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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Merkel liga para Obama: “me grampeou também”? (Fernando Brito)

23 de outubro de 2013 | 16:53

grampo

Merkel liga para Obama: “me grampeou também”?

Da Reuters, agora há pouco:

O governo alemão obteve informação de que os Estados Unidos podem ter monitorado o telefone celular da chanceler Angela Merkel, e ela telefonou para o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quarta-feira, para pedir esclarecimento imediato, disse um porta-voz do governo alemão. ”Nós rapidamente enviamos um pedido aos nossos parceiros americanos solicitando um esclarecimento imediato e abrangente”, disse o porta-voz Steffen Seibert em comunicado. Ele acrescentou que Merkel havia deixado claro a Obama que se a informação for verdadeira, seria “completamente inaceitável” e representaria uma “grave quebra de confiança”.
Obama negou, segundo o USA Today, a espionagem. Mas, claro, ninguém acredita.
Brasil, México… Agora, França e Alemanha…
E  houve uns bobalhões que reclamaram da Presidenta Dilma Rousseff ter falado grosso sobre isso no discurso da ONU. Era uma “bravata nacionalista”…
De tanto vergar a coluna, estas pessoas não percebem que diplomacia, muitas vezes, se faz com exemplos, que fixam posições que, mesmo não produzindo resultados imediatos, abrem caminho para entendimentos e composições que afetam o futuro.
Hollande e Merkel, a esta altura, estão levando a posição do Brasil bem mais a sério.
Por: Fernando Brito

(http://tijolaco.com.br/index.php/merkel-liga-para-obama-me-grampeou-tambem/).

domingo, 7 de julho de 2013

25 verdades sobre ocaso Evo Morales / Edward Snowden (Salim Lamrani)

03/07/2013 - 18h35 | Salim Lamrani | Paris
25 verdades sobre o caso Evo Morales/Edward Snowden
Caso mostra que União Europeia é um engodo político e  diplomático, sempre subserviente às exigências de Washington


O caso Edward Snowden está na raiz de um grave incidente diplomático entre a Bolívia e vários países europeus. Por ordem de Washington, França, Itália, Espanha e Portugal proibiram o avião presidencial de Evo Morales de sobrevoar seus territórios.


1 – Depois de uma viagem oficial à Rússia para assistir a uma cúpula de países produtores de gás, o presidente Evo Morales pegou seu avião para voltar à Bolívia.



2 – Os Estados Unidos, pensando que Edward Snowden, ex-agente da CIA e da NSA, autor das revelações sobre as operações de espionagem de seu país, estava no avião presidencial, ordenou que quatro países europeus – França, Itália, Espanha e Portugal – proibissem que Evo Morales sobrevoasse seus respectivos espaços aéreos.



3 – Paris cumpriu imediatamente a ordem procedente de Washington e cancelou a autorização de sobrevoo de seu território, que havia outorgado à Bolívia em 27 de julho de 2013, enquanto o avião presidencial estava a apenas alguns quilômetros das fronteiras francesas.



4 – Assim, Paris colocou em perigo a vida do presidente boliviano que, por falta de combustível, precisou fazer uma aterrissagem de emergência na Áustria.



5 – Desde 1945, nenhuma nação do mundo impediu um avião presidencial de sobrevoar seu território.



6 – Paris, além de desatar uma crise de extrema gravidade, violou o direito internacional e a imunidade diplomática absoluta da qual todo chefe de Estado goza.

Agência Efe

O presidente boliviano Evo Morales em entrevista coletiva no aeroporto de Viena, na Áustria

7 – O governo socialista de François Hollande atentou gravemente ao prestígio da nação. A França aparece diante dos olhos do mundo como um país servil e dócil que não vacila um instante sequer para obedecer as ordens de Washington, contra seus próprios interesses.


8 – Ao tomar tal decisão, Hollande desprestigiou a voz da França no cenário internacional.



9 – Paris também se tornou alvo de piada no mundo inteiro. As revelações feitas por Edward Snowden permitiram descobrir que os Estados Unidos espiavam vários países da União Europeia, entre os quais a França. Diante dessas revelações, François Hollande pediu pública e firmemente a Washington que parasse com esses atos hostis. Ainda assim, por debaixo dos panos, o Palácio do Eliseu seguiu fielmente as ordens da Casa Branca.



10 – Depois de descobrir que se tratava de uma informação falsa e que Snowden não estava no avião, Paris decidiu anular a proibição.



11 – Itália, Espanha e Portugal também seguiram as ordens de Washington e proibiram Evo Morales de sobrevoar seu território, antes de mudar de opinião, quando souberam que a informação não era verídica, e permitir que o presidente boliviano seguisse sua rota.



