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sexta-feira, 29 de março de 2013

Base Naval de Guantánamo, el Infierno en la Tierra (Yolaidy Martínez Ruiz)

Base Naval de Guantánamo, el Infierno en la Tierra


Guantanamo Naval Base, Inferno na Terra

29 DE MARÇO DE 2013 FAÇA UM COMENTÁRIO
BNGPor Yolaidy Martínez Ruiz
"Não são cumpridos os direitos humanos . Eles poderiam fazer o que quisessem com a gente ", diz Murat Kurnaz, ex-prisioneiro de Guantánamo , situado em um território ocupado arbitrariamente a Cuba mais de 100 anos atrás.
Depoimentos como o jovem turco-alemão ilustrar a situação atual dos que permanecem bloqueadas no centro militar, inaugurado em Janeiro de 2002 no país do Caribe sudeste contra a vontade de suas autoridades governamentais e pessoas.
Em março esta notícia a nível internacional é uma greve de fome iniciada por numerosos prisioneiros, doentes das condições terríveis, de abuso e castigos degradantes sofridos na base dos EUA.
Cidadãos seus protagonistas maioria árabes recorreram ao jejum desde fevereiro último 6 como forma de denunciar as violações contínuas dos direitos mais fundamentais de qualquer ser humano: a ser tratados como indivíduos e com respeito.
Um total de 166 estrangeiros têm quase 11 anos atrás de arame farpado, sem enfrentar acusações criminais de específico, isolado do resto do mundo, sob um desamparo absoluto legal e expostos a abuso, incluindo formas cruéis de tortura.
Seis deles começou o protesto, que em poucos dias tornou-se radicalizou e conseguiu marcar mais de 100 contra a imposição de severas medidas disciplinares como reclusão por tempo indefinido, os registros e pertences pessoais apreendidos exemplares do Alcorão, o livro sagrado muçulmanos.
Os advogados dos presos se queixam de que a ocupação destes textos é considerado uma profanação da fé religiosa de seus clientes, todos realizados no bloco chamado Campo seis.
Mas o Departamento de Defesa nega que a causa real do incidente é a ocupação do Alcorão e se esforça para lidar com baixo perfil greve, considerada a maior e mais intenso registrado nas prisões de Guantánamo.
O Pentágono também persiste em números disfarce e só falam de 30 grevistas, 11 deles alimentados por sonda nasogástrica e outros três hospitalizados por desidratação extrema.
Mas os advogados dizem que o número real é de 130 presos e com exceção de alguns presos mais velhos, aceita todos os nutrientes que dão as autoridades da prisão e apenas beber água.
Mesmo o chefe da base de comando EUA implantado recentemente disse detentos começaram o jejum, porque eles estão frustrados com a recusa da Casa Branca para fechar este centro e também reconheceu a intensidade crescente da medição de pressão.
"Eles foram muito otimista sobre o fechamento de Guantánamo. Aparentemente, foram devastadas (...) quando o presidente ( Barack Obama ) revogar essa decisão. Nós sabemos disso porque dizê-las ", disse o general John Kelly antes do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados.
Obama prometeu durante a campanha eleitoral de 2008 a fechar as instalações, mas não cumpriu a promessa em seu primeiro mandato, nem levantou a questão depois de ter sido reeleito no ano passado para um novo mandato.
Além disso, o mainstream EUA mídia de notícias e apenas tentar as notas greve quando o fazem somente forneceu financiamento para renovar a base naval.
"Nós ouvimos que os advogados não estão autorizadas a visitar os prisioneiros. Além disso, há uma grande diferença entre o que dizem os advogados e administração. Isso mostra que o governo ainda está tentando silenciar a situação, não quero ser transmitido. E isso significa que algo grave aconteça ", disse ele sobre Andy Worthington, jornalista britânico e pesquisador.
Enquanto isso, George Galloway, MP, no Reino Unido, disse que se um cenário semelhante garantiria outro país dos meios de comunicação ocidentais teriam saturado em jornais impressos, rádio, televisão e Internet.
Apesar do silêncio da mídia, a greve se expande e ganha terreno em canais de comunicação de todo o mundo que, mesmo divulgar as condições das prisões horríveis do campo de detenção desde que abriu.
Além disso, entre os membros dos Estados Unidos de testemunha contra a Tortura defesa-civil-organização de desenvolver vários dias de jejum, vigílias e protestos pacíficos em Washington, Nova York, Chicago, Los Angeles e outras cidades, em solidariedade com os detidos em Guantánamo .
O grupo publicou uma lista com os nomes dos prisioneiros na instalação militar e apelou aos cidadãos norte-americanos a enviar cartas para os líderes militares para protestar contra os abusos cometidos contra prisioneiros.
O que é Guantánamo?
Os EUA base naval de Guantánamo foi transformada em uma prisão após os ataques de 11 de setembro de 2001, para incluir Há alguém fotografado com uma suposta guerra internacional contra o terror lançada por Washington.
O centro é considerado um campo de concentração moderno, onde a população carcerária são aplicadas a várias formas de tortura, como confinamento solitário, temperaturas extremas ou mantê-los amarrado em posição fetal por mais de 24 horas sem comida.
Aqueles que conseguiram sair de lá concorda classificado como uma versão refinada de terror contra a espécie humana, o estilo dos métodos utilizados pelos nazistas em Auschwitz, Dachau, Sachsenhausen, Buchenwald, Flossenburg, Mauthausen e Ravensbrück.
Os tribunais militares de detenção do acampamento têm imposto sentenças de morte e cujas decisões são finais, aceita como credíveis as provas "confissões" obtidas sob coação ou tortura.
Documentos vazados pelo WikiLeaks revelou o site alternativo usando práticas violentas de interrogadores Agência Central de Inteligência (CIA), obcecados com a obtenção de confissões sobre o falecido líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, morto por militares dos EUA.
Este meio digital também tornou públicos os casos de Abdul Raziq modula afegão ea Arábia Mishal Awad Sayaf Alhabiri, alguns dos prisioneiros que sofrem de doença psiquiátrica que cometeu várias tentativas de suicídio e anos atrás das grades antes de serem transferidos para seus países de origem .
A base ainda está em aberto, apesar da condenação internacional de grande porte e atrocidades cometidos denúncia em curso pela CIA e os militares dos EUA.
Permanece em aberto, embora represente um custo enorme para os contribuintes americanos, para cada preso custa ao Estado cerca de orçamento $ 800.000 de um ano contra o 35000 com que um prisioneiro é mantido em prisões na União Europeia.
E ainda abrir, porém, como dizem os analistas, é um "buraco negro" em termos de respeito aos direitos civis e apenas ajudar a encher de vergonha na história da humanidade.
(Com informações da Prensa Latina)

