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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rússia abriu um processo criminal sobre o genocídio da população de língua russa na Ucrânia (RT Notícias)

29/set/2014...

Postado: 29 de setembro de 2014 | 15:15 GMT Última Atualização: 29 de setembro, 2014 | 17:14 GMT



O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal sobre o genocídio da população de língua russa nas regiões ucraniana Donetsk e Lugansk, anunciou segunda-feira o porta-voz do Comitê Vladimir Markin.

"As ações da liderança das Forças Armadas da Ucrânia no leste teve como objetivo eliminar a população de língua russa. culpa dela 2.500 pessoas morreram ", disse Markin. Através de um comunicado publicado em seu site , o Comitê detalhando abriu um processo criminal de genocídio baseado em provas recolhidas detalhando a natureza das ordens emitidas entre 12 abril de 2014 e atualmente sênior militar ucraniano e posições políticas de as Forças Armadas ea Guarda Nacional da Ucrânia, eo grupo extremista Lei do Setor .

 O corpo como provado que estes pedidos foram "projetados para eliminar completamente a população de língua russa no território das Repúblicas do Povo de Donetsk e Lugansk." o documento observa que "os assassinatos de que falam russo cidadãos" levou com múltiplos lançamento tipo foguetes GRAD e Uragan, o cluster foguetes não guiados aviação, mísseis balísticos táticos Tochka mísseis de curto alcance e outras armas pesadas não seletivo. 

Como resultado, pelo menos 2.500 pessoas foram mortas e mais de 500 edifícios foram destruídos, incluindo casas, hospitais e escolas, forçando mais de 300 mil moradores buscam refúgio na Rússia, explica o comunicado. 

Donbass: Muitos dos que foram enterrados em covas baleado na cabeça à queima-roupa (RT Notícias)

29/set/2014...

Enviado: 30 setembro, 2014 | 01:59 GMT Última Atualização: 30 de setembro de 2014 | 01:59 GMT



Cerca de 400 corpos foram encontrados no total em todas as valas comuns na zona de conflito na Donbass, anunciou Vice-Primeiro-Ministro da República Popular de Donetsk, Andrei Purguín.
"Agora morgues [Donetsk e cidades vizinhas] encontraram 400 corpos, 350 deles são civis. Muitos deles estão em um estado que faz exatamente impossível identificar", disse Purguín. político afirmou que todos os corpos foram encontrados em vários túmulos localizados em diferentes lugares que estão agora sob o controle da milícia, mas que foram previamente controladas pelo  exército ucraniano .  


Autoridades da República tem planos de pedir a ajuda de especialistas russos para identificar os corpos através de teste de DNA, acrescentou Purguín.   setembro 28, na região de Donetsk, perto da cidade de Nizhnyaya Krynka,  descobriu  uma nova vala comum. Purguín lembrou que ele não é o primeiro poço é descoberto neste território anteriormente controlado o Exército ucraniano.    início da semana passada foram encontrados  enterros  ao lado de uma mina perto da mesma aldeia. Especialistas que examinaram o corpo concluíram que as vítimas foram baleadas na cabeça à queima-roupa. 

Tribunal Constitucional Espanhol suspende referendo da Catalunha (Giselle Garcia)

29/set/2014...

Tribunal Constitucional Espanhol suspende referendo da Catalunha

Giselle Garcia - Correspondente da Agência Brasil/EBC - Agência Brasil29.09.2014 - 19h32 | Atualizado em 29.09.2014 - 19h36


O Tribunal Constitucional Espanhol decidiu hoje (29), por unanimidade, suspender o referendo sobre a independência da Catalunha, região autônoma a Nordeste da Espanha. A decisão foi tomada em reunião extraordinária, com a participação dos 12 ministros que compõem o pleno. Os dois recursos apresentados pelo governo espanhol foram aceitos, um contra a lei que autorizava a realização da consulta e outro contra o decreto do presidente regional catalão, Artur Mas, assinado no sábado (27), convocando o referendo para o dia 9 de novembro.

A suspensão não é definitiva. O tribunal abre agora prazo de 20 dias para que as partes apresentem sua defesa. Em no máximo cinco meses, a corte emitirá a sentença final.

O presidente catalão aproveitou um evento público para comentar a decisão. Artur Mas ironizou a "velocidade supersônica" com que o Tribunal Constitucional se reuniu para analisar os recursos e classificou de "hostil" a postura do governo espanhol de tentar bloquear o referendo.

