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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Partido da Imprensa assume que é Golpista, mas não diz por que (Eduardo Guimarães)

Posted by  on 01/09/13 • Categorized as Opinião do blog

Partido da Imprensa assume que é Golpista, mas não diz por que

Desde que o deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro cunhou a sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o jornalista Paulo Henrique Amorim a popularizou – atraindo, assim, o ódio de barões da mídia que, por isso, até hoje tentam destruí-lo -, os veículos que deram causa a esse epíteto aposto ao seu caráter político-partidário, rejeitam-no.
A oposição que Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Editora Abril (as cabeças da hidra midiática) sempre fizeram à sigla PIG, porém, nunca se soube se deriva de rejeição à premissa sobre seu caráter partidário ou sobre seu caráter golpista, mas agora se sabe: o PIG não quer ser chamado de PIG por achar – ou por querer vender – que se regenerou e não é mais golpista.
É isso o que se depreende do rumoroso editorial do jornal O Globo que confessa que, sim, “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.
O editorial, aliás, principia tocando na causa do recente surto de honestidade do império empresarial da família Marinho ao reconhecer que errou ao apoiar o golpe militar de 1964 e, ao longo das duas décadas seguintes, a ditadura que aquele golpe gerou. Já no primeiro parágrafo (abaixo), mostra que os protestos de que a Globo tem sido alvo guardam relação com esse surto.
Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: ‘A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura’. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura (…)”
A renitência dos protestos diante das sedes da Globo em todo o país pelo visto começa a preocupar o império empresarial, que vem escamoteando vários desses protestos ao seu público. Mas quando os manifestantes começaram a atirar de volta contra os Marinho o excremento que eles atiram contra o telespectador, o ouvinte e o leitor, parece que eles se preocuparam.
E como o cachimbo faz a boca torta, o mea-culpa da Globo não deixa de começar tentando fazer o leitor de idiota ao negar o que o editorialista mostrou que sabia quando escreveu o texto, que todo mundo perceberia que foram os protestos contra a emissora e seus tentáculos que geraram esse seu “arrependimento” tardio. O trecho abaixo, pois, é revelador.
“(…) Não lamentamos que essa publicação [do mea-culpa] não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário (…)”
Uau!, quanta honestidade… Mas não passa de conversa mole. Quanto tempo faz que a Globo se deu conta de que errou ao apoiar a ditadura? Dois meses? Dois anos? Vinte anos? Por que só quando começaram a atirar esterco contra as fachadas de suas sedes o grupo empresarial dos Marinho resolve fazer esse mea-culpa?
A despeito da pretensa humildade da Globo – que, repito, foi forjada pelos que a fustigam nas ruas e na internet, por exemplo contando as suas peripécias tributárias –, o editorial em tela está repleto de distorções eufemísticas e imprecisões históricas.
Os defeitos do editorial podem ser encontrados já na chamada para o texto na internet: “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro”. De fato, foi um erro. Não foi, porém, um erro qualquer, pois seus efeitos perduraram por mais de duas décadas e custaram uma quantidade catastrófica de vidas. Só que o Partido da Imprensa Golpista, que a Globo meio que preside, não deu “só” apoio “editorial” ao golpe.
Para entender, reproduzo, abaixo, trecho do editorial que delata alguns dos principais grandes veículos de comunicação da época que, segundo O Globo, “erraram” como esse jornal ao apoiar o estupro da democracia brasileira.
“(…)O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como ‘O Estado de S.Paulo’, ‘Folha de S. Paulo’, ‘Jornal do Brasil’ e o ‘Correio da Manhã’, para citar apenas alguns (…)”.
Primeiro que o termo “Intervenção” já não é nem eufemismo, mas estupro dos fatos: não houve “intervenção” alguma, houve golpe de Estado. Segundo, que a delação dos outros veículos golpistas nos faz lembrar que o apoio, além de editorial, foi logístico. A citada Folha de São Paulo, por exemplo, chegou a emprestar carros de entregas de jornais para a ditadura transportar presos políticos de uma masmorra a outra.
Além disso, no caso da Globo em particular há que lembrar que ela apoiou a ditadura até a sua undécima hora.
Entre 1983 e 1984, quando milhões foram às ruas pedindo “Diretas Já”, a Globo continuava cometendo seu “erro editorial” ao simplesmente se negar a noticiar o movimento pela volta da democracia. Por exemplo, noticiou uma manifestação em São Paulo pedindo eleições diretas como sendo “comemoração pelo aniversário da cidade”.
Isso não é apoio editorial, certo? A Globo fez parte da ditadura e essa é deixa para chegar a outro ponto principal do mea-culpa global: por que Roberto Marinho apoiou por duas décadas um regime criminoso, assassino e ladrão?
O editorial caradura diz que “O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país”, mas é balela. Roberto Marinho apoiou o golpe e o regime que dele derivou porque os golpistas lhe encheram os bolsos de dinheiro público, assim como os dos veículos comparsas que o jornal carioca delatou no texto.
E não foi dinheiro que o falecido fundador da Globo ganhou simplesmente prestando serviços lícitos e com nota fiscal, mas dinheiro entregue por vias transversas, por debaixo dos panos, sem registro, sem justificativa outra que não a de erigir um império comunicacional que vendesse aos brasileiros o que interessava aos ditadores.
Não poderia terminar este texto, porém, sem tocar em um dos trechos mais bizarros do editorial “arrependido”. A certa altura, o editorialista tenta apresentar Roberto Marinho como protetor de “jornalistas de esquerda” que trabalhavam para si, mas, no âmbito desse intento, faz uma confissão de arrepiar os cabelos.
Diz o editorial:
“(…) Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, [Roberto Marinho]sempre se negou, de maneira desafiadora. Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus’ (…)”.
É de cair o queixo. É confissão de que Roberto Marinho sabia dos horrores que a ditadura praticava e, do alto do poder que auferiu ao apoiá-la, lavou as mãos da sorte dos comunistas “dela” e defendeu os “seus”, como se um reacionário, picareta, genocida, falsário como aquele fosse dono de homens e mulheres heroicos que não venderam suas almas como ele.

