Acessos

Mostrando postagens com marcador Walter Fanganiello Mairovitch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Walter Fanganiello Mairovitch. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mais um barraco de Barbosa (Wálter Maierovitch)

— publicado 16/08/2013 10:57

Mais um barraco de Barbosa

O destemperado presidente do STF foi, em tese, autor de crime de honra ao chamar Lewandowski de chicaneiro

Os supremos ministros do órgão de cúpula do Poder Judiciário preferiram manter a tradição da rotatividade e observada a antiguidade e elegeram, para assumir as elevadas funções de presidente do Pretório excelso, o ministro Joaquim Barbosa.
À época, não faltavam indicativos, prova-provada e até domínio do fato, reveladores de Babosa não possuir a serenidade e a compostura exigíveis para esse difícil e delicado encargo.
Trocando em miúdos, Barbosa poderia, com o seu comportamento mercurial e desgaste nos freios inibitórios, comprometer a imagem do Judiciário (não do Supremo Tribunal Federal). Em resumo, Barbosa não detinha, e era público e notório, condições nem para mediar, com urbanidade, temperança e aceitação de dissensos, jogos de xadrez de velhinhos reunidos em praça pública de pequena cidade interiorana.
Na antevéspera da eleição, Barbosa havia protagonizado um bate-boca em que ofendera a honra do ministro Ricardo Lewandowski, em função judicante e como revisor da ação penal 470, apelidada de "mensalão". O pacífico ministro Ayres Brito, então na presidência, exercitou com sucesso o papel de bombeiro-togado e a boa-vontade de Lewandowski permitiu o encerramento do primeiro grande "barraco" promovido por Barbosa, que não gosta de ser contrariado como relator de processos. Esse "barraco" o colocou, perante a população, como herói inflexível e Barbosa passou a pontuar nas pesquisas eleitorais para a presidência da República. Coisas de república bananeira, ou seja, de presidente trapalhão do STF para a presidência da nação.
Na quinta-feira 15 e quando do julgamento de embargos de declaração apresentados pelo ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), conhecido por bispo Rodrigues, o ministro Barbosa, na presidência da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), não aceitou ter o ministro Ricardo Lewandowski admitido um erro no seu voto condenatório.
Só para recordar, no chamado "mensalão", o bispo Rodrigues, por unanimidade, havia sido condenado, além da sanção pecuniária fixada em R$ 754 mil, às penas de seis anos e três meses de prisão, com cumprimento em regime aberto, por crimes de corrupção passiva e lavagem do dinheiro recebido, no importe de R$ 150 mil.
Segundo Lewandowski, o crime de corrupção passiva tinha se consumado em 2002 e, portanto, antes da Lei 10763, de 12 de novembro de 2003. Uma lei nova e que elevou as penas. Assim, Lewandowski concluiu ter ocorrido fixação retroativa (vedada pela Constituição da República) e equivocada, por toda a Corte, de lei nova e menos benigna. Diante do colocado, Barbosa, que havia sido relator, e os demais ministros passaram a discutir a questão. Para Barbosa e Gilmar Mendes, por exemplo, o crime se consumara em 17 de dezembro de 2013 quando o bispo Rodrigues, líder regional do seu partido político, recebera, de surpresa e sem acordo prévio com o corruptor, os R$ 150 mil. De surpresa porque o bispo Rodrigues não havia apoiado o candidato do partido dos trabalhadores (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais.
Como se sabe, situações teratológicas e a envolver a liberdade das pessoas, podem e devem ser resolvidas, nos tribunais, até por habeas-corpus de ofício, ou seja, sem anterior requerimento do paciente ou de um cidadão do povo (qualquer pessoas por impetrar um habeas-corpus e não precisa de advogado).
O próprio Supremo, na sessão de julgamento do dia anterior, havia concedido habeas-corpus de ofício ao réu-embargante Quaglia e para absolvê-lo por atipicidade penal.
Barbosa insistiu que a matéria levantada por Lewandowski não era pertinente a embargos, que são admitidos para correção de contradições, obscuridades, dúvidas e omissões. Ou seja, como regra, os embargos declaratórios não substituem as apelações e não têm natureza de infringentes.
Diante do nervosismo de Barbosa em querer encerrar o debate, Lewandowski propôs a suspensão dos trabalhos (era o último da pauta) para que todos refletissem melhor e à luz de um exame mais apurado da correlação entre a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República e o acórdão. Em razão da proposta, que teve receptividade entre alguns ministros, o presidente Barbosa partiu para o ‘barraco’. Quis ganhar no grito e foi autor, em tese, de crime contra a honra ao chamar o ministro Lewandowski de chicaneiro. Pior, Barbosa não quis se retratar. No mundo judiciário, atribuir a um advogado a chicana representa uma das piores ofensas. Agora, a um juiz, vira prevaricação, no mínimo.
Além da ofensa ao Código Penal e no capítulo que trata dos crimes de injúria, difamação e calúnia, o ministro Barbosa maculou o Poder Judiciário, que o elegeu e mantém na função de presidente um destemperado, para se dizer o mínimo.
Pano rápido. O presidente Barbosa, que promoveu um espetáculo de gerais de um clássico futebolístico, deveria seguir o exemplo do presidente do Santos Futebol Clube, ou seja, pedir um afastamento, sine die, das funções.

