Assange e o nó diplomático
18.08.2012 | 09:26

A história do asilo de Julian Assange, o criador do Wikileaks, é uma espécie de nó na política diplomática internacional.
Assange divulgou mais de 400 mil documentos secretos muitos deles essenciais para compreender as guerras recentes e suas atrocidades.
Reproduzidos pelos maiores jornais do mundo, os vazamentos do Wikileaks foram incorporados à história moderna e ampliaram o nível de transparência da política internacional.
Se Assange tivesse feito apenas isso, haveria razões de sobra para apoiar o asilo político dado pelo Equador e exigir o salvo conduto da Inglaterra, como manda a tradição diplomática.
No entanto, Assange está sendo acusado de estupro na Suécia. Muitos pensam que esta acusação é apenas um pretexto para prendê-lo e, posteriormente, extraditá-lo para os Estados Unidos, onde seria julgado por espionagem.
Pelo que conheci da Suécia, acho impossível que tenham inventado um processo dessa natureza. Acho impossível também que o utilizem para extraditar Assange para os EUA.
A Suécia é um pais democrático com uma opinião pública alfabetizada e atenta. O que dificulta os passos de Assange é o fato de que lá, assim como nos EUA, dão importância à acusação de estupro.
Os suecos não consideram os crimes imputados ao criador do Wikileaks como algo secundário, diante das acusações de espionagem.
Um grande nó a ser desatado durante a semana.
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