Acessos

Mostrando postagens com marcador Direita na Imprensa Grande do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Direita na Imprensa Grande do Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A teoria do caos falhou (Chico Vigilante) | Folha Diferenciada


A teoria do caos falhou


CHICO VIGILANTE
Apesar de todo o lobby para provar que a economia brasileira se dirigia ao precipício em 2013, os fatos apontaram o contrário


O fim do ano se aproxima e com ele uma conclusão: a grande imprensa de oposição aos governos petistas deve ter passado um mau Natal e espero que tenham indigestão no Ano Novo: vão engolir em seco o mico que representou suas previsões agourentas para 2013 porque erraram feio na maioria delas.


Todas as teses de terrorismo econômico da direita travestida de jornalistas cairam por terra. Ao contrário da mídia estrangeira- que depois de pedir a cabeça do ministro Mantega, voltou atrás recentemente dizendo que a conjuntura no país está mudando – a mídia brasileira não fez até agora uma autocrítica de suas análises fatalistas sobre os destinos do país.



Na última sexta, 27, o The Wall Street Journal afirmou que Dilma “está em alta”, depois de mais um leilão bem sucedido para a exploração de uma rodovia federal. Mas convenhamos, se os analistas da imprensa nacional forem tentar se desculpar pelas previsões equivocadas levariam dias fazendo isso.



O que todos podemos ver é que o ano se encerra calmamente, com o comércio vendendo no Natal mais do que os inimigos do Brasil torciam para não acontecer. As vendas do comércio no período cresceram pelo 11º ano consecutivo.



Para a tristeza deles, nenhum apagão ocorreu em datas mais ou menos importantes, apesar das garantias de conhecidos colunistas de que o Brasil estava prestes a sofrer um apagão de energia.



Acho que chegou a hora destes senhores mudarem suas fontes de informação ou a pauta das reuniões onde buscam qual será a catástofre mais provável de acontecer, para que insulflem os ânimos a respeito, de outros veículos e da própria sociedade.



O grande cavalo de batalha dos colunistas econômicos - a inflação fora do controle – também não se concretizou: a inflação deve fechar em 6% em 2013, ou seja, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central de até 6,5%.



A ordem reinante na imprensa comercial era pregar que essa meta seria estourada logo no início do segundo semestre e para convencer o público levavam para a telinha os “maiores especialistas“, engravatados de universidades e instituições financeiras.



As capas de Veja e Época e o colar de tomates usado por Ana Maria Braga em seu programa, para aterrorizar as donas de casa de todo o país com a fantasma da volta da inflação, entram agora para a história como algumas das mais rídiculas tentativas de generalizar um problema simplesmente sazonal.



O economista-chefe e sócio do Banco Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, afirmou em palestras que a capacidade do Brasil crescer não ultrapassa os 4% e em artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo, pregou o “esfriamento” da economia, deixando claro acreditar que somente o desemprego frearia a demanda e impediria a inflação. Infelizmente ele não está sozinho, outros figurões da economia defendem também a tese do desemprego como política anti-inflacionária.



O governo, no entanto, está vacinado contra os lobbys do gênero. Quando olhamos para trás o que enxergamos ao final de 2013 é um recorde histórico na geração de empregos, a maior do país desde 2002, com um aumento de massa salarial.



Quase todas as categorias tiveram reajustes acima da inflação com um ganho real em seus vencimentos. Isso sem falar da política governamental de recuperação do salário mínimo dos últimos anos.



Apesar da revista Veja, entre outro veículos, ter dado espaço a empresários que queriam denegrir a imagem do Brasil junto a investidores internacionais, criticando a montagem dos leilões de concessão de infraestrutura, o resultado foi o melhor possível.



O saldo do leilão do campo de Libra, do pré-sal, em outubro, resultou em bônus de R$ 15 bilhões para o caixa do governo, e a seguir a administração federal leiloou aeroportos e estradas com altos pagamentos pela exploração dos equipamentos e expressivo rebaixamento de pedágios. 



As apostas pessimistas em relação as contas públicas também não aconteceram e elas não mergulharam, em 2013, num rombo profundo, como diziam os comentaristas econômicos lobistas de plantão.



Os números oficiais do ministério da Fazenda, divulgados na sexta-feira, 27 mostram que o superávit primário (receitas menos despesas) alcançou R$ 28,8 bilhões em novembro, chegando a um saldo acumulado no ano de R$ 62,4 bilhões. Com as projeções para dezembro, as contas públicas fecharão no azul acima da meta de R$ 73 bilhões, estabelecida pelo governo.



Para o desespero da direita, apesar de todo o seu esforço em deturpar , a presidenta Dilma Rousseff fecha o ano com a popularidade de seu governo e de si própria em alta.