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(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/09/partido-da-imprensa-assume-que-e-golpista-mas-nao-diz-por-que/).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Por trás da ‘valentia’ midiática contra Dilma, os EUA (?) (Eduardo Guimarães)


Por trás da ‘valentia’ midiática contra Dilma, os EUA (?)


 Ao longo do mês que finda, veio se fazendo notar uma subida de tom de grandes grupos de mídia contra Dilma, quem, até há pouco, gozava de condescendência por parte desses grupos, os quais, ao longo dos dois primeiros anos do governo dela, concentraram a artilharia em Lula e no PT, poupando-a.
Nesse aspecto, editorial recente do jornal O Estado de São Paulo surpreendeu ao usar um tom que poucas vezes se viu contra um governante no pós-redemocratização. Só contra Lula – que, pelo senso comum, era menos aceitável para esse veículo do que a atual presidente – a virulência foi tão intensa.
No último dia 21, em editorial intitulado “Dilmês castiço”, o jornal da família Mesquita pôs a crítica política de lado e partiu para a xingação ao afirmar que a presidente da República teria “dificuldade de concatenar ideias, vírgulas e concordâncias”, ao qualificar como “desastrada” sua “condução da política econômica” e ao acusá-la de “despreparo” e de usar “frases estabanadas e raciocínio tortuoso”.
O editorial, pouco objetivo em argumentos, preferiu criticar algum escorregão no português da presidente, como se já tivesse existido algum governante capaz de jamais infringir a gramática ou a norma culta durante falas improvisadas – o Google pode recompensar quem se dispuser a caçar escorregões de FHC no uso do idioma.
O mesmo tom desrespeitoso e insultuoso usado pelo Estadão contra Dilma, nas últimas semanas vem sendo visto com frequência na revista Veja, no jornal O Globo, na revista Época, na Folha de São Paulo etc.
Quem tiver memória do período imediatamente anterior ao golpe de 1964, deve estar experimentando um déjà vu. Os editoriais e artigos que esses veículos publicavam usavam tom idêntico, apelando ao xingamento e a acusações à ética e à capacidade administrativa de Jango Goulart que dispensavam fatos.
Em pronunciamento feito da tribuna do Senado em setembro do ano passado, o senador pelo PMDB do Paraná, Roberto Requião, lembrou o uso que esses mesmos veículos de hoje faziam do xingamento contra Jango. Veja, abaixo, um trecho.
Às vésperas do golpe de 1964, o desrespeito da grande mídia para com o presidente João Goulart e sua mulher Maria Teresa chegou ao ponto de o mais famoso colunista social do país à época publicar uma nota dizendo que na Granja do Torto florescia uma trepadeira. Torto, como referência ao defeito físico do presidente; trepadeira, como referência caluniosa à primeira-dama do país”.
Até aí, não haveria nenhuma novidade se não fossem boatos que vêm circulando na internet e que, nas últimas 24 horas que antecederam este texto, chegaram a este blogueiro por vias menos nebulosas, ainda que sem comprovação.
Duas pessoas conhecidas por este que escreve – e desconhecidas entre si – relataram a mesma história: funcionário da embaixada dos Estados Unidos em Brasília teria presenciado conversa em inglês entre um membro daquela representação diplomática e o embaixador Thomas Shannon.
Segundo os relatos, os diplomatas discutiam o envolvimento norte-americano na eleição do ano que vem e seus contatos com grupos de mídia e partidos de oposição, entre outros. Uma das fontes afirma que os EUA estariam empenhados em pôr fim à “onda vermelha” que teria engolfado a América Latina e, sobretudo, a América do Sul.
Nesse contexto, a volta da direita ao governo do Brasil teria o condão de desencadear um efeito dominó que reverteria uma independência da região que estaria na base das dificuldades dos Estados Unidos de superarem a crise econômica na qual estão mergulhados desde meados da década passada.
A indústria ianque, por exemplo, estaria enfrentando dificuldades para exportar para a América Latina em razão de sua exagerada aproximação com a China e com outros países asiáticos. Acordos comerciais de interesse norte-americano estariam sendo bloqueados por governos “excessivamente independentes”.
A aliança pela “libertação” do Brasil da tal “onda vermelha” envolveria os próprios Estados Unidos e, do lado brasileiro, grupos de mídia, partidos de oposição e lideranças políticas como Aécio Neves, Marina Silva e Eduardo Campos, bem como setores do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal.
Teoria da conspiração? Pode ser. Não se pode afirmar que esses relatos procedam sem que os relatores apresentem provas. Mas tampouco dá para descuidar de hipóteses tão verossímeis, dado o histórico da relação promíscua entre os EUA e setores da elite latino-americana. Vale abrir o olho.
(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/04/por-tras-da-valentia-midiatica-contra-dilma-os-eua/). 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Imprensa tucana inventa apagão para tentar sabotar a economia (Eduardo Guimarães)


