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sábado, 17 de agosto de 2013

Rogério Correia: Só falta o Gurgel assinar a ficha do PSDB (Conceição Lemes)

17/08/2013 1:01 pm
Rogério Correia: Só falta o Gurgel assinar a ficha do PSDB

Procurador-geral da República arquivou o pedido de investigação contra Aécio Neves e sua irmã

Roberto Gurgel teria favorecido Aécio Neves (PSDB) (Foto: EBC)

De uma coisa Roberto Gurgel não pode ser acusado: incoerência. Até o finalzinho do seu mandato como procurador-geral da República, ele foi fiel aos tucanos. A decisão a favor do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que será candidato à presidência da República em 2014, é mais uma prova inequívoca disso.
Depois de manter na gaveta o pedido de investigação contra Aécio e a irmã, Andrea Neves, por dois anos e quase dois meses, Gurgel mandou arquivá-lo em 23 de julho.

Em 31 de maio de 2011, os deputados estaduais de Minas Gerais Rogério Correia (PT) e os colegas Luiz Sávio de Souza Cruz e Antônio Júlio, ambos do PMDB, entregaram pessoalmente a Gurgel representação denunciando Aécio e Andrea,  por ocultação de patrimônio e sonegação fiscal (detalhes aqui ).

Em seu parecer determinando o arquivamento, Gurgel escreveu:

“Ao contrário, os documentos constantes dos autos comprovam que o representado declarou o seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Tanto assim é verdade que a relação de bens apresentada pelos noticiantes foi extraída exatamente do site do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com esses mesmos documentos, o patrimônio foi constituído, em sua grande parte, antes que o noticiado assumisse o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, não se podendo dizer que foi fruto de eventual beneficio havido no exercício do cargo.”

Rogério Correia lamenta a decisão

“O Ministério Público, quando foi criado em 1988, gerou expectativa muito positiva em todos nós. Acreditávamos que o MP fosse atuar independentemente de partido político, fiscalizar e zelar pela Constituição”, observa Correia. “O procurador-geral da República, que representa o Ministério Público, fez exatamente o contrário.”

“Na sua saída, Gurgel abriu inquérito contra deus e o mundo, menos contra os tucanos, em especial o Aécio Neves. Foi um ato  político dele, partidário, mesmo”, denuncia Correia. “Enfim, o que temíamos aconteceu. Arquivou sem ao menos abrir inquérito para investigar. Agora só falta Gurgel assinar a ficha de filiação ao PSDB.”

sábado, 10 de agosto de 2013

"Gurgel deu informações com indícios de serem falsas", diz procurador (Gabriel Bonis)

