Postagem 16/set/2016...
Perseguição da Lava Jato a Lula é para consolidar o golpe, diz Fernando Morais
Para o escritor e jornalista, esforço das elites para derrubar Dilma seria em vão, caso não consigam inviabilizar Lula em 2018
por Redação RBA
publicado
16/09/2016 12:24,
última modificação
16/09/2016 12:33
Jaílton Garcia/RBA
São Paulo – Para o escritor e jornalista Fernando
Morais, a tentativa de tirar Lula das eleições presidenciais de 2018, a
partir de condenação judicial articulada pela Lava Jato, é parte da
estratégia de consolidação do golpe que derrubou a presidenta Dilma em
agosto passado. "Essa denúncia maluca, porque o próprio acusador diz que não tem como provar, é a consolidação do golpe", afirma Morais em entrevista à Rádio Brasil Atual na tarde de ontem (15).
"Só um ingênuo poderia acreditar que fariam tudo isso, que
iriam juntar mídia, MP, parte do Judiciário, a Fiesp, os grandes bancos,
para derrubar Dilma e entregar a presidência para o Lula", analisa o
escritor. "Se não pegarem o Lula, não tem golpe, porque o Lula ganha as eleições de 2018."
Para ele, a apresentação da denúncia na quarta-feira (14)
pelos procuradores da Lava Jato, sem a revelação de provas, e que virou
piada na internet, não tem qualquer valor jurídico. "O que foi visto não é algo que diga respeito à Justiça, é puro marketing."
Ele também comentou a fala do ex-presidente Lula na tarde de ontem (15) para se defender das acusações. "Foi
uma coisa muito espontânea e bonita. Dezenas de pessoas me contaram que
choraram quando viram. O Lula é isso. Lula é essa pessoa sensível, que
se emociona, fica bravo, fala palavrão. É esse o Lula que o povo adora, e
vai elegê-lo de novo presidente em 2018."
Para o jornalista, o governo Temer só continuará tendo o apoio e
a blindagem do empresariado e da grande imprensa se estabelecer o
chamado "ajuste fiscal", que Morais classifica como "brutalidade".
Ele define o plano do "governo golpista" em três pontos:
entregar as riquezas nacionais às multinacionais, em especial as
reservas do pré-sal, estabelecer teto para os gastos sociais, que
representa "garrote no pescoço do trabalhador" e pôr fim a política
externa autônoma desenvolvida nos anos Lula e Dilma, e restabelecer a
subordinação aos interesses das grandes potências.
"Pra gente evitar que isso aconteça, nós só temos uma arma, que
é ir para a rua. Ganhamos no gramado, eles tomaram de nós no tapetão. É
fazer o que o Lula, o MST, a CUT, o MTST e demais movimentos sociais
estão fazendo: não dar um minuto de sossego para essa gente."
Ouça:
Original disponível em: (http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/09/perseguicao-da-lava-jato-a-lula-e-para-consolidar-o-golpe-diz-fernando-morais-6297.html). Acesso em 16/set/2016.
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