Triste fim de um udenista
15 de junho de 2014 | 18:20 Autor: Miguel do Rosário
O Congresso tem mil, quiçá milhões, ou se quiserem, bilhões de
defeitos, vícios, problemas, mas recentemente aprovou algumas das leis
mais importantes e modernas do mundo, como o Marco Civil, e a Lei do
Trabalho Escravo.
Ambas já se tornaram referências internacionais.
Também já aprovou o Bolsa Família, as cotas sociais e raciais,
programas para reforma agrária, enfim, já fez algumas coisas realmente
boas para a sociedade, apesar da campanha midiática para mostrar apenas o
seu lado negativo.
É lamentável, portanto, que Pedro Simon, que testemunhou tantas coisas boas, se despeça de sua função com uma entrevista pra Globo tão irritantemente udenista, dizendo que a única coisa que o Congresso fez foi votar uma iniciativa popular, a “ficha limpa”.
E ainda lança um vaticínio sinistro e niilista: “Não esperem nada do
Congresso”. Ora, um democrata honesto conclamaria seus concidadãos a se
engajarem na política, para elegerem representantes melhores, ao invés
de fazer o papel de urubu irremediável do futuro.
Num país com justiça fortemente conservadora, a “ficha limpa” tem
muito de engodo. A prova é que José Roberto Arruda, filmado contando
dinheiro de propina, está aí, livre, leve e solto e concorrendo ao
governo do Distrito Federal.
Simon foi o parlamentar modelo para a mídia. Não se articula politicamente, apenas posa de bom moço para os jornalões.
Quando o governo gaúcho de Yeda Crusius, do PSDB, afundava-se em
escândalos de corrupção, Pedro Simon não disse um ai na tribuna. Ao
contrário, seu partido e ele mesmo continuou aliado até o fim.
A única estratégia política de Simon tem sido pactuar com a mídia
tucana de São Paulo e posar de “mosqueteiro da ética” da Veja, ao lado
de Demóstenes Torres e Fernando Gabeira…
Dispnível em: (http://tijolaco.com.br/blog/?p=18342). Acesso em: 15/jun/2014.
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