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domingo, 7 de julho de 2013

25 verdades sobre ocaso Evo Morales / Edward Snowden (Salim Lamrani)

03/07/2013 - 18h35 | Salim Lamrani | Paris
25 verdades sobre o caso Evo Morales/Edward Snowden
Caso mostra que União Europeia é um engodo político e  diplomático, sempre subserviente às exigências de Washington


O caso Edward Snowden está na raiz de um grave incidente diplomático entre a Bolívia e vários países europeus. Por ordem de Washington, França, Itália, Espanha e Portugal proibiram o avião presidencial de Evo Morales de sobrevoar seus territórios.


1 – Depois de uma viagem oficial à Rússia para assistir a uma cúpula de países produtores de gás, o presidente Evo Morales pegou seu avião para voltar à Bolívia.



2 – Os Estados Unidos, pensando que Edward Snowden, ex-agente da CIA e da NSA, autor das revelações sobre as operações de espionagem de seu país, estava no avião presidencial, ordenou que quatro países europeus – França, Itália, Espanha e Portugal – proibissem que Evo Morales sobrevoasse seus respectivos espaços aéreos.



3 – Paris cumpriu imediatamente a ordem procedente de Washington e cancelou a autorização de sobrevoo de seu território, que havia outorgado à Bolívia em 27 de julho de 2013, enquanto o avião presidencial estava a apenas alguns quilômetros das fronteiras francesas.



4 – Assim, Paris colocou em perigo a vida do presidente boliviano que, por falta de combustível, precisou fazer uma aterrissagem de emergência na Áustria.



5 – Desde 1945, nenhuma nação do mundo impediu um avião presidencial de sobrevoar seu território.



6 – Paris, além de desatar uma crise de extrema gravidade, violou o direito internacional e a imunidade diplomática absoluta da qual todo chefe de Estado goza.

Agência Efe

O presidente boliviano Evo Morales em entrevista coletiva no aeroporto de Viena, na Áustria

7 – O governo socialista de François Hollande atentou gravemente ao prestígio da nação. A França aparece diante dos olhos do mundo como um país servil e dócil que não vacila um instante sequer para obedecer as ordens de Washington, contra seus próprios interesses.


8 – Ao tomar tal decisão, Hollande desprestigiou a voz da França no cenário internacional.



9 – Paris também se tornou alvo de piada no mundo inteiro. As revelações feitas por Edward Snowden permitiram descobrir que os Estados Unidos espiavam vários países da União Europeia, entre os quais a França. Diante dessas revelações, François Hollande pediu pública e firmemente a Washington que parasse com esses atos hostis. Ainda assim, por debaixo dos panos, o Palácio do Eliseu seguiu fielmente as ordens da Casa Branca.



10 – Depois de descobrir que se tratava de uma informação falsa e que Snowden não estava no avião, Paris decidiu anular a proibição.



11 – Itália, Espanha e Portugal também seguiram as ordens de Washington e proibiram Evo Morales de sobrevoar seu território, antes de mudar de opinião, quando souberam que a informação não era verídica, e permitir que o presidente boliviano seguisse sua rota.



12 – Antes disso, a Espanha até exigiu revistar o avião presidencial, violando todas as normas legais internacionais. “Isto é uma chantagem; não vamos permitir por uma questão de dignidade. Vamos esperar todo o tempo necessário”, respondeu o presidente boliviano. “Não sou um criminoso”, declarou Evo Morales.



13 – A Bolívia denunciou um atentado contra sua soberania e contra a imunidade de seu presidente. “Trata-se de uma instrução do governo dos Estados Unidos”, segundo La Paz.



14 –  América Latina condenou unanimemente a atitude da França, Espanha, Itália e Portugal.


15 – A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) convocou em caráter de urgência uma reunião extraordinária após esse escândalo internacional e expressou sua "indignação" por meio de seu Secretário-Geral, Ali Rodríguez.


16 – A Venezuela e o Equador condenaram "a ofensa" e "o atentado" contra o presidente Evo Morales.



17 – O presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, condenou "uma agressão grosseira, inadequada e não civilizada".



18 – O presidente equatoriano, Rafael Correa, expressou sua indignação: "Nossa América não pode tolerar tanto abuso!".



19 – A Nicarágua denunciou "uma ação criminosa e bárbara".



20 – Havana fustigou o "ato inadmissível, infundado, arbitrário que ofende toda a América Latina e o Caribe".



21 – A presidente argentina, Cristina Kirchner, expressou sua consternação: "Definitivamente, estão todos loucos. O chefe de Estado e seu avião têm imunidade total. Não pode haver esse grau de impunidade".