Mais cedo, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, criticou o processo separatista catalão e considerou a consulta “abertamente inconstitucional”. Ele fez referência ao Artigo 92 da Constituição Espanhola, que prevê a realização de referendos consultivos, mas requer a participação de todos os cidadãos espanhóis na consulta. “Não é certo que o direito de votar e de decidir seja dado unilateralmente a uma comunidade e negado ao resto da nação”, disse Rajoy.

Editor Nádia Franco

Disponível em: (http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2014/09/tribunal-constitucional-espanhol-suspende-referendo-da-catalunha). Acesso em: 29/set/2014.

Sucessões. Inventário. União Estável. Meação e herança. Companheira. Aplicação do artigo 1790 do Código Civil (2002). TJDFT.

29/set/2014...

Ementa:

Civil e processual civil. Direito das sucessões. Inventário. Companheira. Meação. Participação na sucessão de 50% (cinquenta por cento) de apenas um único imóvel, porquanto metade era de propriedade do de cujus e a outra (metade) de um dos herdeiros (fábio). Artigos 1.725 e artigo 1.790, ii, ambos do código civil. 
1. Segundo a exegese dos preceptivos insertos nos artigos 1.725 e 1.790, do código civil brasileiro, o ex-companheiro supérstite, além de meeiro concorre à sucessão com os filhos do autor da herança, calculada sobre todo o patrimônio adquirido pelo falecido durante a convivência. 
2. Precedente do stj: "recurso especial. Direito das sucessões. Arts. 1.659, vi, e 1.790, ii, ambos do código civil. Distinção entre herança e participação na sociedade conjugal. Proporção do direito sucessório da companheira em relação ao do descendente exclusivo do autor da herança (...) 2. Tratando-se de direito sucessório, incide o mandamento insculpido no art. 1.790, ii, do código civil, razão pela qual a companheira concorre com o descendente exclusivo do autor da herança, que deve ser calculada sobre todo o patrimônio adquirido pelo falecido durante a convivência, excetuando-se o recebido mediante doação ou herança. Por isso que lhe cabe a proporção de 1/3 do patrimônio (a metade da quota-parte destinada ao herdeiro) (...)". (stj, 4ª turma, resp. Nº 887.990/pe, rel. Min. Luis felipe salomão, dje de 23/11/2011). 
3. Precedente da casa: "constitucional e civil. Inventário e partilha. Sucessão. Companheiro. Concorrência com descendente comum. Constitucionalidade do inciso i do art. 1.790 do código civil. Inexistência de afronta ao princípio da isonomia. Sentença mantida. 1 - nos termos do inciso i do art. 1.790 do código civil, concorrendo o companheiro/companheira"com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho". 2 - o tratamento diferenciado conferido pelo código civil à sucessão do companheiro/companheira não padece de inconstitucionalidade, porquanto a união estável não se equipara ao casamento, devendo a lei apenas facilitar a sua conversão neste, conforme preceitua o § 3º do art. 226 da constituição da república. Por conseguinte, não se vislumbra violação ao princípio da isonomia. 3 - ainda que a aplicação das regras relativas à sucessão do cônjuge favoreça a menor, filha do falecido, inexistindo inconstitucionalidade no tratamento diferenciado à sucessão do companheiro, não se pode fazer incidir aquelas, a pretexto de melhorar a situação de outro herdeiro, pois o direito constitucional de herança foi devidamente respeitado nos moldes regulados pela lei civil. Apelação cível desprovida". (tjdft, 5ª turma cível, apc nº 2010.11.1.003934-4, rel. Des. Ângelo canducci passareli, dje 21/5/2013, p. 133). 
4. No caso dos autos, trata-se de apenas um imóvel, sendo que 50% (cinqüenta por cento) do mesmo era de propriedade do de cujus fábio e a outra metade, do herdeiro fábio filho, por isto apenas 50% (cinqüenta por cento) do imóvel está sendo inventariado, ou seja, os 50% (cinqüenta por cento) que pertencia ao falecido. 
4.1 logo, cabe à companheira 50% (cinqüenta por cento) sobre os 50% (cinqüenta por cento) do imóvel objeto de partilha, ou seja, 25% (vinte e cinco por cento) a título de meação, além da metade do que cabe a cada um dos descendentes, no caso três (art. 1790, ii cc/02). 5. Recurso conhecido, mas improvido. 
(TJDF – AI nº 20140020002622, Relator João Egmont, 5ª Turma Cível, J. 23/04/2014, Publ.  29/04/2014).

Disponível em: (http://ibdfam.org.br/jurisprudencia/2750/Direito%20das%20sucess%C3%B5es.%20Invent%C3%A1rio.%20Companheira.%20Mea%C3%A7%C3%A3o). Acesso em: 29/set/2014.

