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domingo, 26 de junho de 2016

Pré-sal, entre o privatismo e o desenvolvimentismo (Giorgio Romano Schutte)

Postagem 26/jun/2016...


Pré-sal, entre o privatismo e o desenvolvimentismo
Flexibilização do marco regulatório envolverá a diminuição do protagonismo da Petrobras e revisão drástica da política de conteúdo local
Por Giorgio Romano Schutte | 20/06/2016

O governo interino de Michel Temer está determinado a agilizar a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da flexibilização do marco regulatório para a exploração do pré-sal, negociada entre o governo Dilma e o senador José Serra.
pré-sal
Flexibilização do marco regulatório do pré-sal negociada foi negociada entre o governo Dilma e o senador José Serra. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas.
Mas, o que talvez no entendimento do governo Dilma devesse ser somente um ajuste sem alteração da essência da política, na lógica do governo interino representará o início de uma mudança de concepção, na qual estão envolvidas a diminuição do protagonismo da Petrobras e revisão drástica da política de conteúdo local.
Em outras palavras, abertura para interesses privados e, sobretudo, internacionais, que não necessariamente estão em sintonia com uma política que visa colocar as riquezas do pré-sal a serviço do desenvolvimento do País.
Desde 2010, a Agência Internacional de Energia (AIE) e o Ministério de Energia dos EUA começaram a destacar o Brasil como potencial grande produtor e detentor das maiores reservas descobertas desde a década de 1980.
Houve uma ofensiva explícita no início do governo Dilma de abrir a exploração para os interesses americanos, com visitas de altas autoridades à Petrobras, entre as quais a própria Hilary Clinton e Daniel Poneman, na época vice-ministro de Energia.
Ao mesmo tempo, o secretário de Comércio Internacional da época, Francisco Sanchez, criticou publicamente a política de conteúdo local, com o argumento de que isso implicaria restringir o acesso às melhores tecnologias disponíveis.
Mas este interesse no pré-sal não se limitou a canais de comunicação legais. O Brasil tomou, em 2012, conhecimento de que não só a presidente Dilma, mas também, ou talvez sobretudo, a Petrobras tinham sido alvos de espionagem por parte de agências norte-americanas.
Ao mesmo tempo, a Shell, que depois da compra da BG se tornou no Brasil a maior produtora de petróleo e gás, depois da Petrobras, começou uma retirada de projetos no Ártico e na Alaska, entre outros, diante da queda acentuada dos preços, mas enfatizou publicamente que o pré-sal é prioridade.
De outro lado, de forma sistemática, tenta-se convencer a opinião pública brasileira de que o pré-sal não seria aquela riqueza espetacular que o Lula tinha sugerido, e que há muitas incertezas que não justificariam ter repensado uma estratégia para a sua exploração, dando ao Estado brasileiro, por meio da Petrobras e da nova estatal Pré-Sal Petróleo AS (PPSA), o controle sobre essas riquezas.
Teria havido o que vem sendo chamado de “triunfalismo do petróleo”, um tipo de delírio do Lula, que, além do mais, iria na contramão da história. Afinal, o mundo estaria saindo do petróleo diante da preocupação com a mudança climática, e isso se confirmaria com o novo patamar baixo dos preços de petróleo.
O roubo da Petrobras foi e está sendo utilizado para gerar mais confusão. Não há nenhuma relação direta entre o novo marco regulatório para a exploração e produção do pré-sal sancionando pelo Lula no final de dezembro de 2010 somado à política industrial e tecnológica que se tentou montar em torno desta oportunidade e o esquema de corrupção.
O debate sobre o controle da exploração e produção de petróleo e gás é antigo e muitos argumentos se repetem: na década de 1950, argumentou-se que não haveria reservas suficientes para justificar a montagem da estatal Petrobras.
E mesmo se houvesse riqueza no subsolo, o Brasil não teria tecnologia ou capacidade financeira para explorá-la. Argumentos que se repetiram na década de 1990 para justificar o fim do monopólio da Petrobras e a introdução da um marco regulatório de concessão simpático aos interesses das multinacionais.
Mas a realidade é outra. Embora o fato não tenha ocupado as manchetes de jornais, como seria esperado, o Brasil, já no final de 2014, conseguiu ultrapassar a barreira de produção de três milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) por dia.
E hoje a produção do pré-sal sozinha supera um milhão de barris por dia, menos de 10 anos depois do início da produção e com somente 52 poços. Lembrando que o Brasil precisou de 45 anos para superar, em 1998, a marca de um milhão de barris por dia e colocar cerca de oito mil poços em produção.
Isso mostra duas coisas: a viabilidade técnica e econômica do pré-sal. E também a capacidade tecnológica endógena desenvolvida ao longo de décadas pela Petrobras.
De fato, a exploração de petróleo e gás em alto-mar (a mais de 200 quilômetros da costa, sete mil metros abaixo do espelho do mar), é uma atividade intensiva em tecnologia, uma das poucas áreas nas quais o Brasil está entre os líderes globais.
Sem dúvida o mundo precisa e está em uma transição rumo a uma matriz energética de baixo carbono, mas esse é um processo de longo prazo. Aliás, o mesmo governo que apostou no pré-sal também mais que triplicou a capacidade eólica, entre outras políticas para manter a matriz energética brasileira mais limpa.
O mundo está nesse período passando também de sete para nove bilhões de habitantes, de modo que a queda da participação de petróleo (em porcentagem do total de consumo de energia) se dá junto com um ligeiro aumento do consumo em termos de barris.
E isso no contexto de uma queda natural da produção de poços existentes. Logo, as premissas para desmontar a aposta na contribuição que o pré-sal poderia dar para o desenvolvimento do Brasil estão erradas, ou melhor, a serviço de outros interesses.
O que está em jogo, portanto são duas concepções muito diferentes. De um lado, a Petrobras operando dentro de um marco regulatório que aproveita a combinação da riqueza do pré-sal e a capacidade tecnologia da Petrobras para colocar a empresa a serviço de uma política de desenvolvimento industrial e tecnológica. Lembrando que, ainda em 2014, a Petrobras sozinha era responsável por 36% do total dos investimentos industriais do Brasil.
E, de outro lado, uma concepção de que a Petrobras deveria funcionar como se fosse uma empresa privada, preocupada principalmente com os interesses de seus acionistas.
Se é verdade que não há espaço para argumentos que questionam a existência de riquezas exploráveis e a capacidade tecnológica endógena, também é verdade que existe um problema financeiro sério.
Este problema foi agravado pela forma com a qual a Operação Lava Jato opera, focada na justa luta contra a corrupção, mas desvinculada de uma noção de país e agravada também pela determinação de alguns setores em desestabilizar a Petrobras e, com isso, o próprio governo Dilma.
Mas, um problema real e existente devido ao grande volume de dólares em curto prazo necessários para fazer os investimentos em longo prazo com receitas correntes em real.
Na visão privatista, a solução para este problema é diminuir as atividades da empresa e partir para um processo de desinvestimento generalizado.
Na visão desenvolvimentista, significa entender que o problema não é somente da empresa, mas da nação brasileira e procurar soluções que permitam à Petrobras continuar explorando e aumentando a produção do pré-sal num ritmo compatível com os interesses do Brasil.
Em particular, pode-se pensar em usar uma parte (pequena) das reservas internacionais em dólar para alongar a dívida da Petrobras em dólar, o que permitiria, inclusive, baixar os juros que a empresa tem de pagar para suas captações.


