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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

OEA dá respaldo à decisão da Justiça venezuelana sobre posse de Chávez

Sul 21 » OEA dá respaldo à decisão da Justiça venezuelana sobre posse de Chávez

11/01/13 | 14:52


OEA dá respaldo à decisão da Justiça venezuelana sobre posse de Chávez

José Miguel Insulza
José Miguel Insulza considera o tema “resolvido” e as instâncias internas “esgotadas” | Foto: Elza Fiúza / ABr
Da EBC
A Organização dos Estados Americanos (OEA) “respeita cabalmente” a decisão das autoridades da Venezuela sobre a postergação do juramento do presidente Hugo Chávez, e considera “resolvido” o tema e “esgotadas” as instâncias internas, assegurou o secretário geral da organização, o chileno José Miguel Insulza.
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Em declarações feitas em Santiago do Chile e reproduzidas por meio de um comunicado, Insulza afirmou que a OEA “respeita cabalmente, como não poderia deixar de ser, a decisão tomada pelos poderes constitucionais da Venezuela com respeito à tomada de posse do presidente do país”.
“O tema foi resolvido pelos três poderes do Estado. Foi proposto pelo Executivo, considerado pelo Legislativo e resolvido pelo Judiciário”, ressaltou. Por esse motivo, Insulza considera que “as instâncias estão esgotadas e por tanto o processo que será levado a cabo nesse país é o decidio pelos três poderes”.
A tomada de postura é a primeira desde que, no início da semana, a oposição venezuelana apelou à OEA para protestar pela ausência de Chávez na data marcada para a posse, considerada pela opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) como uma “alteração da ordem constitucional”.
Insulza destacou que a OEA deve intervir “quando há crise institucional entre os poderes de um Estado. Aqui não falta que nenhum poder do Estado se pronuncie sobre o tema”. Insulza destacou que é “sua prerrogativa” a forma com que “interpretam a própria Constituição”.
Outras organizações de venezuelanos residentes nos Estados Unidos também pediram a Washington que peça a aplicação da Carta Democrática Interamericana para o caso venezuelano, mas não obtiveram resposta do presidente Barack Obama, que manifestou diversas vezes a opinião de que o processo deve ser resolvido internamente.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

OEA decidiu enviar missão ao Paraguai, após reunião fechada em Washington...

AMÉRICA DO SUL
21/07/2012 - 11h05 | Fillipe Mauro | Redação

Após reunião fechada em Washington, OEA se pronuncia contra a suspensão do Paraguai

Unasul e Mercosul mantêm suspensão do país e já enviaram seus oficiais a Assunção

O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) se pronunciou nesta sexta-feira (20/07) contra a suspensão do Paraguai e a favor de que o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, prepare o envio de uma missão de apoio ao país.

O Conselho Permanente do organismo realizou em Washington uma reunião a portas fechadas, improvisada e de caráter informal. Segundo uma fonte diplomática, tratou-se de "uma espécie de consulta da posição dos países membros da OEA a respeito da suspensão ou não do Paraguai".

"Posso dizer que houve unanimidade no respaldo a uma missão de apoio ao processo democrático, o que será organizado pelo secretário-geral nos próximos dias. Posso dizer que a possibilidade de suspender o Paraguai foi descartada”, alegou.

A fonte também enfatizou que "a maior parte dos países se pronunciou pela não suspensão do Paraguai", uma medida que havia sido requisitada por vários Estados-membros do organismo interamericano.

A reunião também teria deixado claro "um consenso geral para que a OEA cumpra o seu papel fundamental na América Latina de fortalecer os sistemas democráticos perante o grande desafio de apoiar o Paraguai neste momento".

Nesse sentido, citou como exemplo os iminentes desafios o cumprimento do calendário eleitoral no Paraguai para o pleito geral de 21 de abril de 2013, ao qual a OEA enviará observadores.

Fernando Lugo foi destituído da Presidência do Paraguai em 22 de junho após um "julgamento político" no Congresso e foi sucedido por seu vice-presidente, Federico Franco, que promete governar até 15 de agosto de 2013.

O presidente cassado, Fernando Lugo, que prevê concorrer às eleições de 2013, "goza de garantias de liberdade e está fazendo campanha". Por essa razão, a OEA argumenta que, no Paraguai, "rege a normalidade total".

O Paraguai "vive em paz, em liberdade, e todas as instituições funcionam normalmente. Isso é uma grande demonstração de que um país pode superar uma crise e seguir transitando pelo caminho da democracia", avaliou o diplomata.

Contraponto

Por sua vez, a Unasul (União das Nações Sul-Americanas), não segue essa mesma linha de raciocínio. Enquanto a OEA se reunia em Washington, representantes do Parlasul (Parlamento sul americano) e do Mercosul desembarcavam no Paraguai para uma série de encontros do novo cenário político.

A delegação se encontrará com  o presidente da Corte Suprema de Justiça do país, Don Victor Nuñez  e, em seguida, se reunirá tanto com o presidente do Congresso, Don Jorge Oviedo Matto, quanto com o novo executivo, Federico Franco. Também foi reservado espaço na agenda do grupo para ouvir organizações e associações civis.

Franco assegurou no mesmo dia que em 15 de agosto de 2013 entregará o governo ao líder que for eleito. Seu governo foi rejeitado por diversos países da região, que consideram a cassação de Lugo um atentado à democracia.

Por essa razão, o Paraguai ficará suspenso da Unasul e do Mercosul enquanto "não for restabelecida a ordem democrática". Segundo seus opositores, Lugo foi destituído por conta do "mau desempenho" de sua gestão após 17 pessoas terem morrido em uma violenta retirada de camponeses sem-terra de um sítio no sudeste do país.


(Disponível em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/23165/apos+reuniao+fechada+em+washington+oea+se+pronuncia+contra+a+suspensao+do+paraguai.shtml). Acesso em: 23/jul/2012.