As empregadas e a escravidão (Urariano Mota)

As empregadas e a escravidão | Direto da Redação - 11 anos

Publicado em 28/03/2013

As empregadas e a escravidão




Recife (PE) - Por caminhos tortos, Joaquim Nabuco teve uma das suas iluminações quando escreveu:  "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Sim, por caminhos tortos, porque depois de uma frase tão magnífica, de gênio do futuro, Joaquim Nabuco sem pausa continuou, num encanto que esconde a crueldade: 

 “Ela (a escravidão) espalhou por nossas vastas solidões uma grande suavidade; seu contato foi a primeira forma que recebeu a natureza virgem do país, e foi a que ele guardou; ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos; insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem pesar, suas lágrimas sem amargor...”.

Penso na primeira frase de Nabuco, a da escravidão como característica do Brasil, nestes dias em que o Congresso dá um primeiro passo para a superação da herança maldita. Não quero falar aqui sobre as conquistas legais para as empregadas domésticas,  da nova lei sobre a qual os jornais tanto têm falado como num aviso: “patroas, cuidado, domésticas agora têm  direitos”. Falo e penso nas empregadas que vi e tenho visto no Recife e em São Paulo. No aeroporto de Guarulhos eu vi Danielle Winits, a famosa atriz da Globo, muito envolvida com o seu notebook, concentradíssima, enquanto o filhinho de cabelos louros berrava. Para quê? A sua empregada, vestida em odioso e engomado uniforme, aquele que anuncia “sou de outra classe”, cuidava para que a perdida beleza da atriz não fosse importunada. Tão natural... os fãs de telenovelas não viam nada de mais na mucama no aeroporto, pois faziam gracinhas para o bobinho lindinho.

Em outra ocasião, numa terça-feira de carnaval à noite, vi no Recife uma jovem à minha frente, empenhada em ver a passagem de um maracatu. Tão africano, não é? Junto a ela uma senhora – desta vez sem uniforme, mas carregando no rosto e modos a servidão – abrigava nos braços um bebê. Os tambores, as fantasias, eram de matar qualquer atenção dirigida à criança, que afinal estava bem cuidada, sob uma corda invisível que amarrava a empregada. Então eu, no limite da raiva, oferecei o meu lugar à sua escrava sobrevivente, com a frase: “a senhora, por favor, venha com o seu filho aqui para a frente”. A empregada quis se explicar, coitada, morta de vergonha, enquanto a doce mamãe não entendia o chamamento irônico, pois me olhava como se eu fosse um marciano. Espantada, parecia me dizer: “como o meu filho pode ser dessa aí?”.    
      