Giorgio Romano Schutte é professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI).
Publicado originalmente no Blog do GR-RI | Carta Capital.

sábado, 25 de junho de 2016

Golpe de Estado no Brasil. Impeachment simulado. “Não teve esse negócio de pedalada”, admite líder do governo Temer

Postagem 25/jun/2016... Atualização 26/jun/2016...



“Não teve esse negócio de pedalada”, admite líder do governo Temer


A líder do governo no Senado, Rose de Freitas (PMDB-ES), admitiu que não houve pedaladas fiscais e que o motivo do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff é outro.
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“Porque o governo saiu? Na minha tese, não teve esse negócio de pedalada. Eu estudo isso, faço parte da Comissão de Orçamento. O que teve foi um país paralisado, sem direção e sem base nenhuma para administrar. A população não queria mais e o Congresso não dava a ela os votos necessários para tocar nenhuma matéria. E o país não podia ficar parado”, afirmou em entrevista à rádio Itatiaia.
Na opinião de Rose de Freitas, a equipe econômica de Michel Temer ouve mais o Brasil do que o grupo formado por Dilma. Sobre os escândalos que já afastaram três ministros escolhidos pelo presidente em exercício, a senadora se posicionou.
“Eu como presidente não levaria ninguém que tivesse qualquer processo, ainda que a pessoa fosse inocente, eu esperaria o tempo para ela provar sua inocência para depois voltar ou ser nomeada. Mas ele tinha mais proximidade e conhecia melhor essas pessoas do que eu. Portanto, acho que não comprometerá o presidente se ele estiver trabalhando com a folha corrida limpa e estiver disposto a ajudar o Brasil”, finalizou. 
Fonte: Brasil 247

Herança. Cláusula de incomunicabilidade. Morte do herdeiro beneficiário extingue a cláusula. Cabe inventário e partilha sem restrições. Cônjuge sobrevivente poderá se habilitar como herdeiro do referido bem, observada a ordem de vocação hereditária. STJ.