A mídia comercial brasileira deveria fazer como nos EUA optar claramente pela defesa de um ou outro candidado e não ficar defendendo interesses inconfessos, pregando teses impatrióticas.



Nestes momentos temos que tirar o chapeu para Delfim Netto, economista que vê os fatos com uma lupa histórica sem histerismos à direita ou à esquerda. Ele afirmou em artigo no jornal Valor Econômico, que o governo continua tendo todas as condições para conduzir sem sobressaltos a economia brasileira no próximo ano, por meio de ações que parecem seguras aos investidores e à sociedade brasileira.



O que me anima é que cada vez mais a grande imprensa deixa de ser hegemônica, diante da proliferação das mídias independentes na internet, onde cada vez mais se discute a realidade e os fatos de interesse da sociedade e não situações criadas pelo interesse de grupos econômicos.

Disponível em: A teoria do caos falhou | Folha Diferenciada

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A 'grande imprensa' sucumbe ao próprio veneno (Cadu Amaral)


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013


A 'grande imprensa' sucumbe ao próprio veneno

Para encerrar bem o ano de 2013, a autoproclamada “grande imprensa”, solta seus já conhecidos sambas de uma nota só. Além de um provável programa no Fantástico (?) da Globo sobre a mãe de Joaquim Barbosa, que pode ser candidato à presidência em 2014, uma lista com nomes para participarem dos jogos bobocas do Programa do Faustão em que nela aparece Aécio Neves (PSDB) e as equipe são nas cores azul e amarelo. Coincidência?

O canal de tevê fechada GloboNews, em seu programa Painel, apresentado pelo apresentador mais próximo dos EUA no país, William Waack, apresentou um “debate” sobre direita e esquerda.

Como não podia deixar de ser, senão não era a Globo, todos os três “debatedores” eram de direita, entre eles o Reinaldo Azevedo, de Veja. Junte isso ao próprio apresentador e tivemos, por quase cinquenta minutos, quatro pessoas tentando destruir o espectro ideológico de esquerda no Brasil. Se a Globo tive o mínimo de senso de ridículo, ao menos um dos convidados seria de esquerda. Porém pedir o senso de ridículo à Globo é pedir demais. Seja na quantidade que for.


Entre as inúmeras baboseiras que soltavam em rede nacional de tevê fechada, estava a de que “os esquerdista não sabem lidar com a diferença”. Pois é, falaram isso durante um programa para debater direita e esquerda e que só participaram debatedores de direita. Isso sim é saber lidar com as diferenças, não acham?

Outra bobagem ditas pelos “entendedores” de linhas ideológicas foi a de que o Brasil é “um país de esquerdista” e “ser liberal é ser revolucionário”. Seria cômico se não fosse trágico.

O programa Painel, da GloboNews, é a prova material do que disse Márcio Pochmann, da Fundação Perseu Abramo, à revista Fórum, sobre a imprensa no Brasil.

Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais. Mas eles têm um público cativo, e para manter esse público cativo ficam alimentando uma visão que é, a meu ver, insustentável, isso não tem futuro. Estamos assistindo ao fim desse tipo de imprensa. Está em construção uma outra imprensa, uma outra cobertura, que é a coisa digital e isso também está em construção", afirmou Pochmann.

Por essas e outras que a internet vem ganhando o terreno da televisão como mídia mais consumida pelos brasileiros. De acordo com o um estudo realizado pelo IAB Brasil em parceria com a comScore chamado “Brasil Conectado – Hábitos de Consumo de Mídia”. Hoje no país, cerca de 100 milhões de pessoas, 82% dos entrevistados, se informam e se entretém pela internet.

Enquanto que, em 2013, a audiência da Globo foi a pior da História, principalmente de seu principal programa, o Jornal Nacional. Entre 2012 e 2013, a audiência caiu cerca de 18,4%. No acumulado da década, a queda foi de quase 30%. O Fantástico sua horrores para chegar a 20 pontos.

Lógica natural de uma mídia que tenta convencer as pessoas de uma realidade que não existe. Que é extremamente panfletária, mas jura de pés juntos ser imparcial e compromissada com a informação e a verdade factual. Provavelmente por acreditar que seus telespectadores, ouvintes e leitores tenham a capacidade intelectual do personagem de desenho animado Homer Simpson.

Como o próximo ano é eleitoral, a postura da “grande imprensa” deverá ser o mesmo e seguindo o mesmo comportamento sua audiência cairá ainda mais. Ela não é uma grande imprensa, não trata os temas de forma grandiosa, completa, com a finalidade que deveria. Ela é apenas uma imprensa grande, graças inclusive ao golpe de 1964. Mas do jeito que vai, nem uma imprensa grande será mais. E em menos tempo do que se pensa.
Disponível em: Blog do Cadu: A 'grande imprensa' sucumbe ao próprio veneno