publicado 07/08/2013 17:04, última modificação 08/08/2013 10:44

"Gurgel deu informações com indícios de serem falsas", diz procurador

Procurador entra com ação contra chefe do MPF alegando prevaricação ao engavetar inquérito da Operação Vegas, cujos desdobramentos levam à prisão de Carlinhos Cachoeira
por Gabriel Bonis — 
A poucos dias de deixar o comando do Ministério Público Federal (MPF), em 15 de agosto, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pode ver ressuscitada sua atuação na Operação Vegas, da Polícia Federal. O procurador-regional da República Manoel Pastana (da 4ª Região - Sul) entrou com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público alegando haver “indícios fortíssimos” de que Gurgel prevaricou ao engavetar as investigações do caso, em 2009. A representação se refere, entre outros, à subprocuradora Claudia Sampaio, esposa de Gurgel, e ao corregedor-geral do MPF, Eugênio Aragão.
As apurações da Vegas acabaram ampliadas na Operação Monte Carlo, em 2011, na qual a PF descobriu o mapa do jogo ilegal em Goiás e a ligação do ex-senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que levaram à cassação do ex-senador do DEM e à prisão do contraventor.
As relações do bicheiro com parlamentares, no entanto, haviam sido detectadas ainda na Operação Vegas, que Gurgel não encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável por casos de pessoas com foro privilegiado. “Quando Gurgel foi pressionado pela CPI do Cachoeira prestou informações que têm indícios fortíssimos de serem falsas”, diz Manoel Pastana a CartaCapital. “Ele alegou que o inquérito ficou parado por razão de estratégia investigativa de uma operação controlada, que pode atrasar a ação policial. Pareceu gozar da inteligência alheia dizendo que graças a essa estratégia a Operação Monte Carlo foi um sucesso. Isso é um absurdo.”
Em maio de 2012, na CPI, Gurgel afirmou em ofício que não procurou o STF porque detectou apenas desvios no “campo ético”, insuficientes para a abertura de ação penal. “A polícia, os procuradores e o juiz encaminharam o caso à Procuradoria-Geral da República. É obvio que tinha que haver alguma coisa no processo. Eles não mandariam se não houvesse”, contesta Pastana. “Jamais a polícia encaminharia isso sem elementos. Mas o processo ficou preso no gabinete dele. Se não estoura a Operação Monte Carlo, estaria lá até hoje. Se um membro do MP faz isso estava na rua. Mas não aqueles que têm a proteção do grupo que domina a cúpula.”
Segundo o procurador-regional, Gurgel deveria ter acionado o STF ou devolvido o inquérito para maiores diligências, mas não seguiu nenhuma das opções. “Não posso ficar com um processo parado em meu gabinete por mais de 30 dias, pois precisamos dar um andamento neste prazo. Ou envia-se de volta à polícia para novas diligências, ou se denuncia ou arquiva-se. Não posso ficar quase três anos com um caso sem encaminhamento.”
Na representação, o procurador-regional pede que o caso seja apurado para verificar se a operação controlada existiu. “Não se pode simplesmente alegar e não provar. Não creio ser possível esse tipo de operação onde apenas um marido e uma mulher fazem parte dela. O procurador-geral diz que não havia provas e fica por isso mesmo”, afirma à reportagem.
A representação chegou à Corregedoria do MP em 29 de julho, mas ainda não se transformou em processo. O subprocurador-geral do Trabalho Jeferson Coelho, corregedor nacional do órgão, está com o caso, mas não deve ter tempo de analisá-lo, pois assume em 12 de agosto um posto de conselheiro no CNMP.
Um novo corregedor ainda deve ser escolhido para o caso, que deve ser analisado apenas no fim de agosto.
Contatada, a assessoria de imprensa de Roberto Gurgel não respondeu aos questionamentos da reportagem até o fechamento deste texto.
(http://www.cartacapital.com.br/politica/gurgel-deu-informacoes-que-tem-indicios-de-serem-falsas-diz-procurador-6316.html). 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dias: impeachment do Gurgel vem aí (Paulo Henrique Amorim) | Conversa Afiada

Dias: impeachment do Gurgel vem aí | Conversa Afiada

Publicado em 04/03/2013

DIAS: IMPEACHMENT
DO GURGEL VEM AÍ

Malemolente, ele está há dois anos com uma investigação sobre Roseana. Contra o PT ele é mais rápido.


Saiu na “Rosa os Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta que, esta semana, tratou do Eduardo Campos para quem, aparentemente, “quanto melhor, pior“: 

IMPEACHMENT DE GURGEL I



Ganhará vida, nos próximos dias, ação de impeachment do procurador Geral, Roberto Gurgel.

Aderson de Carvalho Lago Filho, primo do ex-governador Jackson Lago, protocalará o pedido no Senado, com o relato de três ações contra a governadora Roseana Sarney, do Maranhão.

Sobre elas Gurgel sentou-se com o seu volumoso peso.  

Em 18 de fevereiro, Aderson encaminhou ao próprio Gurgel uma representação “por crime de responsabilidade” contra o procurador-geral. Ele anexou espelhos da “movimentação processual”. Melhor traduzindo: “paralisação processual”.

Gurgel, por exemplo, abafa noticia-crime contra Roseana desde julho de 2010.


IMPEACHMENT DE GURGEL II



Há uma aberração nessa história onde se pede a cassação de Roseana.

O relator foi o advogado Arnaldo Versiani. Gurgel segurou o processo até a conclusão do mandato de Versiani. Após isso redistribui o caso que “caiu” no colo da ministra Luciana Lóssio.

Luciana foi advogado de Sarney por oito longos anos.

O ex-presidente da República, gentil homem, compareceu à posse dela no dia 26 de fevereiro.


IMPEACHMENT DE GURGEL III



Outro caso expressivo dessa, digamos, malemolência de Gurgel é o recurso, de novembro de 2011, contra a “expedição de diploma” de posse a Roseana.

A relatoria coube à vice-procuradora Sandra Cureau.

Cureau já tinha a decisão quase pronta. Foi surpreendida, porém, pela redistribuição do caso que, por coincidência, passou às mãos do procurador-geral.

E, assim já se passaram quase dois anos.