Acesso ao Acórdão: (http://ibdfam.org.br/jurisprudencia/2750/Direito%20das%20sucess%C3%B5es.%20Invent%C3%A1rio.%20Companheira.%20Mea%C3%A7%C3%A3o). Acesso em: 29/set/2014.

O presidente do PSB responde e Moniz Bandeira volta a alertá-lo (Qtmd)

29/set/2014...

SET282014

O presidente do PSB responde e Moniz Bandeira volta a alertá-lo

Moniz mão no rosto
Moniz Bandeira
roberto-amaral
Roberto Amaral












Segue resposta de Amaral a Moniz
Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2014
Estimado professor Moniz Bandeira
Respondo à sua carta-aberta, enviada de seu privilegiado posto de observação em St. Leon-Rot, Alemanha. Devo-lhe respeito e admiração. Acompanho sua produção literária. Dela é devedor nosso país. Considero sua liberdade e independência intelectuais, de “livre pensador”, condição que não posso arguir. Militante engajado, tenho compromissos com projetos, ideias e valores expressos em programa partidário que não pode ser alterado ao sabor de especulações como a de que a queda de uma aeronave resultou de conspiração estrangeira. Tampouco posso guiar-me por “premonições”. A famosa ‘realidade objetiva’ não me permite. O processo político-partidário, mesmo sem o “centralismo democrático”, impõe limites ao millordiano “livre pensar é só pensar”.
Certamente, o professor ainda admira aquele autor que escreveu: “Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. Caminhei, da juventude no antigo PCB, para, na maturidade, refundar o PSB ao lado de Antônio Houaiss, Jamil Haddad e, a partir de 1990, Miguel Arraes. Construímos permanentemente, no Partido, pontes para o futuro.
O PSB não abandonará o embate contra as desigualdades sociais, pela reforma agrária, pela defesa do meio-ambiente, pelo domínio de novas tecnologias, pela ampliação e melhoria do sistema de ensino e pela segurança do cidadão; não renunciará à luta pelos grandes projetos estratégicos, sejam os de infraestrutura para o desenvolvimento social e econômico, sejam os que darão suporte ao seu papel como ator global. Aqui me refiro, inclusive, às iniciativas que respaldarão militarmente a política externa soberana e à aproximação com nossos irmãos africanos e latino-americanos.
O PSB não arrefecerá seu compromisso de atuar como protagonista na construção da nação brasileira e não fará concessões aos desvios do patrimônio público. Renunciaria, ai sim, à presidência do PSB caso essas proposições fossem abandonadas. No calor de campanhas eleitorais sobram boatos e acusações sem eira nem beira. Eleições passam, professor, o país fica; o processo histórico segue sua marcha, a política sobrevive, os partidos ficam. Alguns, com ideários descaracterizados; outros, mais apegados aos seus princípios. Como dirigente do PSB, cabe-me zelar pelo cumprimento de nossos compromissos programáticos, observada a realidade objetiva. É o que farei. Mancharia minha biografia se, acossado por premonições e pela libertinagem do “livre pensar”, optasse pela cômoda retirada nesse momento tão rico da construção da democracia brasileira.
Com apreço, Roberto Amaral, presidente do Partido Socialista Brasileiro

Segue a réplica de Moniz a Amaral:

