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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais que poderá ser determinada pelo premiê britânico, será mesmo que se fez contra o povo da "primavera árabe", diz Maierovitch...




11 de agosto de 2011

Bloqueio de redes sociais, avisa premiê britânico. Tendência é de submersão das gangs e dos marginalizados

Londres, ontem.
Londres, ontem.
O premiê britânico David Cameron respira mais aliviado. Isto depois de a polícia ter, com reforço de 16 mil homens, conseguido, na noite de ontem, inibir a revolta iniciada no último sábado.
A revolta começou no bairro periférico e pobre de Totteham, depois de a polícia informar, apenas no sábado 6, sobre a morte, na quarta-feira 3, de Mark Duggan, de 29 anos.
A polícia escondeu a informação e os moradores do bairro de Tottehan, localizado na zona norte da capital Londres, concentraram-se na frente do departamento de polícia para cobrar por informações. Logo depois, concluíram ter sido o falecido Duggan vítima de abuso policial.
Ontem, Cameron havia autorizado, pela primeira vez na história do policiamento metropolitano, o uso de balas de borracha e o emprego de jatos d’água. Ele justificou as medidas como necessárias  para garantir a ordem pública e a tranquilidade social.
Mais ainda, anunciou que convocaria o Exército para auxiliar a polícia metropolitana.
Com o controle da situação verificada na noite de ontem, Cameron já se excede. Ele acaba de anunciar que poderá determinar o bloqueio das redes sociais como, por exemplo, BlackBerry Messenger (BBM), Twitter etc. Pelas investigações, os revoltosos usaram smartfone e o sistema de mensagens da BBM.
Caso isso se efetive, Cameron vai imitar o governo do  Irã que, depois de contratar a peso de ouro a finlandesa Nokia, consegue bloquear, a qualquer momento, as comunicações, em especial entre jovens de oposição ao regime.
Vale lembrar que a chamada “Primavera Árabe”, que resultou na derrubada de dois ditadores e  em concentrações a pedir democracia e liberdade de expressão na Síria e na Líbia, foi possível graças ao emprego de tecnologia de comunicação de massas, as chamadas redes sociais.
Quanto ao emprego do Exército, o premiê britânico recuou e afirmou que não será mais necessário. Mas a prontidão continuará nos quartéis. Frisou, também, que o corte orçamentário não reduzirá a eficiência da polícia britânica.
No momento, o setor mais ativo é o da ciberpolícia. Ontem, foram captadas mensagens, num trabalho de infiltração cibernética, que convocavam para ataques de surpresa: “Desloquem-se todos para o Oxford Circus, para atacarmos”.
PANO RÁPIDO. A tendência na Inglaterra, como se verificou em São Paulo quando do episódio a envolver a organização criminosa conhecida pela sigla PCC, é de retração das “gangs” e dos marginalizados que partiram para o quebra-quebra.
No fundo é a velha técnica de submergir e aguardar outra oportunidade. Mais ainda, as gangs têm  a certeza de que a população londrina continua intranquila.
Wálter Fanganiello Maierovitch

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