Acessos

Mostrando postagens com marcador Guerra Fria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra Fria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Guerra Fria (nova). Obama assina ordem que bloqueia todos os ativos do governo iraniano nos EUA...


Obama assina ordem que bloqueia todos os ativos do governo iraniano nos EUA
06 de fevereiro de 2012  14h47


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma ordem executiva que bloqueia todos os ativos do governo iraniano em território americano, incluindo os do Banco Central do país, informou a Casa Branca nesta segunda-feira.
Estas sanções se somam a outras adotadas nos últimos meses pelo governo de Obama para tentar deter o programa nuclear iraniano, que para os EUA e seus aliados no Ocidente tem fins militares, algo que Teerã nega.
Com a ordem executiva assinada por Obama neste domingo, ficam congelados em território americano todos os ativos e propriedades do governo de Teerã e das instituições financeiras iranianas, incluindo o Banco Central.
Obama justificou as novas medidas pelas "práticas fraudulentas do Banco Central do Irã e outros bancos para ocultar suas transações" com outras entidades sancionadas, segundo explicou o presidente em carta enviada ao Congresso.
Nessa mesma carta, Obama ressaltou as "deficiências contra a lavagem de dinheiro" e o "risco permanente e inaceitável que as atividades do Irã representam para o sistema financeiro internacional".
Em novembro do ano passado, o Tesouro americano declarou o território do Irã "jurisdição de preocupação prioritária por lavagem de dinheiro".
Por sua vez, em janeiro a União Europeia (UE) chegou a um acordo para impor um embargo às importações de petróleo do Irã, que proíbe imediatamente qualquer novo contrato e dá um prazo até 1º de julho para encerrar os já existentes.
O Irã se transformou no país mais perigoso para os Estados Unidos na visão de seus cidadãos, enquanto a preocupação com a China passou para a segunda posição, de acordo com uma recente pesquisa do centro de estudos Pew Research.
Embora Obama se mostre reticente a uma intervenção militar no Irã, também deixou claro que não há nenhuma opção fora essa para evitar que Teerã desenvolva uma arma nuclear.
Obama afirmou no domingo em uma entrevista à emissora "NBC" que acredita que Israel não decidiu se atacará o Irã ou não, apesar de relatórios indicarem que o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, está convencido de que o ataque é iminente.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Guerra Fria (nova), no Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China vetam pela 2ª vez resolução contra repressão na Síria...


ONU | 04/02/2012 17:10

 Compartilhar:

Rússia e China vetam pela 2ª vez resolução sobre a Síria

No Conselho de Segurança da ONU, 13 países votaram a favor do projeto de resolução contra a repressão na Síria

Salvar notícia
Wikimedia Commons
Bandeiras na entrada do prédio da ONU
Bandeiras na entrada do prédio da ONU
Nova York - Rússia e China vetaram neste sábado pela segunda vez no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que condena a repressão na Síria e que era apoiado pelos demais países do principal organismo de decisão das Nações Unidas.
O novo veto sino-russo ocorre depois de a oposição síria informar a morte de mais de 230 civis na madrugada de sexta para sábado como consequência dos bombardeios à cidade de Homs.
Treze países votaram a favor do projeto proposto pelos países árabes e europeus, que apoiam um plano da Liga Árabe para assegurar uma transição para a democracia na Síria.
Mas Rússia e China (que ocupam duas das cinco vagas permanentes com direito a veto no Conselho) voltaram a votar contra o texto, como haviam feito em 5 de outubro.
O embaixador francês na ONU, Gérard Araud, denunciou este "duplo veto", e fez alusão a um "dia triste para este Conselho, para os sírios e para os amigos da democracia".
O embaixador russo na ONU informou neste sábado que o projeto de resolução contra a repressão na Síria, vetado por seu país no Conselho de Segurança, era "desequilibrado" e acusou as potências ocidentais de buscar unicamente uma mudança de regime em Damasco.
A resolução proposta por países árabes e europeus "mandava um sinal desequilibrado às partes na Síria", afirmou o embaixador Vitaly Churkin, acrescentando que as potências ocidentais estavam "pedindo uma mudança de regime e para levar a oposição ao poder".
O novo projeto de resolução, que substitui outro mais duro, descartado de imediato pela Rússia, não pedia explicitamente que o presidente Bashar al Assad deixasse o poder.
No entanto, as concessões incluídas continuaram sendo insuficientes para a Rússia, tradicional aliado do regime de Damasco, e seu chanceler, Serguei Lavrov, havia afirmado antes da reunião em Nova York que submetê-lo à votação provocaria um "escândalo".
Depois de dez meses de violência na Síria em que, segundo a ONU, morreram mais de 5.400 pessoas, a comunidade internacional não consegue chegar a um acordo para deter a repressão no país.

Guerra Fria (nova): Rússia exigiu que a ONU condene as ações dos militares rebeldes...


Regime sírio | 04/02/2012 09:12

 Compartilhar:

Rússia exige que resolução sobre a Síria condene violência rebelde

O ministro das Relações Exteriores russo exigiu que a ONU condene as ações dos militares rebeldes

Salvar notícia
Yuri Kadobnov/AFP
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov
Munique - O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, exigiu neste sábado que a resolução do Conselho de Segurança da ONU condene também a violência dos militares rebeldes para poder aprová-la.
Suas declarações foram dadas durante o segundo dia da Conferência de Segurança de Munique (MSC), o 'Davos' de política externa e Defesa, que até domingo reúne dezenas de ministros, militares, empresários e especialistas da área de mais de 70 países.
'A proposta de resolução condena a violência do Exército sírio, mas deve condenar também a violência exercida pelos militares rebeldes', afirmou Lavrov, que criticou a atuação do Exército Livre Sírio (ELS).
O chanceler russo indicou que na minuta de resolução que está sendo estudada em Nova York são detalhadas 'reivindicações muito específicas' para o regime de Bashar Al Assad, mas não para os militares rebeldes que também recorrem à violência contra civis e edifícios governamentais.
Além disso, Lavrov considerou que também é preciso modificar na resolução o plano indicado para desenvolver o denominado 'diálogo nacional', que segue o calendário proposto pela Liga Árabe, ao considerar que é não adequado e sua aplicação é difícil.
'Não é que esta resolução não tenha futuro. Mas devemos modificar estes dois problemas', acrescentou.
O ministro também desdenhou das críticas contra a Rússia por bloquear o aumento da pressão internacional contra o regime sírio no Conselho de Segurança, após dez meses de protestos e cerca de 6 mil mortes, segundo os cálculos das Nações Unidas.
'Não somos amigos nem aliados de Assad. Nós apoiamos a chamada por mudança do povo sírio', declarou Lavrov, que em seguida falou dos conceitos de não ingerência em assuntos internos e de diálogo sem requisitos prévios.
Além disso, Lavrov lembrou que a Rússia apresentou uma minuta de resolução sobre a Síria em dezembro, mas que foi rejeitada por alguns membros do Conselho de Segurança, que começaram a trabalhar em uma nova liderados pela França.
A agenda desta edição da MSC, uma iniciativa privada com 48 anos de trajetória, está centrada no programa nuclear iraniano, a revolução síria, o conflito entre israelenses e palestinos, a segurança energética global, e a posição da Europa no contexto internacional do ponto de vista da crise e da decolagem asiática capitaneada pela China.
Além de Lavrov, a reunião conta neste ano com a presença da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, e os ministros das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, Alemanha, Guido Westerwelle e Espanha, José Manuel García-Margallo, entre outros.