22 – Por meio de seu Secretário-Geral José Miguel Insulza, a OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou a decisão dos países europeus: "Não existe justificativa alguma para cometer tais ações em detrimento do presidente da Bolívia. Os países envolvidos devem dar uma explicação das razões pelas quais tomaram essa decisão, particularmente porque isso colocou em risco a vida do primeiro mandatário de um país-membro da OEA".



23 – A Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) denunciou "uma flagrante discriminação e ameaça à imunidade diplomática de um Chefe de Estado".



24 – Em vez de outorgar o asilo político à pessoa que lhe permitiu descobrir que era vítima de espionagem hostil, a Europa, particularmente a França, não vacila em criar uma grave crise diplomática com o objetivo de entregar Edward Snowden aos Estados Unidos.



25 – Esse caso ilustra que, se a União Europeia é uma potência econômica, é também um engodo político e diplomático incapaz de adotar uma postura independente em relação aos Estados Unidos.



(*) Doutor en Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relaciones entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama The Economic War Against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade, New York, Monthly Review Press, 2013, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio  de Paul Estrade. Contato: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr.  Página no Facebook.


(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/29791/25+verdades+sobre+o+caso+evo+moralesedward+snowden.shtml). 

domingo, 11 de novembro de 2012

Banco espanhol suspende despejo após suicídio de cliente (Danielle Chaves)


Banco espanhol suspende despejo após suicídio de cliente

11 de novembro de 2012 | 9h 57

DANIELLE CHAVES - Agência Estado
O banco de poupança espanhol Kutxabank, do País Basco, suspendeu todas as ordens de despejo depois que uma cliente que seria despejada se matou na última semana, gerando protestos contra os bancos nas ruas da Espanha. A decisão do Kutxabank é a primeira do tipo tomada por uma instituição do setor bancário espanhol, que vem sendo prejudicado financeiramente pelo estouro da bolha imobiliária no país, em 2008.
"O presidente do Kutxabank, Mario Fernandez, instruiu a entidade a imediatamente suspender todos os procedimentos de despejo relacionados a hipotecas até que novas regulamentações sejam conhecidas", informou o banco em um comunicado. Na sexta-feira o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, prometeu oferecer propostas para reduzir a pressão sobre os proprietários de casas em uma reunião na segunda-feira.
A ex-política do Partido Socialista Amaia Egana, de 53 anos, se jogou da janela de seu apartamento na quinta-feira, no segundo suicídio em 15 dias relacionado a ordens de despejo. Duas semanas antes, José Luis Domingo, também de 53 anos, se enforcou pouco antes de oficiais irem retirá-lo de sua casa na cidade de Granada. Centenas de pessoas fizeram protestos contra os bancos na sexta-feira em Madri e na cidade de Barakaldo.
A quarta maior economia da zona do euro está em recessão desde o ano passado, o que levou a taxa de desemprego para mais de 25%. As informações são da Dow Jones.

Do Portal Estadão: (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,banco-espanhol-suspende-despejo-apos-suicidio-de-cliente,958822,0.htm). Acesso em: 11/nov/2012.

domingo, 9 de setembro de 2012

A teoria da classe política espanhola (Cesar Molinas)


ELITES "EXTRATIVISTA"

A teoria da classe política espanhola

As partes têm gerado bolhas compulsivamente

Neste artigo proponho uma teoria da classe política espanhola para defender a necessidade urgente e imperiosa de mudar o nosso sistema eleitoral para adotar um sistema de maioria. A teoria diz respeito ao comportamento de um grupo e, portanto, não aberto à interpretação em termos de comportamento individual. Por uma teoria? Por duas razões.Em primeiro lugar, porque uma teoria, se é bom, para conectar eventos aparentemente desconexos e explicar eventos aparentemente inexplicáveis. Ou seja, para dar sentido a coisas que antes não fazia. E, em segundo lugar, por causa de uma boa teoria pode ser extraído previsões úteis sobre o que vai acontecer no futuro. Começando com o primeiro, uma boa teoria da classe política espanhola deve explicar, pelo menos, o seguinte:
1. Como é possível que, após cinco anos em crise, nenhum partido político tem um diagnóstico consistente do que está acontecendo na Espanha?
2. Como é possível que nenhum partido político tem uma estratégia ou de um plano de longo prazo credível para chegar a Espanha sair da crise? Como é possível que a classe política espanhola parece geneticamente incapazes de planejamento?
3. Como é possível que a classe política espanhola é incapaz de ser exemplar? Como pode alguém, exceto o Rei e por suas próprias razões, pediram desculpas?
4. Como é que a futura estratégia mais óbvia para a Espanha, melhorar a educação, promover a inovação eo desenvolvimento empresarial e apoio à pesquisa não é apenas ignorado, mas com cortes massacrados pelas partes político importante?
No que se segue, defendo que a classe política espanhola tem desenvolvido nas últimas décadas interesse particular, apoiado por um sistema de rent-seeking, que está acima do interesse geral da nação.Assim forma extrativista uma elite na terminologia popularizada por Acemoglu e Robinson. Políticos espanhóis são os principais responsáveis ​​pela bolha imobiliária, o colapso dos bancos de poupança, a bolha de energia renovável e infra-estrutura bolha desnecessário.Estes processos levaram a Espanha a resgates europeus, para Numantina resistiu por nossos políticos porque forçam a fazer reformas que corroem o seu interesse particular. Implantase reforma legal que faria com que um sistema de maioria eleitoral que os funcionários eleitos eram responsáveis ​​perante os seus eleitores em vez de estar com a liderança de seu partido, iria derrubar muito positivo para a democracia espanhola e facilitar o processo de reforma estrutural. Vou começar com uma breve história da nossa classe política. Em seguida, o compulsivo caracterizar como um bolhas geradoras. Em terceiro lugar eu explicar uma teoria da classe política espanhola. Quarta vou usar essa teoria para prever que os nossos políticos pode preferir deixar o euro antes das reformas necessárias para fazer para permanecer lá. Finalmente propor para mudar nosso sistema eleitoral proporcional por maioria, do tipo first-past-the-post, como um meio de mudar a nossa classe política.