Postagem 25/jun/2016... Atualização 28/jun/2016...

Ementa:

RECURSO ESPECIAL. DIREITO DAS SUCESSÕES. BEM GRAVADO COM CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE. CÔNJUGE QUE NÃO PERDE A CONDIÇÃO DE HERDEIRO. 
1. O art. 1829 do Código Civil enumera os chamados a suceder e define a ordem em que a sucessão é deferida. O dispositivo preceitua que o cônjuge é também herdeiro e nessa qualidade concorre com descendentes (inciso I) e ascendentes (inciso II). Na falta de descendentes e ascendentes, o cônjuge herda sozinho (inciso III). Só no inciso IV é que são contemplados os colaterais. 
2. A cláusula de incomunicabilidade imposta a um bem não se relaciona com a vocação hereditária. Assim, se o indivíduo recebeu por doação ou testamento bem imóvel com a referida cláusula, sua morte não impede que seu herdeiro receba o mesmo bem. 3. Recurso especial provido. 

(STJ. 4ª Turma. REsp 1.552.553-RJ, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 24/11/2015, DJe 11/2/2016).

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Prescrição intercorrente. Inércia do Credor. Incidência. Mudança de entendimento. Execução suspensa. Falta de bens penhoráveis. STJ.

Postagem 24/jun/2016... Atualização 25/jun/2016...

Ementa:

RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE BENS PASSÍVEIS DE PENHORA. SUSPENSÃO DO PROCESSO. INÉRCIA DO EXEQUENTE POR MAIS DE TREZE ANOS. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
OCORRÊNCIA. SÚMULA 150/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVISÃO ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ.
1. Inocorrência de maltrato ao art. 535 do CPC quando o acórdão recorrido, ainda que de forma sucinta, aprecia com clareza as questões essenciais ao julgamento da lide.
2. "Prescreve a execução no mesmo prazo da prescrição da ação" (Súmula 150/STF).
3. "Suspende-se a execução: [...]  quando o devedor não possuir bens penhoráveis" (art. 791, inciso III, do CPC).
4. Ocorrência de prescrição intercorrente, se o exequente permanecer inerte por prazo superior ao de prescrição do direito material vindicado.
5. Hipótese em que a execução permaneceu suspensa por treze anos sem que o exequente tenha adotado qualquer providência para a localização de bens penhoráveis.
6. Desnecessidade de prévia intimação do exequente para dar andamento ao feito.
7. Distinção entre abandono da causa, fenômeno processual, e prescrição, instituto de direito material.
8. Ocorrência de prescrição intercorrente no caso concreto.
9. Entendimento em sintonia com o novo Código de Processo Civil.
10. Revisão da jurisprudência desta Turma.
11.  Incidência do óbice da Súmula 7/STJ no que tange à alegação de excesso no arbitramento dos honorários advocatícios.
12. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
(REsp 1522092/MS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 06/10/2015, DJe 13/10/2015).



Acórdao integral: 

Clique... decisão na íntegra.


Notícia do Site do STJ:

Terceira Turma reconhece prescrição intercorrente em execução paralisada por falta de bens penhoráveis

29/10/2015 - 07h25 

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicou a prescrição intercorrente em execução ajuizada pelo banco Bradesco e suspensa por 13 anos por inexistência de bens penhoráveis dos devedores. A decisão altera jurisprudência em sentido contrário ao da que vinha sendo aplicada desde o início da década de 90.

Em 1963, o Supremo Tribunal Federal (então competente para uniformizar a interpretação da lei federal) editou a Súmula 150, estabelecendo que a execução prescreve no mesmo prazo de prescrição da ação. Com o advento da Constituição de 1988, a competência de uniformizar a interpretação da lei federal foi atribuída ao STJ.

No âmbito desta corte, após intenso debate entre os ministros em sessão ocorrida em 1993, prevaleceu a tese de que a Súmula 150 do STF seria inaplicável na hipótese de execução suspensa por ausência de bens penhoráveis. Dessa forma, seria necessária prévia intimação do credor antes de se proclamar a prescrição intercorrente. Esse entendimento tem prevalecido, desde então, nas duas turmas de direito privado.

Alteração

O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator do recurso, afirmou que o entendimento anterior tinha como consequência indesejável permitir a eternização das ações de execução. Essa situação, segundo ele, não é compatível com o objetivo de pacificação social que a Justiça almeja. Por essa razão, existem os prazos prescricionais.

