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Disponível em: (http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/06/apesar-da-torcida-contra-abertura-da-copa-foi-vitoria-do-brasil-5507.html). Acesso em: 15/jun/2014.
Apesar da torcida contra, abertura da Copa foi vitória do Brasil
por Helena Sthephanowitz
publicado
13/06/2014 14:39,
última modificação
13/06/2014 14:47
Ricardo Stuckert/ CBF
Muita gente quis o contrário e houve até alguns problemas, mas abertura da Copa do Mundo foi sucesso
Gol contra, erros da Fifa ao dar pouco destaque no
primeiro pontapé inicial com auxílio de um exoesqueleto controlado pelo
cérebro, vaias políticas, manifestações pequenas mas acima do tom fora
dos estádios, com repressão também acima do tom. No primeiro jogo da
Copa do Mundo no Brasil teve um pouco de tudo, mas prevaleceu a
organização para proporcionar – ao torcedor de todo o mundo – um grande
espetáculo de futebol, que afinal de contas, é disso que trata uma Copa.
Na estreia da seleção, apesar de um jogo tenso, não faltou futebol e
emoção, que é o essencial. Um gol contra do Brasil abrindo o placar de
forma contrária às previsões, deu mais dramaticidade à partida. Um
pênalti duvidoso para a seleção garantiu a polêmica que faz parte da
mítica do futebol.
Dentro do estádio, o maior vexame foi de uma parte da torcida, que
puxou vaias e xingamentos à presidenta da República. O episódio teve
início em um setor VIP, com ingressos mais caros e repleto de
celebridades televisivas, diga-se, globais.
Quanto a Dilma, a baixaria só mostrou o quanto há no Brasil um
segmento da elite econômica intolerante e mal educada que não aceita uma
democracia popular com um governo que priorize políticas públicas para
os mais pobres. O vexame foi para quem xingou.
Já hoje (13), no dia seguinte à abertura da Copa, Dilma deu as devidas dimensões das vaias e xingamentos que recebeu: "O povo brasileiro não age assim e não pensa assim. Sobretudo, o povo não sente da forma como esses xingamentos expressam."
A festa de abertura, também sob encomenda e controle da Fifa, foi
criticada por muita gente, classificada de "mixuruca" se comparada às
superproduções feitas nas Olimpíadas. Mas foi assim em todas as outras
Copas do Mundo. Talvez porque, ao contrário das Olimpíadas, a grande
superprodução são os jogos de futebol propriamente ditos, com os
melhores craques do mundo. A partida inaugural e seus 90 minutos
regulamentares de duração dispensa uma longa abertura superproduzida,
diferentemente das Olimpíadas.
Mas nada justifica a Fifa ter "perdido o bonde da história", ao dar
quase nenhum destaque ao primeiro pontapé inicial simbólico dado por um
paraplégico usando um exoesqueleto controlado por seu cérebro. Seria o
grande momento da abertura do evento, capaz de encantar o mundo. Mas a
produção da Fifa, que controla a festa, acabou dedicando apenas sete
segundos ao fato, que passaram quase despercebidos.
Fora dos estádios, houve manifestações localizadas, pequenas mas
barulhentas, de grupos hostis à realização da Copa no Brasil. Em algumas
cidades se limitaram a manifestações pacíficas, e nem todas
necessariamente contra a Copa, mas em defesa de causas mais concretas,
como é o caso da presença de trabalhadores em greve ou em reivindicações
entre os manifestantes.
Mas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte houve confronto com a polícia e
depredações, porém em pequena escala. Salvo casos isolados não chegaram
a prejudicar quem queria torcer nas ruas. Em alguns casos, como em São
Paulo, a ação policial pecou pelo uso de força muito acima da
necessária, acirrando os ânimos.
Se é verdade que a ação provocativa de Black Blocs não ajuda a manter
manifestações pacíficas, caberia à polícia, por representar o Estado,
evitar ao máximo aceitar provocações e outras táticas para contê-los.
Nem sempre é isso o que vemos, e parece ser opção e determinação do
governadores a repressão com força bruta.
A Copa passou por sua primeira prova de fogo, a da abertura, aquela
que provocava mais expectativas. E no conjunto da obra o Brasil fez
bonito e passou com louvor.
Ao contrário do que a turma do contra
pregava, a "Copa das Copas", como gosta de chamar a presidenta Dilma, se
consolida com o padrão Brasil: uma nação capaz de superar grandes
desafios, com uma democracia popular ainda nova, mas vibrante e com
oligarquias arcaicas, formada por pessoas que ainda se sentem os reis
dos camarotes.
Disponível em: (http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/06/apesar-da-torcida-contra-abertura-da-copa-foi-vitoria-do-brasil-5507.html). Acesso em: 15/jun/2014.
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