História

Políticos de transição teve origem muito diferentes: alguns vinham de Franco, outros em exílio e outros estavam no interior oposição ilegal.Eles não tinham espírito de guilda ou um interesse particular e coletivamente. Muitos deles não se viam como políticos profissionais e, na verdade, muitos não foram nunca. Esses políticos tomou duas decisões importantes que moldaram a classe política que aconteceu. O primeiro foi a adoção de um sistema eleitoral proporcional corrigido, com listas eleitorais fechadas e trancadas. O objetivo era fortalecer o sistema partidário reforçar o poder interno de seus líderes, que então, como parte de uma democracia incipiente e hesitante, parecia razoável. A segunda decisão, que foi ligado ao sucesso do primeiro, foi fortemente Estado descentralizada, adoptando versão única para todos do estado autónomo. Os perigos da descentralização excessiva, evidente, deve conjurar a partir de papel unificador que teria grandes partidos políticos nacionais, realizada em conjunto pelas cúpulas forte poder. O plano, no momento, parecia sensata.
Mas, como aconteceu com o Dr. Frankenstein, criando um monstro não era o plano, que não foi ruim, mas a sua implementação. Através de uma série de infortúnios, a criatura de Frankenstein terminar implantando o cérebro errado. Por uma série de imponderáveis, a jovem democracia espanhola terminou implementação de uma classe política profissional que rapidamente se tornou disfuncional e monstruoso. Matt Taibbi, em seu artigo de 2009 na famosa revista Rolling Stone sobre o Goldman Sachs "A máquina de grande bolha americana" em relação ao banco de investimento com uma lula vampiro grande abraçando o lado da humanidade que é a criação de uma bolha após a outra para chupar deles máximo de dinheiro possível. Mais tarde propor uma analogia semelhante à classe Espanhol política atual, mas antes de analisar o que deveria ter sido os quatro imponderáveis ​​que já se acabaram criando o nosso monstro.
Primeiro, o sistema eleitoral proporcional com listas fechadas e bloqueadas, criou uma forma muito diferente da classe política profissional, que estrelou a Transição. Por algum tempo, os filhotes da juventude de vários partidos políticos têm acesso às listas eleitorais e outras regalias para o mérito exclusivo de fidelidade para as cúpulas.Este sistema acabou se voltando para as partes em lotados espaços fechados nos quais, apesar da atmosfera carregada, ninguém se atreve a abrir as janelas. É o ar, as idéias não fluem, e quase ninguém na sala tem um conhecimento direto e pessoal da sociedade civil ou da economia real. A política e seus arredores tornaram-se um modus vivendi com a alternância de posições oficiais tomadas em empresas, fundações e agências, e também com empresas privadas reguladas sinecuras dependente BOE para prosperar.
Segundo, a descentralização do governo, que começou no início dos anos 80, foi muito além do que era imaginável quando a Constituição foi aprovada. Como Enric Juliana diz em seu recente livro Modesta Espanha, o Estado de Autonomias inicialmente previsto, que ostentava controlado descentralização "cima para baixo", logo foi dominado por uma onda de "bottom-up", liderado por elites locais, gritando "nós não seremos menos!", acabou por impor a versão de café para todos do Estado autónomo. Quem eram eles eo que eles querem essas elites locais? Apesar de ser muito lampedusiano, Juliana, apenas, "um democratismo pequeno decorrentes de baixo." Isso é verdade, sem dúvida. Mas, além disso, é fácil imaginar que os