12 – Antes disso, a Espanha até exigiu revistar o avião presidencial, violando todas as normas legais internacionais. “Isto é uma chantagem; não vamos permitir por uma questão de dignidade. Vamos esperar todo o tempo necessário”, respondeu o presidente boliviano. “Não sou um criminoso”, declarou Evo Morales.



13 – A Bolívia denunciou um atentado contra sua soberania e contra a imunidade de seu presidente. “Trata-se de uma instrução do governo dos Estados Unidos”, segundo La Paz.



14 –  América Latina condenou unanimemente a atitude da França, Espanha, Itália e Portugal.


15 – A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) convocou em caráter de urgência uma reunião extraordinária após esse escândalo internacional e expressou sua "indignação" por meio de seu Secretário-Geral, Ali Rodríguez.


16 – A Venezuela e o Equador condenaram "a ofensa" e "o atentado" contra o presidente Evo Morales.



17 – O presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, condenou "uma agressão grosseira, inadequada e não civilizada".



18 – O presidente equatoriano, Rafael Correa, expressou sua indignação: "Nossa América não pode tolerar tanto abuso!".



19 – A Nicarágua denunciou "uma ação criminosa e bárbara".



20 – Havana fustigou o "ato inadmissível, infundado, arbitrário que ofende toda a América Latina e o Caribe".



21 – A presidente argentina, Cristina Kirchner, expressou sua consternação: "Definitivamente, estão todos loucos. O chefe de Estado e seu avião têm imunidade total. Não pode haver esse grau de impunidade".



22 – Por meio de seu Secretário-Geral José Miguel Insulza, a OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou a decisão dos países europeus: "Não existe justificativa alguma para cometer tais ações em detrimento do presidente da Bolívia. Os países envolvidos devem dar uma explicação das razões pelas quais tomaram essa decisão, particularmente porque isso colocou em risco a vida do primeiro mandatário de um país-membro da OEA".



23 – A Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) denunciou "uma flagrante discriminação e ameaça à imunidade diplomática de um Chefe de Estado".



24 – Em vez de outorgar o asilo político à pessoa que lhe permitiu descobrir que era vítima de espionagem hostil, a Europa, particularmente a França, não vacila em criar uma grave crise diplomática com o objetivo de entregar Edward Snowden aos Estados Unidos.



25 – Esse caso ilustra que, se a União Europeia é uma potência econômica, é também um engodo político e diplomático incapaz de adotar uma postura independente em relação aos Estados Unidos.



(*) Doutor en Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relaciones entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama The Economic War Against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade, New York, Monthly Review Press, 2013, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio  de Paul Estrade. Contato: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr.  Página no Facebook.


(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/29791/25+verdades+sobre+o+caso+evo+moralesedward+snowden.shtml). 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tribunal de Londres manda publicar conversa de Bush e Blair sobre Guerra do Iraque...

Guerra | 21/05/2012 20:50

Conversa de Bush e Blair sobre Iraque deve ser publicada

Na conversa, dois líderes falaram sobre a oposição do então presidente francês, Jacques Chirac, para a aprovação da ONU de uma resolução que permitisse a invasão do país

Tom Pennington/Getty Images
Ex-presidente George W. Bush discursando
A comissão Chiclot disse que a conversa entre Bush e Blair era essencial para entender a entrada na guerra do Reino Unido
Londres - Um tribunal de Londres determinou nesta segunda-feira que as transcrições de uma conversa telefônica entre o ex-presidente americano George Bush e o então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, antes da Guerra do Iraque devem ser publicadas.
Na conversa, que aconteceu em 12 de março de 2003, oito dias antes do início do conflito, os dois líderes falaram aparentemente sobre a oposição do então presidente francês, Jacques Chirac, para a aprovação do Conselho de Segurança da ONU de uma resolução que permitisse a invasão do Iraque.
A comissão Chilcot, iniciada em 2009 para investigar a participação britânica na Guerra do Iraque, havia pedido a desclassificação do conteúdo desta conversa, no entanto, o Ministério de Exteriores se opôs pelo dano que poderia causar em suas relações com os Estados Unidos.
Contudo, o chamado tribunal britânico do direito à informação sentenciou nesta segunda que o Governo britânico deverá publicar, em um prazo de 30 dias, a transcrição das falas de Tony Blair, devido ao interesse público.
''As circunstâncias da decisão de um Governo de iniciar uma guerra sempre são de interesse público, ainda mais neste caso, dadas as consequências deste conflito'', disse o juiz John Ángel. Diante disso, o porta-voz do Ministério de Exteriores se mostrou ''decepcionado'' com a decisão.