Prezado Professor Roberto Amaral:
Rogo-lhe que, por favor, não tergiverse.
Não mais se trata de premonição, mas de fato. Algo que previ (não sabia o que), a partir de alguns acontecimentos e circunstâncias, e confirmou-se, infelizmente, sob a forma de um desastre de avião, acidental ou não. Nada se pode afirmar, mas tudo se pode supor. No caso, tudo é possível.
A Sra. Marina Silva, que tinha um percentual maior de intenções de voto, tornou-se assim a candidata à presidência do Brasil, na legenda do PSB, que a abrigou.
Desde meus 15/16 estive envolvido nos meios políticos, trabalhei sempre nessa área, em vários jornais, e a partir do início de 1960, quando tinha apenas 24 anos e a completar os estudos de Direito, desempenhei a função de editor e analista político do Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, até o golpe de 1964, após o qual asilei-me no Uruguai juntamente com o presidente João Goulart e centenas de outros .
Em tais circunstâncias, com a experiência de militância contra a ditadura, que me levou a passar dez anos de minha vida entre exilado, clandestino, semiclandestino e preso (dois anos) pelo CENIMAR, de cujo pelotão participava um americano, bem como com o conhecimento da realidade internacional, o que previ foi a possibilidade de que algo (não imaginava o que) pudesse incapacitar o governador Eduardo Campos, cuja candidatura me parecia inviáverl, e que eventualmente a Sra. Marina Silva assumisse a cabeça da chapa.
E aconteceu.
A Sra. Marina já havia disputado a eleição de 2010 e obtivera uma expressiva quantidade de votos. Novamente, nas pesquisas para o pleito desse ano, 2014, manteve um percentual de intenções de voto superior ao do governador Aécio Neves, para o qual não se vislumbrava perspectiva de vitória. Daí é possível inferir que ela se tornou a esperança das forças mais conservadoras do país, acobertada pela histórica legenda do PSB.
É fato que a Sra. Marina Silva acervou em três anos R$ 1,6 milhão (um milhão e seiscentos mil reais), apenas com conferências, e se recusa a revelar as fontes que tanto lhes pagaram, alegando exigência de confidencialidade, conforme a Folha de São Paulo noticiou.
Por que a confidencialidade? As fontes não constam de suas declarações anuais de imposto de renda? Por que não as revela publicamente, como requereu a Folha de São Paulo? É estranho.
O segredo induz à desconfiança de que algumas das fontes possam ser a Open Society Foundation, do magnata George Soros, a New Endowment for Democracy ou a própria USAID, entre ONGs, que assumiram a função de promover regime change e patrocinaram as demonstrações da chamada Primavera Árabe e na praça Maidan, em Kiev, Ucrânia.
Tudo se pode imaginar.
Também constituem fatos as declarações da Sra. Marina Silva, em favor da privatização do Banco Central, contra o Mercosul, de interferência nos assuntos internos de Cuba, contrariando as linhas da política exterior do Brasil e, inter alia, de realinhamento com as diretrizes de Washington. Elas não são compatíveis com as tradicionais linhas ideológicas do PSB, do qual fui membro antes do golpe militar de 1964.
Cordialmente,
Prof. Dr. Dres. h.c. Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira

Disponível em: (http://quemtemmedodademocracia.com/2014/09/28/o-presidente-do-psb-responde-e-moniz-bandeira-volta-a-alerta-lo/). Acesso em: 29/set/2014.

Moniz Bandeira pede que o presidente do PSB renuncie para não imolar-se junto com a sigla (Qtmd)

28/set/2014...


SET232014

Moniz Bandeira pede que o presidente do PSB renuncie para não imolar-se junto com a sigla