beneficiários do mecenato e sistemas despóticos implantados no provincial Espanha desde 1833, olhou para o novo regime democrático, com preocupação e incerteza, o que podiam carregar, em muitos casos, para assinar uma mudança " tudo para que tudo fique na mesma "e assumir a liderança da descentralização rali. Como resultado dessas forças, houve um rápido crescimento das Administrações Públicas: 17 administrações e governos regionais, 17 parlamentos e milhares, literalmente milhares de novas empresas e agências governamentais territoriais cujo objetivo último, em muitos casos, era para gerar folha de pagamento e dietas. Na ausência de procedimentos estabelecidos para selecionar modelos, políticos colocados nas novas administrações e órgãos a parentes, familiares, sobrinhos e camaradas, levando a uma estrutura de patrocínio politizado e governos territoriais que era inimaginável quando a Constituição foi projetado. A partir de uma Administração hipertrofiado, a nova classe política tinha assegurado uma rent-seeking sistema ou seja, um sistema que não cria riqueza nova, mas aproveita o criado já por outros cujos esgotos circulou pelo financiamento da partes.
Terceiro, veio a grande surpresa. O poder dentro dos partidos políticos foi descentralizado em um ritmo ainda mais rápido do que o governo. A idéia de que a Espanha poderia ser vertebrados autonômico por dois grandes partidos saltou quebrado quando chamados barões adquiriu bases de poder territoriais de "baixo para cima" e tornou-se, na melhor tradição do conde de Warwick, nos fazedores reis de seus respectivos partidos. Neste contexto inesperado, a descentralização acelerada de controle e supervisão dos bancos de poupança. As comunidades autónomas correu para passar as suas leis próprias caixas e, uma vez assegurado o seu controle, placas povoadas e gerentes com políticos, sindicalistas, amigos e companheiros. Como se isso não bastasse, os bancos supervisionados pelos governos regionais fizeram crescer as empresas, organizações e fundações controladas, muitas vezes sem objetivos claros do que outros para gerar dietas folha de pagamento mais e mais.
E em quarto lugar, embora a lista poderia continuar, a classe política espanhola tem se dedicado a colonizar áreas que não fazem parte da política, por exemplo, e não pretende ser exaustiva, o Tribunal Constitucional, o Conselho Geral do Poder Judiciário, o Banco de Espanha, a CNMV reguladores, de energia e do setor de telecomunicações, a Comissão da Concorrência ... o sistema democrático e do Estado de direito exigir que esses órgãos, que são responsáveis ​​pela implementação da Lei, são independentes.Politização que sofreram mais de sua independência, provocando uma profunda deslegitimação das instituições e uma grave deterioração do nosso sistema político. Mas há mais. Enquanto invadindo áreas fora da política espanhola deixou o campo próprio: o Parlamento. A Câmara dos Deputados não é só o lugar onde as leis são feitas, é também a instituição deve exigir prestação de contas. Este papel do Parlamento, essencial em qualquer democracia, desapareceu da vida política espanhola por muitos anos. A falência da Bankia, pantomima grotesca encenado nas audiências parlamentares em julho passado, é apenas o último de uma longa lista de casos que o Congresso decidiu tratar como se fossem catástrofes naturais, como um terremoto, exemplo, que, mesmo sem vítimas responsáveis. Não é de surpreender, neste ponto de vista, que os membros não participar da Carrera de San Jerónimo: há muito pouco a fazer.