Além disso, o novo Código de Processo Civil, que entrará em vigor em março de 2016, previu a prescrição intercorrente em seu artigo 921, na hipótese de suspensão da execução por ausência de bens penhoráveis, contando-se o prazo prescricional após um ano de suspensão do processo.

Segundo a turma, como o atual CPC não previu expressamente prazo para a suspensão, caberia suprir a lacuna, por meio de analogia, utilizando-se o prazo de um ano previsto no artigo 265, parágrafo 5º, do CPC e no artigo 40, parágrafo 2º, da Lei 6.830/80.

No caso, o banco Bradesco ajuizou execução de título executivo extrajudicial contra dois devedores. A execução foi suspensa em 1999 a pedido do banco por inexistência de bens penhoráveis, assim permanecendo por 13 anos. Em 2012, os devedores pediram o desarquivamento do processo e o reconhecimento da prescrição. Negado em primeiro grau, o pedido foi concedido em segunda instância sobre o fundamento de que a suspensão do processo não poderia durar para sempre. A Terceira Turma manteve essa decisão.

Acesso ao processo: REsp 1522092

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Florianópolis. Jurerê Internacional. TRF4 / Porto Alegre suspendeu demolição de beach clubs até julgamento do mérito do recurso dos proprietários

Postagem 23/jun/2016...

TRF4 suspende demolição de beach clubs de Jurerê Internacional até julgamento do recurso dos proprietários

21/06/2016 15:28:55


Julgamento do caso do beach clubs ocorreu hoje, em sessão da 3ª Turma
Julgamento do caso do beach clubs ocorreu hoje, em sessão da 3ª Turma
Julgamento do caso do beach clubs ocorreu hoje, em sessão da 3ª Turma

Desembargador Fernando Quadros da Silva, relator do caso no TRF4

Demolição das edificações na praia fica suspensa até até que seja julgado o agravo interno na 3ª Turma do tribunal

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu hoje (21/6) a demolição dos cinco beach clubs de Jurerê Internacional (SC) até que seja julgado o agravo interno. Este recurso foi impetrado pelos proprietários contra a execução imediata da sentença, que determinava a remoção das estruturas em 30 dias. A decisão foi por maioria, vencido o relator, desembargador federal Fernando Quadros da Silva. A sessão que julgará o recurso ainda não tem data marcada.

A sentença de primeiro grau foi proferida dia 20 de maio pelo juiz federal Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis e, entre outras medidas, havia determinado a demolição dos beach clubs.

Finalizada essa etapa, ainda serão julgadas as apelações contra a sentença.

*Fotos em alta resolução e um vídeo da sessão de julgamento estão disponíveis no Flickr oficial do TRF4:


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Curatela não é mais exigida para concessão de BPC e aposentadoria por invalidez

Postagem 22/jun/2016...

Curatela não é mais exigida para concessão de BPC e aposentadoria por invalidez

22/06/2016Fonte: IBDFAM com informações do TJGO

Estatuto da Pessoa com Deficiência trouxe novos conceitos e INSS deve se adequar, diz especialista
Os juízes das Varas de Família e Sucessões da comarca de Goiânia, representantes do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados de Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), encaminharam ofício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que órgão não exija interdição – e termo de curatela – para efeito de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou aposentadoria de invalidez.
No documento, foi informado que em reunião, realizada em fevereiro, entre os membros das promotorias de justiça de família e os juízes das varas de famílias, foi comunicado que as agências do INSS ainda vêm exigindo o termo de curatela para concessão dos benefícios.
Em resposta, o INSS afirmou que não constitui exigência para requerimento ou concessão do BPC a interdição judicial do idoso ou da pessoa com deficiência, seja ela total ou parcial. Já com relação à aposentadoria previdenciária, não caberá ao INSS fazer exigência de interdição do benefício, seja ela total ou parcial, consistindo ônus dos pais, tutores, cônjuge, de qualquer parente, ou do Ministério Público, conforme artigo 1.768 do Código Civil.
Segundo a professora Melissa Folmann, presidente da Comissão de Direito Previdenciário do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), a iniciativa dos magistrados de Goiás está de acordo com o novo Estatuto da Pessoa com Deficiência, visto que após a edição dessa legislação a figura da pessoa incapacitada civilmente foi dissociada da figura da pessoa com deficiência. “A exigência de curatela que antes já se mostrava uma afronta à dignidade humana em termos de BPC e Aposentadoria por invalidez, agora encontra guarida para a sua não aplicação. Finalmente, as pessoas com deficiência que pleiteiam o BPC passaram a ser entendidas como deficientes e não mais como incapazes civilmente”, diz.
Segundo Melissa, o novo Estatuto afetou o Direito Previdenciário ao revogar as disposições previstas no artigo 3º do Código Civil restringindo a figura do incapacitado civilmente de forma absoluta aos menores de 16 anos de idade. “Com isso a concepção de capacidade civil foi afetada tanto para o bem quanto para o mal. Isto porque os deficientes pararam de ser considerados necessariamente incapazes civis para fins previdenciários, mas ao mesmo tempo a figura da ‘tomada de decisão apoiada’ ainda é bem obscura já causando alguns problemas processuais em processo em tramitação”.
Ela considera necessária a adequação dos regulamentos previdenciários à nova realidade da pessoa com deficiência. “Infelizmente, grande parcela dos servidores do INSS ainda não foi orientada sobre as novas disposições acerca da capacidade civil e continua a fazer exigências não mais aceitas pelo sistema jurídico”, afirma. “Eis a importância da posição de Goiás sobre a questão, que isso sirva de alerta para que outros adotem a mesma posição, mas acima de tudo para que o INSS adeque-se aos termos da lei”.
Disponível em...

