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domingo, 13 de outubro de 2013

Rede por enquanto muito pelo contrário (Mário Augusto Jakobskind)

Publicado em 08/10/2013


Rede por enquanto muito pelo contrário


O ingresso de Marina Silva no PSB mexeu na política brasileira. A ex-senadora conta com grande apoio da mídia conservadora, que desde há muito abre grandes espaços para ela. Um colunista de O Globo, o Merval Pereira, tem se esforçado bastante para ela aparecer como “fenômeno novo” na política brasileira, Claro, a conclusão é do imortal da Academia Brasileira de Letras.
A verdadeira história da tentativa de legalização da Rede está mal contada, até porque os próceres de Marina, ou mesmo ela sozinha, dificilmente decidiriam em uma madrugada a aliança com o Governador Eduardo Campos.
Marina é esperta demais e ao ter percebido que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaria o registro não deve ter perdido tempo. Conversou com deus e o mundo. Usou o boquirroto Roberto Freire para despistar. O ex-comunista hoje abrigado no PPS, um partido apêndice do PSDB, achava que Marina ingressaria em suas fileiras. Ficou irritado quando soube o que ela tinha decidido. Mas com o tempo tudo isso vai passar, porque afinal de contas ele precisa se agarrar em alguém para sobreviver politicamente. E Aécio Neves, que Freire apoiava até agora, não decola.
Correndo por fora, Eduardo Campos aguardava o desenrolar dos acontecimentos e num sábado morno e sem notícias montou com Marina Silva um piquenique jornalístico que ocupou grandes espaços na mídia eletrônica, sobretudo na Globonews, que cobriu ao vivo toda a festa de filiação que culminou numa entrevista coletiva gênero convescote.
A mídia conservadora explorou sobremaneira um suposto desabafo de Marina na reunião de madrugada com os correligionários em que teria afirmado que um de seus objetivos agora é acabar com o “chavismo” no PT. Na coletiva não confirmou o uso do mesmo adjetivo, mas também não negou, o que na prática significa que ela pensa isso mesmo.
A referida prédica vai ser muito repetida pela mídia de mercado, podem crer os leitores. Tal fato de alguma forma ajuda finalmente a política brasileira a se definir se é de direita, de esquerda, de centro. O que não pode continuar é na base do muito pelo contrário, como ela tenta passar para os incautos.
Marina tambhém se considera fato novo na política brasileira. Mas o que significa exatamente modernidade? Antes disso seria importante que ela definisse vários pontos, como, por exemplo, o atual posicionamento em relação ao leilão do complexo petrolífero de Libra, no pré sal e as demais privatizações que o atual governo está tentando incrementar. Certo que o petróleo é uma energia poluente e que é necessário encontrar outros recursos, como o solar e dos ventos. Mas como a bacia petrolífera é uma realidade, qual a posição da Ministra do Meio Ambiente no governo Lula sobre o pré-sal?
Qual a posição da sua Rede em relação ao capital financeiro? Será que ela conversa sobre o tema com seus correligionários e com sua amigona Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, herdeira do Banco Itaú? A sustentabilidade da Rede passa pela defesa da soberania nacional? E qual a posição do partido abrigado provisoriamente no PSB no que diz respeito à integração latino-americana? Se fosse presidente, como seria a política externa de seu governo?
Seria também importante uma definição de Marina Silva, em princípio candidata a vice de Eduardo Campos, sobre o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Algum repórter poderia perguntá-la o que faria se estivesse ocupando o governo e descobrisse que seus telefones e correios eletrônicos estavam sendo grampeados pela inteligência norte-americana? Como, em suma, enfrentaria uma situação ao se tornar pública a informação segundo a qual a inteligência estadunidense atua no Brasil na maior desenvoltura?
Qual a posição de Marina sobre a política externa de países como o Reino Unido e Estados Unidos? Outra dúvida que ela pode desvendar, se é verdade que a atual filiada ao PSB têm vínculos estreitos com as entidades ecológicas bancadas pelo Príncipe Charles, como dizem seus desafetos?
Para ajudar a definir se a Rede é de direita, de esquerda, de centro e abolir o muito pelo contrário, o que a política brasileira acha das mobilizações dos movimentos sociais no sentido de ampliar os espaços midiáticos, ou seja, para conseguir que no Brasil os meios de comunicação sejam democratizados e todos os setores sociais tenham vez e voz em pé de igualdade?