Bubbles

Os quatro processos descritos nos parágrafos anteriores formaram um sistema político em que as instituições são, no mau sentido da palavra, excessivamente politizada e onde ninguém acaba sendo responsável por suas ações, porque ele nunca a sério exige responsabilidade .Ninguém dentro do sistema em causa os mecanismos de captura de rendas que constituem o interesse particular da classe política espanhola. Este é o contexto em que foram desenvolvidos não apenas a bolha da habitação e os saques e falência da maioria dos bancos de poupança, mas também outros "desastres naturais", outros "atos de Deus", cuja geração é tão viciado nossos políticos. Porque, como o grande lula Taibbi, a classe política espanhola gera bolhas compulsivamente. E isso não faz tanto como a ignorância ou incompetência, porque todas as receitas capturar. Vamos, sem nenhuma pretensão de exaustividade, uma breve revisão das principais atentados impunes das últimas duas décadas: a bolha imobiliária, os bancos de poupança, energias renováveis ​​e novas estradas com portagem.
A bolha imobiliária espanhola foi, em termos relativos, o maior dos três que estiveram na origem da atual crise global, os outros dois sendo os EUA ea Irlanda. Não há dúvida de que, como outros, foi alimentado por baixas taxas de juros e os desequilíbrios globais macroeconômicas. Mas, tendo dito isso, ao contrário do que acontece em os EUA, as decisões sobre o que é construído e onde é construído em Espanha são tomadas ao nível político. Aqui não se pode falar de pecados de omissão, de esquecer o princípio de que os gestores públicos devem gerir os pais diligentes. Não. Na classe política da Espanha inflou a bolha imobiliária por ação direta ou por defeito, não esquecido. Planos urbanos são forjados em negociações complexas e opacas que, além de construção nova, não estão financiando partidos políticos e numerosas fortunas pessoais, tanto entre e entre recalificadores rezoned. Porque, se o poder dos políticos, decidir o que e onde não o suficiente, a transferência do controle dos bancos de poupança para as regiões adicionado ao acima de dois poder de decisão sobre quem, ou seja, o poder decisão sobre quem foi o financiamento do caixa mudança a ser construído. Este foi um grande salto na capacidade de capturar rendas da classe política espanhola, trazendo-a ainda mais perto da estratégia Taibbi vampiro lula. Primeiro inflar a bolha, em seguida, capturar todos os rendimentos possíveis e, finalmente, para o clique bolha ... não é isso! A imagem, cinco anos após o estouro da bolha, ele pode ser mais devastador. A economia espanhola não vai crescer durante muitos anos. E os bancos de poupança ter desaparecido, a grande maioria de insolvência técnica. Lá você tem!
Os outros dois menção bolhas são o resultado da simbiose peculiar de nossa classe política com "capitalismo puro-sangue", ou seja, vivendo Espanhol capitalismo favor Gazette. Numa reunião recente, um investidor estrangeiro conhecido como chamado de "incesto", outro nacional, falou de "conluio contra os consumidores e contribuintes." Seja o que for, lembre-se da primeira bolha de energia renovável. Espanha representa 2% do PIB mundial e está pagando 15% do prémio total global de energia renovável. Este absurdo, apresentado na época como uma tentativa de estar na vanguarda da luta contra as alterações climáticas, é um absurdo que a Espanha não pode pagar. Mas esses bônus e gratificações gerar rendas muitas capturadas por políticos e, deve-se dizer, um monte de fraude e corrupção generalizada em todos os níveis da política e do governo. Para financiar os prémios, as empresas e as famílias espanholas pagar a electricidade mais cara da Europa, que é uma grave perda de competitividade da nossa economia.Apesar destes preços inflacionados e que a geração de eletricidade tem excesso de capacidade de mais de 30%, o sistema apresenta um défice tarifário espanhol de electricidade de vários bilhões de euros por ano e mais de 24 mil milhões de dívida acumulada ninguém sabe como pagar.A bolha estourou e renováveis ​​... não é isso!
A última bolha que vai levá-la, mas a lista é mais longa (de futebol, televisões ...), é formado pela infra-estrutura incontável desnecessária construído ao longo das últimas duas décadas a custos astronômicos para o benefício de contribuintes construtores e preconceitos. Um dos mais chocante é as rodovias radiais de Madrid, mas há muitos mais. O rádio, que buscava o acesso a descongestionar Madrid, foi projetado e construído no desprezo de princípios muito importantes de prudência e boa gestão. Para começar, eles tornaram-se as previsões de tráfego imprudentes que estas estradas foram vai ter. No momento, o tráfego não deve exceder 30% do previsto. E não para a crise nos anos de boom não tinha trânsito. Aqui? Incompreensivelmente? o governo permitiu que os construtores e concessionários eram essencialmente o mesmo. Isso é um absurdo, porque os construtores disfarçar traficantes por sociedades com pouco capital e um monte de dívidas, são mais fáceis de passar o que acabou acontecendo: os construtores cobrado concessionárias para construir estradas e, como verificou-se que não havia trânsito , ameaçou deixá-los à falência. Os principais credores eram oh surpresa! bancos de poupança. A mais de 3.000 milhões de dívida e não sabe como pagar eventualmente caindo sobre o contribuinte, mas, em qualquer caso, não é isso!