IBDFAM: Curatela não é mais exigida para concessão de BPC e aposentadoria por invalidez

Intelectuais estrangeiros lançam manifesto contra o golpe

Postagem 22/jun/2016...

Intelectuais estrangeiros lançam manifesto contra o golpe

22 de junho de 2016

 Foto: Wolfram Huke/Wikimedia Commons

O golpe que afastou a presidenta eleita Dilma Rousseff foi mais uma vez criticado fora do Brasil. Desta vez por intelectuais estrangeiros que firmaram um manifesto condenando o impeachment. 

O documento foi assinado por nomes como os filósofos alemães Jürgen Habermas, Axel Honneth e Rainer Forst, a filósofa feminista norte-americana Nancy Fraser e o filósofo canadense Charles Taylor. 

O protesto foi ampliado pela professora de Ética e Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Unicamp Yara Frateschi e pela professora de Filosofia da UFABC Miriam Madureira, e fora apresentado pela primeira vez durante a Conferência Internacional de Filosofia e Ciências Sociais em Praga, na República Tcheca, em maio. 

Segundo Frateschi, o manifesto teve adesão rápida da maioria dos participantes do evento, constituindo um apoio importante na resistência contra o golpe. 

“Tivemos uma adesão de pessoas que têm estado por toda a sua vida defendendo a democracia”, disse Frateschi em entrevista ao site de notícias “Opera Mundi”. “Não se tratava ali de uma adesão partidária, mas de uma clara manifestação de solidariedade aos brasileiros”. 

Os intelectuais criticam o impeachment de Dilma, qualificando o processo como um “golpe branco”. Afirmam que a oposição, formada por partidos de direita, aproveitou-se de uma crise econômica para fazer uma campanha “violenta” contra a presidenta. 

Segundo o manifesto, o objetivo do impeachment é atacar direitos sociais garantidos pelo governo Dilma, desregulamentar a economia e frear as investigações de corrupção. 

Diante da receptividade do documento em Praga, as acadêmicas decidiram ampliar a proposta para contar com o apoio de outras pessoas contrárias ao golpe. 

Até o momento, mais de cem intelectuais de diversas instituições já aderiram ao documento. Outro ponto importante, para Frateschi, é o nível de informação dos acadêmicos a respeito da situação política do Brasil. 

Para ela, isso se deve à mídia estrangeira que, ao contrário da imprensa tradicional brasileira, tem revelado os escândalos de corrupção em que o governo de Michel Temer está envolvido. 

“Eles [acadêmicos] estavam perfeitamente informados de que era um golpe ‘branco’”, afirma Frateschi. 

Ela diz que, entre as mensagens de apoio recebidas, a maioria faz menção ao processo de justiça social que esteve em curso nos últimos anos e que será interrompido se o impeachment se concretizar. 

Segundo a professora, os acadêmicos manifestam que “o Brasil nos últimos anos foi capaz de iniciar um processo de transformação social dentro das regras democráticas”. 

Artistas e intelectuais estrangeiros também manifestam solidariedade ao Brasil em um manifesto assinado por mais de mil pessoas. 

Segundo o texto, os movimentos sociais “estão sujeitos a uma ofensiva política de grande magnitude que leva o Brasil a um período de grande retrocesso democrático”. 

O manifesto lembra que Dilma, eleita com 54 milhões de votos, foi afastada temporariamente da presidência sem crime de responsabilidade. 

