de chegar ao Planalto quando recusou aliança para compor chapa com o PT.
 
Lavareda diz que o fraco desempenho de Ciro é explicado pelo disputa direta com Lula, destacando que nas últimas eleições seu desempenho ficou entre 9% e 12%, abaixo de Marina, que ficou entre 19% e 21%, em 2010 e 2014. Ao mesmo tempo, não acha que a candidata da Rede terá neste ano o mesmo desempenho dos anos anteriores. 
 
"Vai depender de quanto vai aguentar ali no meio da campanha. Se o Alckmin não for eficiente, o eleitor pode ficar tentado a ir com a Marina, porque ela deve ter bom desempenho no primeiro turno". Por outro lado, cientista político entende que os eleitores mais à direita dificilmente votam em Marina.
 
"Ela é a maior beneficiada na ausência do Lula. Mas o Haddad está condenado a crescer, e ele cresce, sobretudo, no eleitorado da Marina hoje. A maior parte dos votos do Lula irá para o Haddad. Uma parte residual vai para outros, mas mais para abstenção do que para outro candidato. A grande chance é de que o eleitor mais pobre do Lula, que não se vê no Alckmin, por exemplo, não vote em ninguém".
 
O cientista político divide a dinâmica da propaganda eleitoral em dois "grandes players", o primeiro, da televisão e do rádio, onde Geraldo Alckmin tende a absorver mais eleitores, e o das redes sociais, onde a vantagem é de Bolsonaro, mas seu eleitorado já está cativo. Ao mesmo tempo, acredita no potencial do Partido dos Trabalhadores em chegar no segundo turno. 
 
"Existem dois candidatos cujo crescimento é inevitável, embora não saibamos que patamar atingirão. Primeiro caso é o Alckmin, por conta desse tempo de TV e rádio, o segundo caso é o Fernando Haddad, por causa da transferência de votos do Lula, que não sabemos quando vai ser realizado".
 
Neste último caso, da transferência de votos, Lavareda afirma que há "grande possibilidade" de Haddad alcançar 15% ou mais das intenções de voto, lembrando que o Datafolha aponta 30% de eleitores certos quando o candidato mencionado é Lula, já a XP, quando diz que Haddad é o candidato do ex-presidente, mostra o paulista angariando entre 13% e 15% das intenções de voto. A transferência, portanto, "vai depender de uma grande criatividade da campanha petista", reflete.
 
"O Lula não pode fazer campanha efetivamente. Ele gravou algumas cenas. É um material bem diferente do que havia na campanha da Dilma Rousseff, em 2010", completa.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Haddad vai disponibilizar advogados nas subprefeituras para tirar dúvidas

Haddad vai disponibilizar advogados nas subprefeituras para tirar dúvidas  | SPressoSP


Haddad vai disponibilizar advogados nas subprefeituras para tirar dúvidas

Publicado em 10 de janeiro de 2013 às 11:37 am   ·   Adicionar comentário
Iniciativa faz parte da Agência São Paulo de Desenvolvimento, que contará com núcleos de microcrédito e formação profissional
Da Redação

Haddad quer que a população frequente as subprefeituras (Foto: Marcelo Camargo / ABr)
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem (9) que vai criar centrais de ajuda a empreendedores nas 31 subprefeituras da capital paulista. As centrais consistem em núcleos de microcrédito da Caixa Econômica Federal e de advogados disponíveis para o empreendedor tirar dúvidas sobre a legislação municipal.

O anúncio, feito por Haddad na seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), se relaciona com uma promessa de campanha do prefeito, a criação da Agência São Paulo de Desenvolvimento. A proposta é usar a São Paulo Confia, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) considerada “inoperante”, a fim de viabilizar o projeto, que além de fomentar o empreendedorismo, busca também dar poder às subprefeituras e descentralizar a administração municipal. Para tanto, Haddad conta com parceiros.

“Estamos buscando parceria com a Caixa Econômica Federal para criar uma estrutura de agentes de crédito, sobretudo na periferia”, disse o prefeito. Quanto à qualificação profissional do empreendedor, a prefeitura busca uma parceria com o Sebrae (Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário).

Segundo Haddad, uma parte fundamental da atuação da Agência São Paulo de Desenvolvimento será explicar a legislação aos empreendedores.
“Muitas vezes, a legislação não é compreendida pelo cidadão e as punições são desproporcionais à eventual contravenção que foi cometida. Nós queremos simplificar a legislação e fomentar um ambiente de negócios favorável à criação de emprego e renda na cidade”, declarou Haddad.

O prefeito escolheu as pastas de Trabalho e Empreendedorismo e de Coordenação das Subprefeituras para coordenarem o projeto. A expectativa da gestão municipal é que até o fim deste ano as primeiras agências já estejam funcionando.

O funcionamento da Agência São Paulo de Desenvolvimento dentro das subprefeituras demonstra a mudança de postura em relação à gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). As subprefeituras eram comandadas por coronéis da reserva da Polícia Militar que tinham a função de “síndico” dos bairros. A principal prioridade era a fiscalização e a manutenção da ordem.

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.