Teoria

Termina aqui a parte descritiva do presente artigo em que eu resumi alguns "fatos estilizados" Eu considero representante de comportamento coletivo, não necessariamente individual, e isso é importante lembrar, de políticos espanhóis. Dirijo-me agora a formular uma teoria da classe política espanhola como uma das partes interessadas.
A declaração de que a teoria é muito simples. A classe política espanhola não só se tornou um grupo de interesse especial, como controladores de tráfego aéreo, por exemplo, mas foi um passo além, tornando-se uma extração de elite, no sentido em que este termo dar Acemoglu e Robinson, em seu recente livro e agora famoso Por que as nações falham. extrativa Uma elite é caracterizado por:
"Ter um sistema de rent-seeking que permite que, sem a criação de nova riqueza, renda atrair a maioria da população em seu próprio benefício."
"Ter o poder para impedir que um sistema inclusivo institucional, ou seja, um sistema que distribui o poder político e econômico de uma forma abrangente, que respeite o Estado de Direito e as regras de livre mercado. Dito de outra forma, ter energia suficiente para condicionar o funcionamento de uma sociedade aberta, no sentido de Popper-u-otimista no sentido Deutsch ".
"Abomino a" destruição criativa "que caracteriza o capitalismo mais dinâmico. Nas palavras de Schumpeter de" destruição criativa é a revolução incessante da estrutura econômica a partir de dentro, continuamente destruindo o velho e criar o novo. "Esse processo de destruição criativa é A característica essencial do capitalismo. "Uma elite abominação extrativa também qualquer processo inovador ampla o suficiente para acabar criando novos centros de desenvolvimento econômico, social ou político".
Com a navalha de Occam na mão, se esta teoria simples tem poder explicativo, será imbatível. O que isso diz sobre as quatro perguntas que foram levantadas no início do artigo? Considere:
  1. A classe política espanhola como a elite extrativista não pode ter um diagnóstico razoável da crise. Foram os seus mecanismos de captura de renda que causaram e que, claro, não posso dizer. É verdade que existe uma crise financeira e económica mundial, mas isso não explica seis milhões de desempregados, parcialmente quebrado sistema financeiro e um setor público que não pode cumprir as suas obrigações de pagamento. A classe política espanhola tem a defender, como ele está fazendo, por unanimidade, que a crise é um ato de Deus, algo que vem de fora, imprevisíveis por natureza e diante do qual se pode apenas resignação.
  2. A classe política espanhola como a elite extrativista não pode ter outra estratégia de saída da crise diferentemente do que esperar que a tempestade passar. Qualquer plano de longo prazo para ser credível, tem de incluir o desmantelamento, pelo menos em parte, dos mecanismos de rent-seeking do benefício. E isso, é claro, não se coloca.
  3. ? Desculpou controladores de tráfego aéreo para os seus excessos? Não, porque consideram que defender o seu interesse particular. Alguém já ouviu falar de um político pede desculpas para a situação em que é Espanha?Não, nem ouvir, pela mesma razão que os drivers. Como é que, como medida exemplar não foi seriamente levantou a abolição do Senado, dos conselhos, reduzindo o número de municípios ...? Porque, bancos-e queda de poupança actuais dificuldades para gerar novas bolhas, a defesa dos restantes receitas capturado leva extremo.
  4. Como elites teoria estabelecida extrativistas, partidos políticos espanhóis compartilham um desprezo pela educação, uma forte aversão à inovação e empreendedorismo e hostilidade global em relação à ciência e investigação.Da educação parecem interessados ​​doutrinação só: as lutas estridentes de Educação para Cidadania contraste com o pesado silêncio que envolve questões realmente relevantes, por exemplo, o fracasso muito alta acadêmico ou maus resultados em relatórios do PISA. Inovação e empreendedorismo definhar sob regulamentos fiscalities dissuasão e punitiva, sem a qual nenhum partido é sério sobre a necessidade de mudança. E os gastos em pesquisa científica, concebido como de luxo, quase por unanimidade, foi cortado com crueldade especial sem um absurdo importante político único protestou que envolve mais do que qualquer outro futuro do espanhol.
A teoria das elites extrativistas, parece, até agora, parece fazer sentido para muitas características marcantes do comportamento da classe política espanhola. Vamos ver o que ele diz sobre o futuro.