Leia abaixo, em inglês, o manifesto:

“MANIFESTO 
IN DEFENSE OF THE DEMOCRATIC RULE OF LAW IN BRAZIL 

On the 31st of March 1964, a coup d’état installed a civil-military dictatorship in Brazil, inaugurating a dark 21-year period of suspension of civil and political guarantees. Today, 52 years after, the Brazilian people face once more a break of the democratic order. As a result of the acceptance by the Senate of an impeachment process based on accounting irregularities, Dilma Rousseff, who had been elected in 2014 for a mandate of 4 years, was forced, on the 12th of May 2016, to stand down as President of the Republic. Even though this removal is supposed to be temporary, lasting up to 180 days, period during which the senators should reconvene to evaluate the motives that have resulted in the impeachment process, it is unlikely that Dilma should return to office. 

Dilma Rousseff’s temporary removal from office is the culmination of a process characterised by unprecedented arbitrariness and polarisation in democratic Brazilian society, perceptible at least since her re-election in 2014. By attributing the recent corruption scandals exclusively to the Worker’s Party’s (PT) administrations (although they were the only ones who had the courage to investigate them through, even when investigations turned against their own) and by manipulating public opinion against the supposed risks of a left-wing takeover of the country, the right-wing opposition to Dilma Rousseff’s government took advantage of the economic crisis that emerged after years of stability and growth and led a violent media campaign against it. It managed to aggregate against the Workers’ Party (PT) and Lula’s and Dilma’s governments large sections of business elites and conservative middles classes, as well as authoritarian sectors represented in Congress and in the Judiciary, evidently aiming the hammering down of the social rights secured by Dilma’s government and the deregulation of economy. Besides, once in power, they will probably decline to further investigate corruption as it is likely to involve their own people, as opposed to Dilma Rousseff, whose probity in the administration of public affairs is not doubted, as corruption charges are not part of the impeachment process. 

The impeachment is a juridical tool of extremely restricted scope in Brazilian presidentialism. It is regulated by Art.85 of the Brazilian Constitution of 1988, and its use is restricted to cases involving serious offenses (crimes de responsabilidade, “responsibility crimes”) carried out by the President. As the accounting irregularities in the administration of public funds that Dilma Rousseff is accused of are not serious offenses in the sense prescribed by the Constitution, it is evident that this impeachment is not legitimately grounded. Furthermore, the whole process was full of questionable aspects, which contribute to add further illegitimacy to its results. Therefore, it is not an exaggeration to consider the present impeachment process against Dilma Rousseff a white coup, which will yield long-lasting consequences to the democratic Rule of Law in Brazil.
In the face of all this, we consider necessary to state our absolute repudiation of the illegitimate destitution of President Dilma Rousseff, and our strong support for the maintenance of the Rule of Law in Brazil. 