Moniz mão no rosto
Moniz Bandeira
roberto-amaral
Roberto Amaral
















O Politólogo brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira, residente na Alemanha, enviou a seguinte carta ao presidente nacional do PSB, professor Roberto Amaral:
Estimado colega, Prof. Dr. Roberto Amaral
Presidente do PSB,
A Sra. Marina Silva tinha um percentual de intenções de voto bem maior do que o do governador Eduardo Campos, mas não conseguiu registrar seu partido – Rede Sustentabilidade – e sair com sua própria candidatura à presidência da República.
O governador Eduardo Campos permitiu que ela entrasse no PSB e se tornasse candidata a vice na sua chapa. Imaginou que seu percentual de intenções votos lhe seria transferido.
Nada lhe transferiu e ele não saiu de um percentual entre 8% e 10%. Trágico equívoco.
Para mim era evidente que Sra. Marina Silva não entrou no PSB, com maior percentual de intenções de voto que o candidato à presidência, para ser apenas vice.
A cabeça de chapa teria de ser ela própria. Era certamente seu objetivo e dos interesses que representa, como o demonstram as declarações que fez, contrárias às diretrizes ideológicas do PSB e às linhas da soberana política exterior do Brasil.
Agourei que algum revés poderia ocorrer e levá-la à cabeça da chapa, como candidata do PSB à Presidência.
Antes de que ela fosse admitida no PSB e se tornasse a candidata a vice, comentei essa premonição com grande advogado Durval de Noronha Goyos, meu querido amigo, e ele transmitiu ao governador Eduardo Campos minha advertência.
Seria um perigo se a Sra. Marina Silva, com percentual de intenções de voto bem maior do que o dele, fosse candidata a vice. Ela jamais se conformaria, nem os interesses que a produziram e lhe promoveram o nome, através da mídia, com uma posição subalterna, secundária, na chapa de um candidato com menor peso nas pesquisas.
O governador Eduardo Campos não acreditou. Mas infelizmente minha premonição se realizou, sob a forma de um desastre de avião. Pode, por favor, confirmar o que escrevo com o Dr. Durval de Noronha Goyos, que era amigo do governador Eduardo Campos.
Uma vez que há muitos anos estou a pesquisar sobre as shadow wars e seus métodos e técnicas de regime change, de nada duvido. E o fato foi que conveio um acidente e apagou a vida do governador Eduardo Campos. E assim se abriu o caminho para a Sra. Marina Silva tornar-se a candidata à presidência do Brasil.
Afigura-me bastante estranho que ela se recuse a revelar, como noticiou a Folha de São Paulo, o nome das entidades que pagaram conferências, num total (que foi, declarado) R$1,6 milhão (um milhão e seiscentos mil reais), desde 2011, durante três anos em que não trabalhou. Alegou a exigência de confidencialidade. Por que a confidencialidade? É compreensível porque talvez sejam fontes escusas. O segredo pode significar confirmação.
Fui membro do PSB, antes de 1964, ao tempo do notável jurista João Mangabeira. Porém, agora, é triste assistir que a Sra. Marina Silva joga e afunda na lixeira a tradicional sigla, cuja história escrevi tanto em um prólogo à 8a. edição do meu livro O Governo João Goulart, publicado pela Editora UNESP, quanto em O Ano Vermelho, a ser reeditado (4a edição), pela Civilização Brasileira, no próximo ano.
As declarações da Sra. Marina Silva contra o Mercosul, a favor da subordinação e alinhamento com os Estados Unidos, contra o direito de Cuba à autodeterminação, e outras, feitas em vários lugares e na entrevista ao Latin Post, de 18 de setembro, enxovalham ainda mais a sigla do PSB, um respeitado partido que foi, mas do qual, desastrosamente, agora ela é candidata à presidência do Brasil.
Lamento muitíssimo expressar-lhe, aberta e francamente, o que sinto e penso a respeito da posição do PSB, ao aceitar e manter a Sra. Marina Silva como candidata à Presidência do Brasil.
Aos 78 anos, não estou filiado ao PSB nem a qualquer outro partido. Sou apenas cientista político e historiador, um livre pensador, independente. Mas por ser o senhor um homem digno e honrado, e em função do respeito que lhe tenho, permita-me recomendar-lhe que renuncie à presidência do PSB, antes da reunião da Executiva, convocada para sexta-feira, 27 de setembro. Se não o fizer – mais uma vez, por favor, me perdoe dizer-lhe – estará imolando seu próprio nome juntamente com a sigla.
As declarações da Sra. Marina Silva são radicalmente incompatíveis com as linhas tradicionais do PSB. Revelam, desde já, que ela pretende voltar aos tempos da ditadura do general Humberto Castelo Branco e proclamar a dependência do Brasil, como o general Juracy Magalhães, embaixador em Washington, que declarou: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil.”
Cordialmente,
Prof. Dr. Dres. h.c. Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira
Reilinger Str. 19
68789 St. Leon-Rot – Deutschland
Tel.: 0049-6227/880533
Fax: 0049-6227/880534

Disponível em: (http://quemtemmedodademocracia.com/2014/09/23/moniz-bandeira-pede-que-o-presidente-do-psb-renuncie-para-nao-imolar-se-junto-com-a-sigla/). Acesso em: 29/set/2014.

Debate foi luta na qual Marina entrou com a cara (Josias de Souza)



Debate foi luta na qual Marina entrou com a cara

Josias de Souza


O debate presidencial transmitido na noite passada pela Record foi uma espécie de luta de boxe na qual Marina Silva entrou com a cara. Dilma Rousseff esmurrou-a impiedosamente. Aécio Neves desferiu-lhe um par de jabs. Até a nanica Luciana Genro levou-a às cordas. No final, a parte da anatomia de Marina que mais apareceu no vídeo foi seu queixo de vidro.