A predição

A crise pôs em evidência o conflito entre o interesse privado da classe política espanhola eo interesse geral de Espanha. As reformas necessárias para permanecer no euro confronto com os mecanismos de rent-seeking que sustentam tal interesse. Primeiro, a estabilidade fiscal vai exigir uma redução estrutural da despesa do governo geral de mais de 50 bilhões de euros, 5% do PIB. Isso não pode ser alcançado com cortes mais circunstanciais: reformas profundas são necessárias, por enquanto, são inéditos. Tem de cortar negócios do setor público, que a área cinzenta entre o governo eo setor privado, que, com seus muitos milhares de empresas, organizações e fundações, é uma das principais fontes de renda capturadas pela classe política. Além disso, a crescer novamente, a economia espanhola tem de se tornar competitiva. Por que muitos mais reformas são necessárias para abrir mais setores à concorrência, especialmente no setor corporativo e público mencionado em setores regulados. Isto deve tornar mais difícil manter a criação de bolhas na economia espanhola.
A relutância infinito com que a nossa classe política é enfrentar o processo de reforma mostra que, coletivamente, pelo menos, as reformas conseqüências Barrunta pode ter sobre o seu interesse particular. A única reforma prazo realizadas por sua própria iniciativa, o mercado de trabalho, não afeta diretamente os mecanismos de captação de renda. Aqueles que o fazem, exigida pela UE, por exemplo, a consolidação orçamental, não implementado. Deliberadamente confunde as reformas do Governo, com cortes e aumentos de impostos e fornece a segunda vez que o primeiro, com a esperança de que a tempestade desaparece por conta própria e, no final, não mudou nada essencial. Desde que isso não vai acontecer, em algum momento a classe política espanhola terá que levantar o dilema de implementação de reformas a sério ou abandonar o euro. E isso, eu acho, vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
A teoria prevê que as elites extrativa interesses privados tendem a prevalecer sobre o interesse público. Vejo provavelmente nos dois principais partidos crescem muito rápido sentimento espanhol "pro peseta". Na verdade, ambas as partes já são chefes de linha visíveis desta corrente. A confusão induzida entre cortes e reformas têm a consequência perversa que a população não recebe os benefícios a longo prazo de reformas e fazer sentir dor a curto prazo dos cortes que invariavelmente surgem como uma imposição externa. Isto irá criar o caldo de cultura necessário para quando as circunstâncias são propícias, fazer uma saída do euro como uma defesa da soberania nacional contra agressões externas insuportáveis ​​cortes impostos para o estado de bem-estar. Além disso, por exemplo, controladores de tráfego aéreo teve a defesa de particular interesse como uma defesa da segurança do tráfego aéreo. A situação atual lembra muito o que aconteceu dois séculos atrás, quando, em 1814, Fernando VII - O Desejado - esmagada a possibilidade de modernização da Espanha surgiu a partir da Constituição de 1812 como o povo espanhol gritos de encorajamento para viver o grito de "caenas "! É claro que o atual desejo chamada Mariano, Alfredo ou de outra forma, deve jalearle incorporando sensibilidade regional existente, usando o tipo grita Gürtel vivo! Viva o ERE da Andaluzia! Visca o Palau de la Música Catalana!Mas, em qualquer caso, as diferenças forma seria mais do que a substância.
Uma saída do euro, quer por iniciativa própria, se é porque os países do norte se alimentado de viver com o Sul, seria desastroso para a Espanha. Implica, como bem apontam Jesus Fernandez-Villaverde, Luis Garicano e Santos Tano no país em junho passado, não só um retorno à Espanha do 50 economicamente, mas um retorno ao despotismo e corrupção na política e social como levando a muito datas anteriores que excedem em muito a situação atual, que já é muito ruim. A lula vampiro, lula reduzido, seria cabeça de rato em vez da cauda de um leão, mas que a nossa classe política vê-lo como um mal menor do que a alternativa colocada reformas harakiri. Liberais, como em 1814, seriam abatidos, de fato, nos dois grandes partidos, já existem iniciativas nesse sentido.
O perigo de que isso aconteça este é mais um tempo relativamente curto é, na minha opinião, muito significativo. Você pode fazer algo sobre isso? Infelizmente, não muito, para além de continuar a publicar artigos como este. Como todas as pesquisas, o prestígio da classe política espanhola é enorme, mas não tem alternativa de curto prazo. A longo prazo, conforme explicado abaixo, ele faz.

