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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Teerã critica Obama por lei contra influência iraniana na América Latina...


01/01/2013 - 10h45

Teerã critica Obama por lei contra influência iraniana na América Latina


DA AFP


O governo do Irã criticou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter assinado uma lei que pretende conter a influência iraniana na América Latina, que Teerã considera uma intervenção na região.

"É uma clara intervenção nos assuntos da América Latina. Mostra que não estão familiarizados com as novas relações internacionais", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast.

"Os Estados Unidos ainda vivem na época da Guerra Fria e consideram a América Latina seu quintal", completou. "Recomendamos que respeitem os direitos das nações no mundo atual a opinião pública mundial não aceita uma iniciativa intervencionista semelhante", disse o porta-voz.

Mehmanparast afirmou que a relação do Irã com todas as nações, e em particular com os países latino-americanos, é "amistosa" e se baseia no "respeito mútuo e nos interesses recíprocos".

Na sexta-feira passada, Obama assinou a lei que será utilizada pelo Departamento de Estado para contra-atacar a suposta influência iraniana na América Latina. O texto ainda deve ser publicado oficialmente para entrar em vigor.

O Irã, submetido a sanções internacionais por seu programa nuclear, abriu seis novas embaixadas na região desde 2005 (11 no total atualmente) e 17 centros culturais.

A "Lei para enfrentar o Irã no Hemisfério Ocidental", aprovada com amplo apoio dos congressistas republicanos e democratas no início de 2012, estipula que o Departamento de Estado deve desenvolver uma estratégia para "enfrentar a crescente presença e atividade hostil do Irã" na região.

No entanto, altos funcionários do Departamento de Estado e fontes dos serviços de inteligência americanos destacaram que não há indícios de atividades ilícitas do Irã na América Latina.

(http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1208706-teera-critica-obama-por-lei-contra-influencia-iraniana-na-america-latina.shtml). 

domingo, 30 de dezembro de 2012

A história desconhecida da mãe de Barack Obama (Euler de França Belém)

A história desconhecida da mãe de Barack Obama | Revista Bula


POR EULER DE FRANÇA BELÉM EM 27/12/2012 ÀS 08:30 PM

A história desconhecida da mãe de Barack Obama

Como o presidente dos Estados Unidos, o reeleito Barack Obama, está mais na moda do que nunca, vale a pena ler a biografia de sua mãe, Stanley Ann Dunham, “Uma Mulher Singular” (Record, 336 páginas, tradução de Mila Burns e Francisco Quinteiro). A antropóloga, mais do que o pai, foi a principal “formatadora” do homem Obama.
A mãe de Obama era uma contestadora, e não apenas na teoria. Tanto que uniu-se a um homem negro, africano — o que, nos Estados Unidos, é, ou era, uma pequena revolução.
O presidente democrata é um político do establishment — impérios liberais não elegem homens essencialmente de esquerda para dirigi-los —, mas, mesmo assim, é diferente do republicano Mitt Romney. Este é mais radical e um filho tardio da Guerra Fria. Muitos americanos o apoiaram acreditando que, com um presidente mais enérgico, o país poderia competir de forma mais dura, e benéfica para eles, com chineses e outros players mundiais.
Obama parece acreditar, como os alemães do pós-guerra (a Alemanha, sem guerra, domina praticamente toda a Europa, que se tornou, por assim dizer, seu espaço vital — exatamente aquilo que Adolf Hitler planejou, mas com violência), que a dominação mais consensual, por intermédio da economia, é menos desgastante.
Ao contrário do que se pensa tradicionalmente, o democrata não é pacifista. Só não é belicista como alguns republicanos. Os Estados Unidos continuarão fabricando e vendendo armas e participando de algumas guerras, agora e mais tarde, mas o perspicaz Obama sabe, com alguns homens da elite americana, que a dominação econômica agora independe de o país ser “polícia internacional”. A China é a segunda potência econômica mundial sem apresentar-se como potência política similar aos Estados Unidos. É óbvio que os Estados Unidos não querem perder a hegemonia política, mas vão tentar ampliar, de outras formas, seu raio de ação (já imenso) — via diplomacia e comércio. Obama é a aposta de uma parte dos Estados Unidos para manterem-se fortes, hegemônicos, mas de modo menos dispendioso, em termos financeiros e humanos (os americanos querem evitar mortes nas guerras).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O poder do voto latino nos EUA (Eduardo Graça, de Boca Raton, Flórida)

Altamiro Borges: O poder do voto latino nos EUA:



segunda-feira, 5 de novembro de 2012


O poder do voto latino nos EUA

Por Eduardo Graça, de Boca Raton (Flórida), na CartaCapital:

Mudam os interlocutores, permanece o tom da conversa na lanchonete localizada no coração do enclave brasileiro nos limites de Pompano Beach e Boca Raton. O assunto, e a empolgação, são os mesmos. “Oi, Isabel! Adorei ver você na tevê. Vou votar na terça-feira, pode deixar!”, diz uma freguesa apressada, fã do pão de queijo local. De olho na coxinha de frango, Margarida Oliveira ainda não é cidadã americana, mas faz questão de trocar um dedo de prosa com Isabel Santos, a primeira brasileira a se tornar delegada do Partido Democrata, com direito a voto e tudo na convenção de Charlotte.


“Já que você não pode votar, peça para algum americano desinteressado em ir às urnas fazê-lo em seu nome. Cada voto é importante para nós”, diz a delegada. Margarida responde de pronto: tem catequizado as patroas americanas, ainda indecisas entre renovar a confiança no presidente democrata ou apostar na novidade republicana. Como todas as pesquisas no estado sulista, dono de preciosos 29 votos no colégio eleitoral, apontam vantagem de apenas 1 ponto para o republicano Mitt Romney, os cerca de 10 mil brasileiros aptos a votar na região, número estimado pelas lideranças políticas locais, têm uma oportunidade rara de influenciar o destino da maior economia do planeta.