Anabolizada pelo treinamento do marketing, Dilma foi para cima de Marina já na primeira pergunta. “A senhora mudou de partido quatro vezes, mudou de posição de um dia para outro em problemas de extrema importância, como a CLT, a homofobia e o pré-sal. Num debate da Bandeirantes, a senhora disse que tinha votado a favor da criação da CPMF porque achava que era o melhor que se podia ter para a saúde. Qual foi mesmo o seu voto como senadora?”
A indagação de Dilma ecoava uma propaganda que sua campanha veiculara na tevê ao longo do domingo, como quem prepara uma emboscada. Escorada no noticiário, a peça demonstrava que, diferentemente do que dissera, Marina votara contra a proposta de criação da CPMF em duas ocasiões. Como as votações ocorreram em dois turnos, ela dissera “não” ao chamado imposto sobre o cheque quatro vezes.
Sem poder negar o inegável, Marina ajustou a declaração que fizera antes. Em verdade, ela endossara a CPMF na votação da proposta que criou o Fundo de Combate à Pobreza, uma iniciativa do ex-senador pefelê Antonio Carlos Magalhães. “A composição do fundo seria: recursos da CPMF e dos impostos sobre cigarro”, disse Marina no debate. “Naquela oportunidade, [...] portanto, votei favoravelmente, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy, mesmo com a oposição séria de várias lideranças do PT, que à época diziam que eu estava favorecendo um senador de direita.”
Punhos em riste, Dilma foi à réplica: “Candidata Marina, eu não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Nessas quatro vezes a senhora votou não. Isso consta dos anais do Senado. Atitudes como essas produzem insegurança. Governar o Brasil requer firmeza, coragem, posições claras e atitudes firmes. Não dá pra improvisar. Então, candidata, me estarrece que a senhora não lembre como votou quatro vezes contra a criação da CPMF.”
Abstendo-se de comentar os votos contrários, Marina, por assim dizer, dobrou os joelhos: “Eu me lembro exatamente quando votei a favor. Não tenho a lógica da oposição pela oposição nem da situação raivosa, que não é capaz de dialogar em nome dos interesses do Brasil. E nem da situação cega, que só vê qualidades mesmo quando os defeitos são evidentes. Tive uma prática coerente a vida toda. Defendi, sim, a CPMF para o fundo de combate à pobreza e é mais uma das conversas que o PT tem colocado para deturpar o processo.” Tempo esgotado, cortou um dos apresentadores.
Marina vem dizendo que prefere o debate ao embate. Após assistir à surra da noite passada, um de seus aliados disse que Marina talvez devesse considerar a hipótese de entrar na briga de uma vez por todas. Sob pena de morrer como uma transeunte inadvertida. Em política, quem se entrega ao dilema shakespeariano (to be ou not to be) raramente chega a ser.
Dilma foi aos estúdios da Record orientada para esfregar na cara de Marina as mistificações que, exploradas na propaganda eleitoral petista, puxaram-na para baixo nas pesquisas. “Não se pode usar dois pesos e duas medidas”, fustigou Dilma noutra passagem. “Qual é a posição da senhora a respeito dos créditos para os bancos públicos, o chamado crédito direcionado subsidiado? A senhora sabe a quanto monta esse crédito?”
Além de virar um ser que se justifica a cada sílaba, Marina fez, de resposta em resposta, propaganda involuntária dos programas expostos na vitrine eleitoral de sua antagonista: “Eu não só vou manter o crédito dos bancos públicos para o Minha Casa, Minha Vida, para ajudar a nossa agricultura a se desenvolver, como vou fortalecer os bancos públicos. Isso é mais um boato que está sendo dito em relação à nossa aliança, de que nós vamos enfraquecer os bancos públicos.”
Dias atrás, Marina chorou ao comentar os ataques que o petismo lhe faz com o endosso de Lula. De tanto se queixar dos boatos criados na usina de marketing de João Santana, a rival de Dilma acabou se auto-fragilizando. Candidato que muito reclama de malandragens dos rivais acaba soando como comandante de navio que se queixa do mar.