Mudar o sistema eleitoral

A classe política espanhola, como visto neste artigo, é o resultado de vários fatores, entre os quais o sistema eleitoral proporcional com listas fechadas e bloqueadas compostas por líderes de partidos políticos. Este sistema dá imenso poder aos líderes partidários e acabou produzindo uma classe político disfuncional. Não existe um sistema tudo-perfeito eleitoral têm vantagens e desvantagens, mas para todos os acima aqui em Espanha teria que mudar o sistema, a fim de atingir uma classe mais funcional política. Sistemas majoritários produzir funcionários eleitos que são responsáveis ​​perante seus eleitores, e não exclusivamente para os seus líderes partidários. Como resultado, as lideranças partidárias têm menos poder do que aqueles decorrentes de um sistema de representação proporcional ea doação das urnas é menos mediada. Até aí, tudo agora. Existem também desvantagens. Um sistema proporcional, apenas dando assentos aos partidos menores, que não poderiam obter nenhum com um sistema de maioria. Isto prejudicaria minoritários baseados no estado partes, mas as partes se beneficiariam base minoria regional. Em qualquer caso, a característica mais importante de um sistema de maioria é que o eleitorado tem o poder de decidir não apenas as partes, mas também sobre aqueles que deixam eleito e que, em Espanha, é agora uma necessidade urgente que supera as desvantagens o sistema pode ter.
Um sistema de maioria não é bálsamo Ferrabrás que instantaneamente curar qualquer ferida. Mas é provável que gerou uma classe política diferente, mais adequado para as necessidades da Espanha. Na Itália, é um projeto de lei iminente para mudar o atual sistema proporcional corrigido por uma maioria de dois terços dos assentos votarão em um único sócio escolas eo terço restante em listas fechadas em que os assentos são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos. Parece que o governo "técnico" Monti chegou a conclusões semelhantes às que me defender aqui: sem mudar para uma classe político disfuncional não pode ser combatida ambicioso programa de reformas. E, como eu o ouvi dizer uma vez para Carlos Solchaga, um "técnico" é um político que também sabe alguma coisa. Quando a reforma eleitoral na Espanha?Devemos esperar a chegada do "técnico"?
Cesar Molinas publicado em 2013 um livro chamado "O que fazer com a Espanha?". Este artigo é um de seus capítulos.

Original em Espanhol no Portal El País: (http://politica.elpais.com/politica/2012/09/08/actualidad/1347129185_745267.html). Acesso em: 09/set/2012.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Magistratura. Câmara dos Deputados da Argentina convida juiz Baltasar Garzón para assessorá-la...


Câmara dos Deputados argentina convida juiz Baltasar Garzón para assessorá-la

Garzón elogiou a política de direitos humanos realizada pela Argentina nos últimos anos
 
 
O juiz espanhol Baltasar Garzón, recentemente expulso da carreira judicial em seu país, foi convidado a assessorar a comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Argentina, que nesta sexta-feira (02/03) considerou-o "Visitante Ilustre".
De visita a Buenos Aires, o ex-magistrado da Audiência Nacional espanhola foi homenageado pela Câmara dos Deputados argentina, cujo presidente, Julián Domínguez, lhe propôs também realizar um ciclo de palestras no país.
Garzón se reuniu com deputados governistas e opositores, que lhe agradeceram pelos processos que promoveu nos anos 1990 contra repressores da última ditadura argentina (1976-1983) e que permitiriam seu posterior julgamento na Argentina.
Ele elogiou a política de direitos humanos realizada pela Argentina nos últimos anos e considerou-a "um exemplo mundial".
Baltasar Garzón foi aplaudido de pé na cerimônia de abertura de uma nova sessão legislativa no Parlamento argentino, onde a presidente Cristina Kirchner elogiou o juiz e disse que a cassação de sua licença para atuar representa uma "afronta contra a justiça universal".
Horas depois, dirigentes de entidades de direitos humanos e personalidades da cultura o homenagearam em uma conferência sobre a memória compartilhada entre Argentina e Espanha.
Garzón teve a licença cassada no dia 20 de fevereiro passado, após ter sido julgado e condenado a 11 anos de inabilitação profissional por ter ordenado escutas de conversas entre réus de um caso de corrupção e seus advogados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Magistratura. Absolvieron a Garzón en causa contra el franquismo...


27-02-12 | POLÍTICA

Absolvieron a Garzón en causa contra el franquismo

Era juzgado por querer investigar crímenes de lesa humanidad en España.Semanas atrás fue inhabilitado por vulneración de garantías constitucionales en un caso de corrupción vinculado al Partido Popular
Crédito foto: EFE



Baltasar Garzón fue absuelto por el Tribunal Supremo de Madrid, por mayoría de 6 votos a 1, en el juicio que lo acusaba por querer investigar las desapariciones durante el franquismo.

El -ahora inhabilitado- juez estaba acusado de violar la amnistía a los delitos de la Guerra Civil y la dictadura. Demandado por dos asociaciones de ultraderecha, Baltasar Garzón, de 56 años, era señalado por vulnerar una ley de 1977. Sin embargo, para las ONG Amnistía Internacional (AI), Human Rights Watch (HRW) y Comisión Internacional de Juristas (CIJ), los crímenes de lesa humanidad no son amnistiables, y el derecho internacional obliga a investigarlos.

Respondiendo a demandas presentadas en 2006 por familiares de las víctimas, Garzón se declaró competente para investigar la suerte de cerca de 114 mil desaparecidos, pero en 2008 acabó renunciando por la oposición de la fiscalía a abrir un tema delicado para la sociedad española.

Conocido en el mundo entero por perseguir los ataques a los derechos humanos, el magistrado había sido condenado el pasado 9 de febrero a 11 años de inhabilitación en otro juicio sobre un caso de escuchas ilegales en una causa de corrupción.