Qual a posição de sua Rede no que concerne às Comissões da Verdade? Marina Silva agora como correligionária da deputada Luiza Erundina, tratada com destaque no anúncio da entrada no PSB, apoia o posicionamento da parlamentar na defesa da revisão da Lei da Anistia?
Disponível em: Rede por enquanto muito pelo contrário | Direto da Redação - 12 anos

domingo, 1 de setembro de 2013

Eduardo Campos vem a Santa Catarina e filia Paulo Bornhausen ao PSB (Upiara Boschi)


Matéria publicada em: 01/09/2013 às 10:00

E haja Viagra! Os Bornhausen agora são PSB! Eduardo Campos deixa a máscara cair!

bonrausen


O sobrenome Bornhausen, um ícone do liberalismo no Brasil, a partir desta sexta-feira faz parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB). 

Deputado federal licenciado e secretário estadual, Paulo Bornhausen assume à tarde o comando do diretório catarinense do PSB em evento prestigiado pela presença do governador pernambucano e presidenciável Eduardo Campos, que passa o dia em Florianópolis com uma agenda do candidato.                                                                                                                                                                                                                                                                                                               ________________________________________
Por Upiara Boschi, no sítio Diário Catarinense:

EDUARDO CAMPOS VEM A SANTA CATARINA E FILIA PAULO BORNHAUSEN AO PSB

Secretário deixa o PSD do governador Raimundo Colombo por causa da possibilidade de apoio ao PT nas eleições de 2014

O sobrenome Bornhausen, um ícone do liberalismo no Brasil, a partir desta sexta-feira faz parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deputado federal licenciado e secretário estadual, Paulo Bornhausen assume à tarde o comando do diretório catarinense do PSB em evento prestigiado pela presença do governador pernambucano e presidenciável Eduardo Campos, que passa o dia em Florianópolis com uma agenda da candidato.
Campos cumpre uma promessa. Em maio, esteve em Joinville e disse que voltaria para assinar a ficha de filiação de Bornhausen. Na época, o secretário de Desenvolvimento Econômico ainda desconversava sobre seu futuro político, mas dava indicações de que deixaria o PSD por causa da decisão do governador Raimundo Colombo de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
A saída foi negociada para evitar o constrangimento de apoiar uma candidatura petista, já que Paulo e o pai, o ex-senador Jorge Bornhausen, sempre foram ferrenhos adversários do partido.
Além da filiação de Bornhausen, Campos programou encontros com o prefeito de Florianópolis, Cesar Junior (PSD), e com dirigentes de sindicatos rurais ligados à Fetaesc. Ele almoça com Colombo na Casa d’Agronômica, em encontro que vai reunir políticos de diversos partidos — como o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP).
À tarde, o governador pernambucano realiza uma palestra para a Faesc, no auditório da Associação Catarinense de Medicina. No mesmo local acontece a posse da nova executiva da executiva estadual do partido e a novas filiações.
O perfil de filiações neste momento é o de lideranças sem mandato — como o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Roque Pelizzaro Junior. O partido ainda negocia a filiação de políticos eleitos, que espera anunciar no final de setembro em Joinville, quando Campos voltará ao Estado. Sondagens foram feitas a deputados pessedistas como Jean Kuhlmann e Maurício Eskudlark, o ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, mas não avançaram. A saída de Bornhausen e o flerte com nomes do PSD, não significam ruptura com Colombo.
— Antes de tudo, estamos fechados com o Colombo. Temos quatro secretários estaduais mesmo sem participação na Assembleia. Se ele apoiar Dilma, nós faremos a campanha do Eduardo sem problemas — diz Murilo Flores, secretário de Planejamento do Estado e vice-presidente do PSB atualmente.    
Mesmo no PSD há certa compreensão com a saída de Paulo Bornhausen, pela incompatibilidade com o projeto do PT. Ficando, ela abriria uma disputa interna no partido. Mesmo assim, é ironizada a escolha pelo PSB, que atualmente tem quatro ministérios no governo Dilma.
(http://www.tovendotudo.net/?p=6083).