Quando conversei com Isabel e a americana Robin Blanchard, que fala português fluente e viveu em Paraty e Belo Horizonte no início da década, a tempestade Sandy acabara de chegar à costa da Flórida. O dia estava feio, com chuva e ventos fortes, mas o ex-furacão poupou o estado e partiu com fúria para New Jersey e Nova York. “As pesquisas estão erradas. Elas não levam em conta o nosso voto. A mobilização dos latinos está igual ou maior do que em 2008 na Flórida e vamos fazer a diferença no resultado final”, diz a brasileira.



Diretor da Latino Polls, empresa especializada em pesquisas de opinião na comunidade de origem latino-americana nos EUA, Matt Barreto concorda. “Os mais empolgados em ir às urnas são os que receberam a cidadania mais recentemente”, diz. Essas pessoas não estão na lista dos institutos de pesquisa, que levam em conta eleitores em grandes bolsões latinos, como Califórnia, Texas, Nova York e Illinois, onde todos sabem quem vai ganhar. Os eleitores latinos de fato mobilizados, empolgados como nunca, estão em Nevada, Colorado, Flórida, Carolina do Norte, Virgínia e Arizona. Lá, eles serão novamente a grande surpresa desta eleição.



Isabel Santos e Blanchard dizem ter contado mais de 4 mil eleitores latinos, em sua maioria brasileiros, neste ano. Elas bateram na porta de ao menos 200 casas na região de Palm Beach e Boca Raton desde o começo da campanha eleitoral. A dupla auxilia no processo de registro de novos eleitores, informa onde ficam os locais de votação e incentivam o voto antecipado. Entre os principais parceiros estão as igrejas evangélicas e a católica, quase sempre pró-Obama. “A maior preocupação do eleitor brasileiro é a imigração, a economia vem em segundo plano”, diz a mineira de São Félix de Minas, há duas décadas nos EUA.



Segundo Barreto, as duas mulheres integram um fenômeno detectado nas pesquisas da Latino Decision: a dificuldade de se dimensionarem o tamanho, a qualidade e o ânimo do voto hispânico nos EUA. “Há dois anos, as pesquisas apontavam vitória dos republicanos no Senado em Nevada e no Colorado, mas o resultado foi o oposto, justamente por conta do voto hispânico.” Como os pesquisadores utilizam majoritariamente telefones fixos para as entrevistas, eles não conseguem identificar, afirma Barreto, o grosso do eleitorado latino, que usa exclusivamente celulares. Para ele, o resultado no Arizona neste ano, por exemplo, vai ser bem mais apertado do que se espera, com possibilidade real de vitória dos democratas no Senado.



A expectativa dos obamistas é a de que os latinos aumentem em 26% sua representação no eleitorado nacional em relação a 2008, quando o presidente contou com 67% dos votos de eleitores originados da América Latina. Barreto aposta que a vantagem contra Romney, opositor, ao contrário de John McCain, o candidato da direita há quatro anos, à incorporação dos 12 milhões de imigrantes não documentados, em sua maioria hispânicos, à economia formal, será ainda maior em 2012, dando ao grupo, ao lado dos negros e das mulheres, o peso decisivo em uma eventual vitória democrata.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Obama 'é um fascista por necessidade', diz Fidel Castro


Opinião | 08/02/2012 07:29

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Obama 'é um fascista por necessidade', diz Fidel Castro

Antigo governante de Cuba não acredita que o presidente dos Estados Unidos acredite que "o fascismo é bom"

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Adalberto Roque/AFP
Fidel e Raúl Castro
Fidel Castro e o irmão e atual presidente de Cuba, Raúl
Havana - O líder cubano Fidel Castro afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é um "fascista por necessidade", e disse que Israel "faz o que tem vontade" porque tem um arsenal nuclear, em um vídeo divulgado nesta terça-feira pela televisão cubana.
O ex-presidente americano Franklin D. Roosevelt (1933-1945) "pelo menos era anti-hitlerista e essa gente é hitlerista, esses são fascistas, alguns por definição e outros por necessidade", disse Fidel sobre os líderes americanos, na apresentação de suas memórias "Fidel Castro. Guerrilheiro do Tempo".
"Obama, eu diria, é um fascista por necessidade, porque não posso pensar que ele acredite de verdade que o fascismo é bom", completou Fidel, 85 anos, que deixou o poder em 2006 por razões de saúde.
"Os outros são fascistas por definição. E alguns são é loucos", completou Fidel, em sua primeira aparição pública desde abril de 2011, quando deixou a chefia do gabinete do Partido Comunista (único), em seu VI Congresso.
O livro, fruto de conversas com a jornalista cubana Katiuska Blanco, foi apresentado na última sexta-feira em um salão do Palácio das Convenções de Havana pelo ministro da Cultura, Abel Prieto, e pelo presidente da União de Escritores e Artistas, Miguel Barnet.
Fidel Castro, que respondeu perguntas do público na apresentação do livro, também atacou Israel.
"Israel tem cerca de 300 projéteis nucleares, dos mais modernos, que podem ser colocados em qualquer lugar do mundo e, além disso, (Israel) faz o que tem vontade", disse.
Obama "é prisioneiro disso. São pessoas meio transtornadas, alguns dos que estão ali. Podem desatar uma guerra tranquilamente", completou.