Publicado em 18/11/2012

BRITTO EXPLICA O “DOMÍNIO DO FATO”. E OS “TYPIQUES” !
Ou não tem razão o ansioso blogueiro quando diz que o Supremo transformou a teoria do “dominio do fato” em turbante da Carmen Miranda ?
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Saiu na seção Ilustríssima da Folha (*) entrevista de Valdo Cruz e Felipe Seligman com o ex- (ufa !) presidente do Supremo, Ayres Britto, aquele que teve o dominío do Tempo e do relógio:
A VIDA COMEÇA AOS 70
Advogados reclamam da introdução de novos conceitos como a teoria do domínio do fato [segundo a qual autor de um crime não é só quem o executa, mas também quem detém o poder de decidir e planejar a sua realização].
Assim como o dançarino, que se disponibiliza de corpo e alma para a dança -chega o momento em que se funde com ela, e você já não sabe quem é o dançarino e quem é a dança, é uma coisa só-, o intérprete do dispositivo jurídico pode, também, numa relação de profunda identidade e empatia, se fundir com esse dispositivo. Aí você compõe uma unidade. Você é um com o dispositivo, e o dispositivo é um com você.
E isso não é invencionice, decola de um juízo de Einstein, que em 1905, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: “efeito do observador”. Ele percebeu que o observador desencadeava reações no objeto observado.
Ele disse que o sujeito cognoscente, em alguma medida, faz o objeto cognoscível, a depender do grau da intensidade interacional entre eles. Claro que quando você joga teoria quântica para a teoria jurídica, se expõe a uma crítica mordaz. O sujeito diz: “Mas isso não é ciência jurídica”.
Assim como o dançarino, que se disponibiliza de corpo e alma para a dança -chega o momento em que se funde com ela, e você já não sabe quem é o dançarino e quem é a dança, é uma coisa só-, o intérprete do dispositivo jurídico pode, também, numa relação de profunda identidade e empatia, se fundir com esse dispositivo. Aí você compõe uma unidade. Você é um com o dispositivo, e o dispositivo é um com você.
E isso não é invencionice, decola de um juízo de Einstein, que em 1905, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: “efeito do observador”. Ele percebeu que o observador desencadeava reações no objeto observado.
Ele disse que o sujeito cognoscente, em alguma medida, faz o objeto cognoscível, a depender do grau da intensidade interacional entre eles. Claro que quando você joga teoria quântica para a teoria jurídica, se expõe a uma crítica mordaz. O sujeito diz: “Mas isso não é ciência jurídica”.
Entendeu, amigo navegante ?
Ele não é um jenio ?
Ou não tem razão o ansioso blogueiro quando diz que o Supremo transformou a teoria do “dominio do fato” em turbante da Carmen Miranda ?
Agora, com a ajuda involuntária do Einstein !!!
Em tempo: na 37a. sessão do julgamento do mensalão (o do PT), no dia 17 de outubro, Ayres Britto elogiou Ataulfo Merval de Paiva e o colonista (**)de múltiplos chapéus como padrões da isenção e da competência pigânica. Neste domingo, obsequiosamente, o de multiplos chapéus retribui a gentileza com um meloso perfil: “Britto, um homem de bem com a vida”. É como se Britto fosse uma cruza de Mahatma Gandhi com Ascenso Ferreira. Como diria aquele autor que o de múltiplos chapéus gosta de citar: os dois, ele e o biografado, pensam que são grande coisa e não passam de “typiques”.
Clique aqui para ler “Eu quero o dominio do fato no acórdão !”
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
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