“O que vamos evitar é aquele subsídio que vai para empresários falidos, meia dúzia de escolhidos para ser campeões do mundo”, prosseguiu Marina. “…Esses, sim, não terão vez no meu governo. Não vamos permitir que recursos do BNDES sejam usados por meia dúzia.”
E Dilma: “Interessante, porque no seu programa consta justamente que a senhora vai reduzir o papel dos bancos públicos.” Ensaiada, a discípula de João Santana tirou sarro de Marina: “Sei que a senhora não sabe o montante dos créditos direcionados. É R$ 1,340 trilhão de reais. Isso significa, candidata, que toda a estrutura do Brasil, a produtiva e a social, está ligada a esse crédito.”
“Eu vou manter, sim, o crédito direcionado…”, repisou Marina. “Isso está muito claro no meu programa. É mais um dos boatos que estão sendo espalhados.” Um repórter perguntou quem decidiria sobre a manutenção de programas sociais como o Bolsa Família num hipotético governo Marina, ela ou seus assessores bem-nascidos?
“Quem vai decidir a manutenção dos programas sociais do meu governo é a sociedade brasileria”, respondeu Marina. Instado a comentar, Aécio Neves acionou os punhos: “No meu governo, serei eu que irei decidir. E eu manterei os programas sociais, blá, blá, blá…”
Aécio continuou jabeando: “…Vejo com certa estranheza a candidata Marina se queixar muito, hoje, das ofensas, das calúnias e dos boatos que os candidatos de oposição sofrem, de que vão acabar com esses programas sociais. Os boatos realmente existem, candidata, mas sempre existiram. Edistiram contra nós quando a senhora estava no PT. E não me lembro, infelizmente, de nenhuma palavra da senhora contra esse tipo de política que o PT continua praticando.”
A alturas tantas, Marina dirigiu a Aécio uma questão sobre a matriz energética do país. Concordaram no essencial: é preciso diversificar o modelo, adicionando a energia eólica, a solar e a da biomassa. Mas Marina criticou a “falta de planejamento” que vigorou nos governos do PT e também no do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Aécio viu-se compelido a defender o correligionário. Fez isso atacando: “A senhora cita governo Fernando Henrique, que tinha um grande desafio: o desafio de domar a inflação, de tirar o perverso imposto inflacionário das costas do trabalhador brasileiro. Lutamos muito por isso, contra o PT. Isso aconteceu, lamentavelmente, num tempo em que a senhora participava do PT.”
O marqueteiro Duda Mendonça costuma dizer que o eleitor prefere ouvir propostas a testemunhar ataques. Por essa teoria, a pancadaria pode se voltar contra o agressor. Responsável pelos efeitos especiais do comitê de Dilma, João Santana, que já trabalhou com Duda, subverte essa lógica. Até aqui, foi na base da pancada que ele puxou Marina para baixo e melhorou os índices de sua candidata nas pesquisas.
Além do auxílio luxuoso de Aécio, que tenta tomar o lugar de Marina no segundo turno, João Santana contou com o reforço de Luciana Genro. “Tu tens dito que defendes uma nova política”, disse a candidata do PSOL para Marina. “Mas teus economistas são ligados ao PSDB… e tua campanha é financiada por bancos e empreiteiras. Como é que tu vais fazer uma nova política com esses aliados.”
Marina levou um minuto e meio para dizer que Luciana não entendia nada de nova política, que “está sendo feita pela sociedade brasileira”. E sua interlocutora: “A nova política da Marina é assim: ela recebe a pressão do agronegócio, cede e diz que nunca foi contra os transgênicos. À pressao dos banqueiros, ela cede dizendo que vai dar autonomia pro Banco Central. À pressão dos reacionários do Congresso, [...] ela cede e joga na lata do lixo o seu programa de defesa dos direitos LGBT. Essa é a nova politica da Marina. Mais velha do que a história.”
Nas cordas, Marina fez para a nanica Luciana a mesma pose de vítima que faz para a peso-pesado Dilma: “A nova política que eu pratico é exatamente para evitar esse tipo de atitude, que espalha boatos, que espalha calúnias, sem nenhum compromisso com a verdade. Isso é velha política.”
Disponível em: (http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/09/29/debate-foi-luta-na-qual-marina-entrou-com-a-cara/). Acesso em: 29/set/2014.