Albena Azmanova – University of Kent, Belgium
Alessandro Ferrara – University of Rome Tor Vergata, Italy
Alina Valjent – Witten/Herdecke University – Germany
Allan Breedlove –Loyola University Chicago, USA
Alois Blumentritt – University Wien, Austria
Amy Allen – Pennsylvania State University – USA
Anahi Wiedenburg – London School of Economics, Argentina/UK
Andreas Niederberger – Universität Duisburg-Essen, Germany
Anna Dißmann – Witten/Herdecke University – Germany
Arthur Oliveira Bueno –University of Erfurt, Germany
Asger Sorensen – Aarhus University, Denmark
Axel Honneth – University of Frankfurt/Columbia University, Germany/USA
Aysen Candas – Bogazici University, Istanbul, Turkey
Barbara Fultner – Denison University, USA
Bernat Riutort Serra – University of Illes Ballears –Spain
Brian Milstein – Goethe University Frankfurt, USA/Germany
Carlos Henrique Santana – TU Darmstadt, Germany
Charles Taylor – Mc Gill University, Canada
Christopher Zurn – University of Massachussetts/Boston, USA
Cora McKeena – Trinity College, Ireland
Cristina Sánchez – Autonomous University of Madrid, Spain
Dan Swain – Czech University of Life Sciences, Czech Republic
Daniele Santoro – CNR, National Research Council of Italy, Italy
David Alvarez – University of Minho/Braga, Portugal
David Rasmussen – Boston College, USA
Debora Spini – Syracuse University in Florence, Italy
Dónal O’Farrell – Trinity College Dublin, Ireland
Elisabeth v. Thadden – University of Jena, Germany
Felicia Herrschaft – Goethe University Frankfurt, Germany
Filip Vostal – Czech Academy of Sciences, Czech Republic
Firica Stefan – University of Bucharest, Romania
Francisco Naishtat – Universidad de Buenos Aires –Argentina
François Calori – Université de Rennes 1, France
Gesche Keding – Jena University, Germany
Giulia Lasagni – Università de Parma, Italy
Giuseppe Ballacci – University of Minho, Portugal
Gorana Ognjenovich – University of Oslo, Norway
Gustavo Leyva Martínez – Universidad Autónoma Metropolitana, México
Hans-Herbert Kögler – University of North Florida, USA
Hartmut Rosa – Jena University, Germany
Heikki Ikäheimo – University of New South Wales, Australia
Igor Shoikhedbrod – University of Toronto, Canada
Isadora Henrichs – Trinity College Dublin, Ireland
Italo Testa – Parma University, Italy
Jazna Jozelic – University of Oslo, Norway
João Honoreto – University of Witten/Herdecke, Germany
Joaquín Valdivielso-Navarro – Universitat Illes Balears, Spain
Johan Söderberg – Göteborg University, Sweden
Johanna Oksala – University of Helsinki, Finland
Johannes Schulz – Frankfurt University, Germany
John Lumsden – University of Essex, UK
Jonathan Bowman – University of Arkansas, USA
Julian Culp – University of Frankfurt, Germany
Jürgen Habermas – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany
Karoline Rhein – Witten/Herdecke University – Germany
Kendralyn Webber –University of California Riverside, USA
Lenny Moss – University of Exeter, UK
Leonardo da Hora Pereira – Université Paris Ouest Nanterre La Défense, France
Lorenz Mrones – University of Witten/Herdecke, Germany
Luiz Gustavo de Cunha de Souza – Institut für Sozialforschung/Frankfurt –Germany
Marco Solinas – Florence University, Italy
Marek Hrubec – Czech Academy of Sciences, Czech Republic
Maria Ines Bergoglio – Universidad nacional de Córdoba, Argentina
María José Guerra – Universidad de Laguna –Spain
María Pía Lara – Universidad Autónoma Metropolitana, Mexico
Marjan Ivkovic – University of Belgrade, Serbia
Mark Haugaard – University Galway – Ireland
Marlon Urizar Natareno, Universidad Rafael Landívar, Guatemala
Martin Javornicky – University of Galway, Ireland
Martin Sauter – n/a –Ireland
Martin Seel – J.W.Goethe Universität Frankfurt, Germany
Masao Higarashi – Ritsumeikan University –Japan
Matteo Bianchin – University of Milano, Italy
Matthias Kettner – University of Witten/Herdecke, Germany
Matthias Lutz-Bachmann – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany
Melis Menent – University of Sussex, UK
Miriam Mesquita Sampaio de Madureira – Universidad Autónoma Metropolitana, México
Mykhailo Minakov – Kiev-Mohyla Academy, Ukraine
Nancy Fraser –New School for Social Research, USA
Nancy Love –Appalachian State University, USA
Natalia Frozel Barros –University of Paris 1, France
Nathan Cogné – Trinity College Dublin, Ireland
Nicola Patruno – Goethe University Frankfurt, Germany
Niklas Angebauer – University of Essex, UK
Odin Lysaker – Agder University, Norway
Ojvind Larsen – Copenhagen Business School, Denmark
Onni Hirvonen – University of Jyväskylä, Finland
Pablo Gilabert – Concordia University, Canada
Patrick O’Mahonny – University College Cork –Ireland
Philipp Schink – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany
Philippe Sonnet – Université Catholique de Louvain, Belgium
Pierre Schwarzer – Universität Witten/Herdecke, Germany
Radu Neculau – University of Windsor, Canada
Rahel Jaeggi – Humboldt University Berlin, Germany
Rainer Forst – University of Frankfurt, Germany
Richard Stahel – University of Constantin the Philosopher in Nitra, Slovak Republic
Robert Fine – Warwick University, UK
Robin Celikates – University of Amsterdam, The Netherlands
Rodrigo Cordero – Universidad Diego Portales –Chile
Ronan Kaczyznski – Goethe University, Germany
Rosie Worsdale – University of Essex, UK
Ruy Fausto – USP/Université de Paris 8, Brazil/France
Steven L. White – Wayne State University, USA
Susan L. Foster – UCLA, USA
Thomas Fossen – Leiden University, The Netherlands
Valerio Fabbrizi – University of Rome, Tor Vergata, Italy
Wolfgang Heuer – Freie Universität Berlin, Germany
Zuzana Uhde – Czech Academy of Sciences, Czech Republic” 

Da Redação da Agência PT de Notícias
Original disponível em: (http://www.bloguedosouza.com.br/). Acesso em 22/jun/2016.