Imprensa tucana inventa apagão para tentar sabotar a economia

Apesar de ser revoltante a tentativa da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo de convencer o país de que existe a mais tênue possibilidade de ocorrer racionamento de energia como o que ocorreu entre meados de 2001 e começo de 2002, essa nova falsificação de tragédia terá o mesmo destino das outras junto a sociedade. Esta, porém, não é o objetivo.
Após o fracasso do “pibinho”, que não influiu em nada na popularidade e na confiança de que o governo federal e a sua titular desfrutam junto à sociedade, a nova aposta é ainda mais frágil, pois, aí, fundamenta-se, exclusivamente, em invenção, enquanto que o crescimento modesto do país em 2012, ainda que não tenha atingido o cidadão, ao menos existiu.
Esses jornais, de alguns dias para cá, saíram com uma história sem pé nem cabeça, sem qualquer base em nada, de que o governo Dilma pode decretar racionamento de energia elétrica no país igual ao que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decretou entre o penúltimo e o último ano de seu governo de oito longos e torturantes anos.
Contudo, o que deveria ser dito pelo governo sobre isso, já foi dito. A presidente da República já disse, em alto e bom som, o que nem precisaria dizer: que é “ridículo”. Isso porque, durante o governo Lula, foi investido em geração de energia mais de um terço de tudo o que o país investiu em mais de um século.
A principal razão pela qual o Brasil teve um crescimento econômico durante o governo Lula que foi o dobro do que houve no período em que o país foi governado por FHC se deve justamente ao forte investimento no setor de geração de energia elétrica, com a intensa construção e modernização de hidrelétricas e ampliação de linhas de transmissão.
O Sistema Nacional de geração de energia hidrelétrica, pois, é interligado. Por conta disso, a redução dos níveis dos reservatórios de algumas regiões do país é compensada por níveis normais em outras regiões, de maneira que umas podem suprir a outras.
Inclusive, o país está entrando no período de chuvas, as quais deverão prover reservatórios de várias regiões, diminuindo ainda mais um risco de falta de capacidade de geração que, se já era diminuto, tornar-se-á desprezível.
A impossibilidade de ser necessário fazer racionamento é tamanha que o governo até vai reduzir o preço das contas de luz, o que por certo estimulará o consumo. Assim, só quem acredita que o Brasil é governado por uma psicopata pode acreditar que ela estimularia o consumo de energia elétrica sabendo que há risco de essa energia vir a faltar.
É óbvio que as imprensas partidarizadas de São Paulo e do Rio de Janeiro sabem que para um racionamento de energia elétrica produzir prejuízos políticos não basta dizer que tal racionamento ocorrerá. Com efeito, é preciso que ocorra.
Não é à toa que os brasileiros rejeitam com tanto ardor o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu partido. Só quem viveu no Brasil entre 2001 e 2002 sabe como a sociedade sofreu com forte aumento nas contas de luz e com multas e até corte de energia de quem ultrapassava a cota do racionamento.
Foi difícil viver neste país durante o racionamento de energia tucano. As pessoas tinham que tomar menos banhos, lavar menos roupa e, no verão de 2001/2002, tinham que se eximir de usarem ar-condicionado e ventiladores, entre tudo de que tiveram que abrir mão por conta da incompetência do governo do PSDB. Isso sem falar na atividade econômica, que despencou.
Ora, mas se o mero alarmismo sobre racionamento não convencerá a sociedade de que o governo de Dilma e do PT é tão incompetente quanto o de FHC e do PSDB, por que a mídia tucana insiste nessa história de “apagão” e “racionamento”?
Explico: o que a Folha de São Paulo e o Estadão vêm fazendo nem é apenas politicagem, mas verdadeira tentativa de sabotar a economia, de afastar investimentos assustando investidores, que, como se sabe, não se pautam estritamente pelo bom senso, sendo dados a crer em fantasmas ao colocarem um centavo em qualquer coisa.
Você que não tem relações com grupos políticos, que trabalha para viver, que não é pago pelo PSDB ou por essa “imprensa” para fazer politicagem na internet, saiba que o objetivo dessa gente é fazer a economia do país ir mal para que os tucanos retomem o poder. Assim, você pode não gostar do PT, mas é capaz de sabotar a própria vida para ajudar o PSDB?
(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/imprensa-tucana-inventa-apagao-para-tentar-sabotar-a-economia/). 