No penúltimo debate Dilma parte para o ataque (Carta Capital)

29/set/2014...

No penúltimo debate, Dilma parte para o ataque

Alvo de opositores, presidenta acusou Marina de ter votado contra a CPMF e partido do Aécio de vender parte da Petrobras "a preço de banana"
por Redação — publicado 29/09/2014 01:02, última modificação 29/09/2014 01:30

Ichiro Guerra/ Dilma 13
Debate na Record
Debate na Record
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No penúltimo encontro entre os candidatos à Presidência da República, a presidenta Dilma Rousseff partiu para o ataque contra seus adversários. Alvo de críticas por conta de sua gestão no Planalto, como já era esperado para o debate, a candidata à reeleição pelo PT não se furtou de ser combativa no encontro promovido pela TV Record neste domingo 28.

Ao desenterrar um discurso de Aécio Neves (PSDB) de 1997, quando ele ainda era deputado federal, Dilma lembrou da fala na qual o tucano defendia a privatização da Petrobras. “Em seu discurso na Câmara em março de 1997, o senhor falou em privatizar a Petrobras. Quais as privatizações que estão no radar?”, questionou a presidenta.
Aécio negou a intenção de privatizar a estatal hoje, mas disse ter planos para o futuro da empresa. “Eu tenho sido claro: nós não vamos privatizá-la, mas vou reestatizá-la. Vamos tomar das mãos desse grupo político que tomou a empresa e está fazendo negócios com ela há 12 anos”, afirmou. “É vergonhoso. As denúncias não cessam. E não há um sentimento de indignação por parte da senhora. Esta indignação que está faltando”. Ao que a presidenta respondeu: “Eu registro que os senhores foram sempre favoráveis a uma relação com a Petrobras de privatização. É eleitoreiro dizer que vai reestatizar. Tentaram tirar o nome “Bras” para vender mais fácil no exterior. Venderam parte dela a preço de banana”.
Logo no início do debate, Dilma escolheu a ex-senadora e ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB) para perguntar: “Candidata, a senhora mudou de partido quatro vezes nesses três anos. Mudou de posição em temas como CLT, homofobia e pré-sal. Qual foi mesmo o seu voto como senadora na questão da CPMF?”.
A ex-PT e PV se irritou com a pergunta e disse: “Mudei de partido para não mudar de ideais. Naquela oportunidade, tanto na comissão quanto no plenário voltei favorável, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy. Eu não faço oposição por oposição, sei o que é melhor para o Brasil”. A resposta de Marina foi automaticamente contestada por Dilma: “Não entendo como pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Atitudes como essa produzem inseguranças. Governar o Brasil requer firmeza”.
Depois de dizer que lembrava-se de ter votado a favor, a candidata pelo PSB criticou a política de biocombustíveis do governo atual e falou em 70 usinas fechadas, 40 em recuperação e 60 mil empregos perdidos. “A política de etanol do meu governo é baseada naquilo que você é contra: subsídio. Temos isso através de desoneramento. E temos um conjunto de medidas para reforçar o setor de etanol”, disse Dilma.
Ao responder sobre criminalidade, Dilma elogiou a integração das polícias durante a Copa do Mundo, apesar de as forças de segurança terem ficado marcadas pela dura repressão aos manifestantes durante o Mundial.
Ao longo do primeiro bloco, Dilma pediu quatro vezes direito de resposta, sendo um quando Marina Silva citou seu governo ao questionar Aécio Neves sobre política energética e outro em resposta ao Pastor Everaldo (PSC), que criticava a política econômica do governo. A televisão negou três dos quatro pedidos. Nos 30 segundos que lhe foram concedidos, Dilma disse que demitiu o ex-diretor de abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa, e que a Polícia Federal do seu próprio governo o investigou. Aécio Neves, no entanto, lembrou que a Polícia Federal tem prerrogativas para isso e não precisa da ordem do chefe do Poder Executivo para fazê-lo.
Marina Silva também requereu um pedido de resposta após Eduardo Jorge dizer que a ex-ministra do Meio Ambiente havia saído do PV em uma disputa de poder pela direção do partido. A Rede Record negou o pedido da candidata.
Em alguns momentos, Aécio Neves e Marina Silva pareciam dispostos a se unir contra Dilma no debate, especialmente quando o tema era energia. Depois de Marina criticar o excesso de improviso, a falta de planejamento e o gasto de bilhões com termoelétricas, o candidato pelo PSDB disse: “Candidata Marina, nós concordamos com a senhora na necessidade de diversificação da matriz energética”. Aécio, entretanto, procurou se diferenciar da candidata do PSB ao lembrar o passado petista de Marina.
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Foi o candidato do PRTB, Levy Fidelix, no entanto, o protagonista de um dos momentos mais polêmicos do debate. Ao falar sobre união entre homossexuais, Levy Fidelix disse que “aparelho excretor não reproduz” e que é necessário “enfrentar” essa minoria. O candidato do PRTB fez uma série de afirmações homofóbicas ao responder questão da candidata do PSOL, Luciana Genro. Ele disse que “dois iguais não se reproduzem” e que o Brasil diminuiria de tamanho caso essa prática fosse "estimulado".

Levy Fidelix criticou ainda a falta de estrutura das Forças Armadas brasileiras e acusou o governo federal de deixar o território desprotegido em meio a “ameaças” como o narcotráfico, “países bolivarianos” e “guerrilhas”.
Em resposta a Levy Fidelix, o Pastor Everaldo disse ainda que pretende dar maiores condições para as Forças Armadas, além de colocar “um oficial de alta patente como ministro da Defesa”.
Candidato à Presidência pelo PV, Eduardo Jorge teceu duras críticas ao programa Mais Médicos, do governo federal, ao reclamar da falta de formação de médicos no País e comparar as condições de trabalho dos médicos cubanos a “semi-escravidão”. Ele também lembrou que o PT foi a favor do fim da CPMF. Jorge criticou ainda as semelhanças entre as propostas do PSB, PT e PSDB. “Sinceramente, tem que olhar com uma lupa para conseguir ver a diferença”.
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Disponível em: (http://www.cartacapital.com.br/politica/no-penultimo-debate-dilma-parte-para-o-ataque-9683.html?utm_content=buffercb994&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer). Acesso em: 29/set/2014.