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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Por que Eduardo Campos deu carona ao escorpião? Ou quem pegou carona foi ele? (Fernando Brito)

13 de outubro de 2013 | 20:31

Por que Eduardo Campos deu carona ao escorpião? Ou quem pegou carona foi ele?


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Mesmo na política brasileira, onde o interesse pessoal, com tanta frequência, é o centro das razões políticas, é difícil entender porque Eduardo Campos entregou sua candidatura, de maneira tão evidente, às mãos de harpia de Marina Silva.
Porque parece evidente que não havia entre ambos, até a semana passada, sequer uma relação de proximidade, quanto mais uma identidade política, passo inicial de qualquer lealdade política.
É certo que Eduardo Campos, com suas alianças com caiados, bornhausens e heráclitos, não mirava um “renovação ética” nos quadros da política, mas o estabelecimento de bases estaduais de que sua candidatura se ressentia.
Marina, ao contrário, jamais as procurou e demonstrava crer que seu sucesso eleitoral poderia apoiar-se uma nova “adoção” de seu nome pelas classes médias urbanas e na confusa e algo anárquica aliança evangélica, que poderia dar-lhe os votos populares.
A docilidade com que Campos se entrega às baboseiras de “transversalidades” e “horizontalidades” do discurso marinista e aceita deixar “em aberto” a cabeça de chapa não é, absolutamente, algo que pareça fruto de uma harmonia entre ambos.
Antes, parece a pantomima de um trato que já está feito e que precisa de um balé para que se torne “natural” o que foi acertado entre ambos.
E o que foi acertado?
Parece que, além dos dois, talvez só os que promoveram o “acordo” o saibam.
Mas, por favor, não nos peçam para engolir que é uma “relação aberta”, uma “amizade colorida”…
Uma pista é o coro quase unânime da grande mídia de que “se Marina não for a candidata, Dilma leva no primeiro turno”.
Esse é o objetivo possìvel, neste momento, e é por ele que a direita e sua ferramenta, a mídia, trabalharão.
Eduardo, ao que parece, é o dócil veículo para este projeto.
Aparentemente, apenas, porém, porque seu controle sobre a máquina partidária, indispensável para a formalização de uma candidatura de Marina, é dele.
E, portanto, vale muito politicamente, e não apenas politicamente.
O “frete” eleitoral vai ser custoso.
Mas será pago, à vista e a prazo.
A ambição de Campos e de Marina tem uma diferença.
A dela tem muita pressa.
Por: Fernando Brito

(http://tijolaco.com.br/index.php/por-que-eduardo-campos-deu-carona-ao-escorpiao-ou-quem-pegou-carona-foi-ele/).

domingo, 13 de outubro de 2013

Rede por enquanto muito pelo contrário (Mário Augusto Jakobskind)

Publicado em 08/10/2013


Rede por enquanto muito pelo contrário


O ingresso de Marina Silva no PSB mexeu na política brasileira. A ex-senadora conta com grande apoio da mídia conservadora, que desde há muito abre grandes espaços para ela. Um colunista de O Globo, o Merval Pereira, tem se esforçado bastante para ela aparecer como “fenômeno novo” na política brasileira, Claro, a conclusão é do imortal da Academia Brasileira de Letras.
A verdadeira história da tentativa de legalização da Rede está mal contada, até porque os próceres de Marina, ou mesmo ela sozinha, dificilmente decidiriam em uma madrugada a aliança com o Governador Eduardo Campos.
Marina é esperta demais e ao ter percebido que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaria o registro não deve ter perdido tempo. Conversou com deus e o mundo. Usou o boquirroto Roberto Freire para despistar. O ex-comunista hoje abrigado no PPS, um partido apêndice do PSDB, achava que Marina ingressaria em suas fileiras. Ficou irritado quando soube o que ela tinha decidido. Mas com o tempo tudo isso vai passar, porque afinal de contas ele precisa se agarrar em alguém para sobreviver politicamente. E Aécio Neves, que Freire apoiava até agora, não decola.
Correndo por fora, Eduardo Campos aguardava o desenrolar dos acontecimentos e num sábado morno e sem notícias montou com Marina Silva um piquenique jornalístico que ocupou grandes espaços na mídia eletrônica, sobretudo na Globonews, que cobriu ao vivo toda a festa de filiação que culminou numa entrevista coletiva gênero convescote.
A mídia conservadora explorou sobremaneira um suposto desabafo de Marina na reunião de madrugada com os correligionários em que teria afirmado que um de seus objetivos agora é acabar com o “chavismo” no PT. Na coletiva não confirmou o uso do mesmo adjetivo, mas também não negou, o que na prática significa que ela pensa isso mesmo.
A referida prédica vai ser muito repetida pela mídia de mercado, podem crer os leitores. Tal fato de alguma forma ajuda finalmente a política brasileira a se definir se é de direita, de esquerda, de centro. O que não pode continuar é na base do muito pelo contrário, como ela tenta passar para os incautos.
Marina tambhém se considera fato novo na política brasileira. Mas o que significa exatamente modernidade? Antes disso seria importante que ela definisse vários pontos, como, por exemplo, o atual posicionamento em relação ao leilão do complexo petrolífero de Libra, no pré sal e as demais privatizações que o atual governo está tentando incrementar. Certo que o petróleo é uma energia poluente e que é necessário encontrar outros recursos, como o solar e dos ventos. Mas como a bacia petrolífera é uma realidade, qual a posição da Ministra do Meio Ambiente no governo Lula sobre o pré-sal?
Qual a posição da sua Rede em relação ao capital financeiro? Será que ela conversa sobre o tema com seus correligionários e com sua amigona Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, herdeira do Banco Itaú? A sustentabilidade da Rede passa pela defesa da soberania nacional? E qual a posição do partido abrigado provisoriamente no PSB no que diz respeito à integração latino-americana? Se fosse presidente, como seria a política externa de seu governo?
Seria também importante uma definição de Marina Silva, em princípio candidata a vice de Eduardo Campos, sobre o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Algum repórter poderia perguntá-la o que faria se estivesse ocupando o governo e descobrisse que seus telefones e correios eletrônicos estavam sendo grampeados pela inteligência norte-americana? Como, em suma, enfrentaria uma situação ao se tornar pública a informação segundo a qual a inteligência estadunidense atua no Brasil na maior desenvoltura?
Qual a posição de Marina sobre a política externa de países como o Reino Unido e Estados Unidos? Outra dúvida que ela pode desvendar, se é verdade que a atual filiada ao PSB têm vínculos estreitos com as entidades ecológicas bancadas pelo Príncipe Charles, como dizem seus desafetos?
Para ajudar a definir se a Rede é de direita, de esquerda, de centro e abolir o muito pelo contrário, o que a política brasileira acha das mobilizações dos movimentos sociais no sentido de ampliar os espaços midiáticos, ou seja, para conseguir que no Brasil os meios de comunicação sejam democratizados e todos os setores sociais tenham vez e voz em pé de igualdade?

Qual a posição de sua Rede no que concerne às Comissões da Verdade? Marina Silva agora como correligionária da deputada Luiza Erundina, tratada com destaque no anúncio da entrada no PSB, apoia o posicionamento da parlamentar na defesa da revisão da Lei da Anistia?
Disponível em: Rede por enquanto muito pelo contrário | Direto da Redação - 12 anos