domingo, 6 de janeiro de 2013

A “ousadia” de José Genoino (Eduardo Guimarães)


A “ousadia” de José Genoino




Aspirantes a ditador encastelados no Judiciário, no Legislativo, na imprensa e até entre cidadãos comuns estão sobejamente indignados com José Genoino Guimarães Neto, cearense de Quixeramobim que, aos 66 anos, está prestes a cumprir pena de prisão por ter colocado a própria firma em um contrato de empréstimo de um banco ao partido político que presidia. A razão da indignação: ele teima em querer exercer seus direitos.
Ainda assim, apesar de a vida do ex-presidente do PT ter sido vasculhada de cima a baixo durante sete longos anos, não foi encontrado um mísero aumento de seu patrimônio. Nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público e muito menos a imprensa conseguiram atribuir-lhe qualquer intenção de se locupletar.
Tudo o que Genoino tem na vida é um modesto sobrado no bairro paulistano do Butantã, que, vendido, não pagaria a multa imposta pelo STF no âmbito da Ação Penal 470. Detalhe: o imóvel foi adquirido muito antes de o PT chegar ao poder, não havendo como atribuir sua compra ao “mensalão”.
Colunistas, editorialistas, articulistas, comentaristas de telejornal, repórteres  e parte de seus leitores e espectadores tratam de atiçar a matilha despótica contra um homem cujo crime foi cumprir uma obrigação partidária, ainda que possa ter havido alguma ilegalidade no negócio feito entre seu partido e o banco que lhe concedeu o empréstimo fatídico.
A condenação de Genoino, pois, não lhes é suficiente. Prender seu corpo não basta, há que prender, também, seu espírito. Os mesmos aspirantes a ditador querem cassar um direito sagrado em qualquer democracia que se preze: o direito de um acusado pela Justiça se declarar inocente independentemente de a acusação ter ou não sido julgada.
Temos visto, à larga, os meios de comunicação serem tomados pela premissa de que o ex-presidente do PT deveria assumir as culpas que lhe imputam e abdicar de exercer seus direitos. Deveria se “envergonhar” e fazer “profissão de fé” na própria culpa, ao melhor estilo daquilo a que eram abrigados os expurgados pelo mesmo stalinismo de que os cúmplices e entusiastas da ditadura militar brasileira acusam petistas e/ou qualquer esquerdista.
Genoino e a filha estiveram no Congresso, altivos. Foram, então, cercados e moralmente seviciados pelos que o prisioneiro de consciência chamou, apropriadamente, de “torturadores modernos”.
Não basta, portanto, condenar Genoino ou qualquer outro réu do mensalão. Eles têm que colaborar com seus algozes. A direita midiática exige que se humilhem publicamente, abdiquem de qualquer direito que lhes reste e, de quebra, ajudem a enlamear a honra de companheiros e até do próprio partido. Querem estender suas condenações àqueles contra os quais não pesa processo algum.
Este blog, assim, exorta seus leitores a se solidarizarem não com Genoino, mas com o Estado de Direito, pois está sob severa ameaça quando setores barulhentos e despóticos da sociedade exigem que um homem abdique do direito fundamental de qualquer ser humano de se declarar inocente independentemente de ter sido julgado e condenado, até porque a História está repleta de condenações que depois se revelaram injustas.


(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/a-ousadia-de-jose-genoino/).