Temer confessa golpe e menospreza consulta popular sobre rumos do país (Lula Marques)

Postagem 22/jun/2016...

Temer confessa golpe e menospreza consulta popular sobre rumos do país

Michel Temer (PMDB), presidente interino, fez uma série de postagens em sua conta oficial no Twitter após entrevista à GloboNews nesta terça (21), divulgando trechos da entrevista dada ao jornalista Roberto D’Ávila. Quando se refere ao uso de avião pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, e a limitação imposta por seu governo provisório, ele afirma: “E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”.
Lula Marques
 
A confissão do crime por parte de Temer, em ato falho ou cinismo, expõe ainda mais o homem que se impôs como “governo de salvação nacional”. Vale lembrar que em resposta ao ex-presidente Lula, o então vice-presidente Michel Temer (PMDB) fez questão de divulgar nota oficial em 2 de abril, portanto antes do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, na qual afirma que, exatamente por ser “constitucionalista”, pode afirmar que não há um golpe em curso no Brasil. Temer é formado em direito e foi professor de direito constitucional.
Na entrevista, Temer foi questionado sobre as restrições impostas contra a presidenta Dilma, e afirmou que ela “utiliza o avião, ou utilizaria, para ir fazer campanha denunciando o golpe”, o que classificou de “uma situação um pouco esdrúxula”.
A declaração reforça ainda que a preocupação de Temer é justamente cercear Dilma por denunciar as manobras que atentam contra seu legítimo mandato. Ele completou seus comentários arrogantes dizendo que “jamais faltou comida” para a presidenta.
Em outro momento, Temer finge que integrantes da cúpula do PMDB, seu partido, e braço direito de seu governo provisório, tenham sido flagrados em conversas com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, dizendo que articulavam a aprovação do impeachment de Dilma e sua ascensão ao poder era a saída para barrar “a sangria” da Lava Jato.
Sobre o processo de afastamento de Dilma ele diz: “Eu não fiz nenhum movimento em relação a isso. E o impedimento se deu, convenhamos, até por uma maioria muito significativa”.
Mas apesar de dizer que não atuou pelo golpe, afirmou que não pretende processar Sergio Machado, que o acusa de pedir doações oriundas de propina para a campanha de Gabriel Chalita, em 2012.
“O que ele [Machado] mais deseja é isso. […] Ele quer polarizar com o presidente da República. Eu não vou dar esse valor a ele. Eu não falo para baixo”, afirmou.
Ele também fez questão de fazer elogios rasgados ao seu principal aliado no golpe, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de manter contas no exterior com dinheiro oriundo de propina. Temer disse que Cunha “está se defendendo como pode” e que é “batalhador no campo político e no campo jurídico”.
Temer também disse que, caso o afastamento da presidenta eleita se confirme, pretende tomar medidas duras, como o aumento de impostos e da idade mínima para aposentadoria.
“A questão da reforma da Previdência. Eu acho que só poderei pleitear uma reforma da Previdência se tiver a efetivação”, disse ele. Questionado pelo jornalista se tinha legitimidade política para fazer esses tipos de reforma, já que “as pessoas não votaram no senhor”, e Temer disse: “Votaram sim”.
Roberto D’Ávila o interpelou: “Sim, votaram, mas não sabiam que estavam votando, não é?”. Temer responde: “Me permita dizer que votaram, pelo seguinte, você sabe que, vou dizer a você concretamente, objetivamente, nós ganhamos essa eleição por 3,2 milhões de votos. Ou seja, se 1,6 milhão de votos estivessem do outro lado, nós teríamos perdido a eleição”.
Ora, Temer, o plano de governo que tenta impor ao país é diferente do plano que levou a vitória da presidenta Dilma Rousseff. Aliás, o seu plano de governo é idêntico ao projeto do candidato derrotado, o tucano Aécio Neves (PSDB). Tanto é que para compor o seu governo provisório trouxe integrantes do PSDB, principalmente para a equipe econômica.
Plebiscito

Sobre a proposta de plebiscito sobre novas eleições, o “constitucionalista” Temer reforçou o seu desprezo às urnas. Disse que consultar o povo sobre os destinos do país neste momento é não é útil.

“Porque, no instante em que ela [Dilma] diz que aceita um plebiscito para eleições, é porque ela deseja voltar para depois não governar. Não é útil porque, se vai voltar para depois convocar eleições, então é porque não quer governar”, disse Temer.
Enquanto Temer só consegue enxergar as urnas como forma de chegar ao poder, a presidenta Dilma e demais setores progressistas propõem o plebiscito sobre novas eleições para buscar uma saída democrática que garanta legitimidade e legalidade.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências