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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tribunal de Londres manda publicar conversa de Bush e Blair sobre Guerra do Iraque...

Guerra | 21/05/2012 20:50

Conversa de Bush e Blair sobre Iraque deve ser publicada

Na conversa, dois líderes falaram sobre a oposição do então presidente francês, Jacques Chirac, para a aprovação da ONU de uma resolução que permitisse a invasão do país

Tom Pennington/Getty Images
Ex-presidente George W. Bush discursando
A comissão Chiclot disse que a conversa entre Bush e Blair era essencial para entender a entrada na guerra do Reino Unido
Londres - Um tribunal de Londres determinou nesta segunda-feira que as transcrições de uma conversa telefônica entre o ex-presidente americano George Bush e o então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, antes da Guerra do Iraque devem ser publicadas.
Na conversa, que aconteceu em 12 de março de 2003, oito dias antes do início do conflito, os dois líderes falaram aparentemente sobre a oposição do então presidente francês, Jacques Chirac, para a aprovação do Conselho de Segurança da ONU de uma resolução que permitisse a invasão do Iraque.
A comissão Chilcot, iniciada em 2009 para investigar a participação britânica na Guerra do Iraque, havia pedido a desclassificação do conteúdo desta conversa, no entanto, o Ministério de Exteriores se opôs pelo dano que poderia causar em suas relações com os Estados Unidos.
Contudo, o chamado tribunal britânico do direito à informação sentenciou nesta segunda que o Governo britânico deverá publicar, em um prazo de 30 dias, a transcrição das falas de Tony Blair, devido ao interesse público.
''As circunstâncias da decisão de um Governo de iniciar uma guerra sempre são de interesse público, ainda mais neste caso, dadas as consequências deste conflito'', disse o juiz John Ángel. Diante disso, o porta-voz do Ministério de Exteriores se mostrou ''decepcionado'' com a decisão.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais que poderá ser determinada pelo premiê britânico, será mesmo que se fez contra o povo da "primavera árabe", diz Maierovitch...




11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais, avisa premiê britânico. Tendência é de submersão das gangs e dos marginalizados

Londres, ontem.
Londres, ontem.
O premiê britânico David Cameron respira mais aliviado. Isto depois de a polícia ter, com reforço de 16 mil homens, conseguido, na noite de ontem, inibir a revolta iniciada no último sábado.
A revolta começou no bairro periférico e pobre de Totteham, depois de a polícia informar, apenas no sábado 6, sobre a morte, na quarta-feira 3, de Mark Duggan, de 29 anos.
A polícia escondeu a informação e os moradores do bairro de Tottehan, localizado na zona norte da capital Londres, concentraram-se na frente do departamento de polícia para cobrar por informações. Logo depois, concluíram ter sido o falecido Duggan vítima de abuso policial.
Ontem, Cameron havia autorizado, pela primeira vez na história do policiamento metropolitano, o uso de balas de borracha e o emprego de jatos d’água. Ele justificou as medidas como necessárias  para garantir a ordem pública e a tranquilidade social.
Mais ainda, anunciou que convocaria o Exército para auxiliar a polícia metropolitana.
Com o controle da situação verificada na noite de ontem, Cameron já se excede. Ele acaba de anunciar que poderá determinar o bloqueio das redes sociais como, por exemplo, BlackBerry Messenger (BBM), Twitter etc. Pelas investigações, os revoltosos usaram smartfone e o sistema de mensagens da BBM.
Caso isso se efetive, Cameron vai imitar o governo do  Irã que, depois de contratar a peso de ouro a finlandesa Nokia, consegue bloquear, a qualquer momento, as comunicações, em especial entre jovens de oposição ao regime.
Vale lembrar que a chamada “Primavera Árabe”, que resultou na derrubada de dois ditadores e  em concentrações a pedir democracia e liberdade de expressão na Síria e na Líbia, foi possível graças ao emprego de tecnologia de comunicação de massas, as chamadas redes sociais.
Quanto ao emprego do Exército, o premiê britânico recuou e afirmou que não será mais necessário. Mas a prontidão continuará nos quartéis. Frisou, também, que o corte orçamentário não reduzirá a eficiência da polícia britânica.
No momento, o setor mais ativo é o da ciberpolícia. Ontem, foram captadas mensagens, num trabalho de infiltração cibernética, que convocavam para ataques de surpresa: “Desloquem-se todos para o Oxford Circus, para atacarmos”.
PANO RÁPIDO. A tendência na Inglaterra, como se verificou em São Paulo quando do episódio a envolver a organização criminosa conhecida pela sigla PCC, é de retração das “gangs” e dos marginalizados que partiram para o quebra-quebra.
No fundo é a velha técnica de submergir e aguardar outra oportunidade. Mais ainda, as gangs têm  a certeza de que a população londrina continua intranquila.
Wálter Fanganiello Maierovitch