(http://www.cartacapital.com.br/politica/mais-um-barraco-de-barbosa-4072.html). 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais que poderá ser determinada pelo premiê britânico, será mesmo que se fez contra o povo da "primavera árabe", diz Maierovitch...




11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais, avisa premiê britânico. Tendência é de submersão das gangs e dos marginalizados

Londres, ontem.
Londres, ontem.
O premiê britânico David Cameron respira mais aliviado. Isto depois de a polícia ter, com reforço de 16 mil homens, conseguido, na noite de ontem, inibir a revolta iniciada no último sábado.
A revolta começou no bairro periférico e pobre de Totteham, depois de a polícia informar, apenas no sábado 6, sobre a morte, na quarta-feira 3, de Mark Duggan, de 29 anos.
A polícia escondeu a informação e os moradores do bairro de Tottehan, localizado na zona norte da capital Londres, concentraram-se na frente do departamento de polícia para cobrar por informações. Logo depois, concluíram ter sido o falecido Duggan vítima de abuso policial.
Ontem, Cameron havia autorizado, pela primeira vez na história do policiamento metropolitano, o uso de balas de borracha e o emprego de jatos d’água. Ele justificou as medidas como necessárias  para garantir a ordem pública e a tranquilidade social.
Mais ainda, anunciou que convocaria o Exército para auxiliar a polícia metropolitana.
Com o controle da situação verificada na noite de ontem, Cameron já se excede. Ele acaba de anunciar que poderá determinar o bloqueio das redes sociais como, por exemplo, BlackBerry Messenger (BBM), Twitter etc. Pelas investigações, os revoltosos usaram smartfone e o sistema de mensagens da BBM.
Caso isso se efetive, Cameron vai imitar o governo do  Irã que, depois de contratar a peso de ouro a finlandesa Nokia, consegue bloquear, a qualquer momento, as comunicações, em especial entre jovens de oposição ao regime.
Vale lembrar que a chamada “Primavera Árabe”, que resultou na derrubada de dois ditadores e  em concentrações a pedir democracia e liberdade de expressão na Síria e na Líbia, foi possível graças ao emprego de tecnologia de comunicação de massas, as chamadas redes sociais.
Quanto ao emprego do Exército, o premiê britânico recuou e afirmou que não será mais necessário. Mas a prontidão continuará nos quartéis. Frisou, também, que o corte orçamentário não reduzirá a eficiência da polícia britânica.
No momento, o setor mais ativo é o da ciberpolícia. Ontem, foram captadas mensagens, num trabalho de infiltração cibernética, que convocavam para ataques de surpresa: “Desloquem-se todos para o Oxford Circus, para atacarmos”.
PANO RÁPIDO. A tendência na Inglaterra, como se verificou em São Paulo quando do episódio a envolver a organização criminosa conhecida pela sigla PCC, é de retração das “gangs” e dos marginalizados que partiram para o quebra-quebra.
No fundo é a velha técnica de submergir e aguardar outra oportunidade. Mais ainda, as gangs têm  a certeza de que a população londrina continua intranquila.
Wálter Fanganiello Maierovitch