O desconhecimento de direitos elementares às empregadas domésticas, como privacidade, respeito, a falta de atenção para ver nelas uma pessoa igual aos patrões, creio que sobreviverá até mesmo à nova lei. É histórico no Brasil, atravessa gerações e atinge até mesmo os mais jovens e pessoas que se declaram à esquerda. É como se estivesse no sangue, como se fosse genético, de um caráter irreprimível. Até antes delas vão a democracia e a igualdade. A partir delas é outra história. Quantas vezes vemos nos restaurantes jovens casais com suas lindas crias, tendo ao lado as escravas, que nem sequer têm direito a provar da bebida e da comida? Isso nos domingos e feriados, pois esses são os dias das patroazinhas se divertirem. É justo, não é? O feminismo se faz para que mulheres sejam cidadãs, mas a cidadania só alcança os iguais, é claro.
Em todas as situações desconfortáveis, se ousamos estranhar, ou agir com pelo menos um olhar atravessado para essa infâmia, recebemos a resposta de 

A queda de Feliciano não é a linha de chegada. É o ponto de partida (Leonardo Sakamoto)


A queda de Feliciano não é a linha de chegada. É o ponto de partida

sakamoto
Marco Feliciano não me representa. Mas boa parte do Congresso Nacional também não.
Como deu para ver no rosário de posts em que tratei do tema, é claro que torço para que o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias seja substituído o quanto antes, pois sua permanência não apenas coloca em risco o trâmite de projetos importantes que ajudariam a garantir a dignidade de grupos que são tratados como cidadãos de segunda classe como também é uma piada de mau gosto à história das conquistas sociais no país. Sem falar do fato de que ele é sim consequência do crescimento de posições conservadoras na sociedade brasileira. Que merecem ser combatidas democraticamente, no voto e no debate público – debate que, muitas vezes, essas posições se furtam a fazer.
Defendo que todas as formas de pensamento estejam representadas na Câmara dos Deputados, mesmo as quais eu não concorde – exceto, claro, as racistas, xenófobas, preconceituosas e discriminatórias. Afinal de contas, garantir que babacas usem a tribuna para cometer crimes é o ó do borogodó. ”Ai, japonês! E a liberdade de expressão? E o meu direito de fazer os outros sofrerem destilando a minha ignorância? Seu comunista totalitário! Seu safado! Vem cá que te dou uma sova! Se fosse no tempo da Gloriosa, você já estaria morto…” Deu para entender, né?
Uma consequência boa de tudo isso é que a situação bisonha alertou muita gente para o que acontece no parlamento federal. Mas elevar o caricato e esperto Marco Feliciano à categoria de inimigo comum, gerando uma popular identidade reativa, é relativamente fácil. Difícil é fazer oposição a pessoas e programas que sistematicamente e historicamente tentam retirar direitos, mas que são menos caricatos e mais espertos que o pastor supracitado. Parte da bancada ruralista se encaixa nessa categoria, por exemplo. Rifou o futuro das próximas gerações ao transformar o Código Florestal em papel maché, persegue os direitos das populações indígenas (que sofrem com genocídios, como o que ocorre no Mato Grosso do Sul) e caminha a passos largos para acender a churrasqueira com a (pouca) proteção de que dispõem os trabalhadores rurais.
Bancada ruralista que, inclusive, se aliou à bancada evangélica para que, juntas, possam transformar este país em um grande romance de Dias Gomes, com o Coronel, o Padre e o Delegado tomando uma cachacinha e decidindo os rumos do latifúndio.
A (dura) luta pela garantia das liberdades individuais é uma agenda suprapartidária, que consegue reunir simpatizantes de partidos diversos como o PT e o PSDB, liberais na política e liberais do comportamento. Mas essa articulação e mobilização popular bem que poderiam se manter após esse embrólio com o meninão se resolver. Usar toda esse pessoal em rede e com boa vontade para monitorar de perto outras ameaças em curso no Congresso Nacional.
Até porque pessoas como Marco Feliciano ou Jair Bolsonaro assumem um papel que lhes permite manter uma reserva de votos em todas as eleições o suficiente para se eleger e, talvez, alguns de seus correligionários, mas seu discurso não lhes permitirá alcançar cargos majoritários – pelo menos enquanto o Brasil não for de Cristo ou os milicos de pijama não mandarem os ferro-velhos que eles chamam de tanques para as ruas. O mesmo não posso dizer de outros pessoas e programas políticos que vão, em silêncio, roubando o que não é deles.
Para quem se preocupa com a dignidade humana, a queda de Feliciano não pode ser a linha de chegada. Tem que ser apenas o começo.
Fonte: Blog do Sakamoto 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Câncer nos líderes de Esquerda da América Latina (Blog do Professor Adail)


TERÇA-FEIRA, 26 DE MARÇO DE 2013

Câncer nos lideres de Esquerda da America LATINA


Um artigo publicado no início de 2012 pelo jornal britânico The Guardian revelava que a CIA tinha desenvolvido uma arma para gerar células de câncer e faz um longo relato dos líderes de esquerda, adversários dos EUA, que já morreram da doença.

Quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, especulou que os Estados Unidos poderia ter desenvolvido uma forma de fazer uma arma que provocava câncer, parecia um caso para o Arquivo X e os teóricos da conspiração.
A afirmação do mandatário venezuelano aconteceu depois de vários líderes latino-americanos terem sido diagnosticados com a doença. A lista incluía o ex-presidente argentino Nestor Kirchner (cólon), Dilma Rousseff, Brasil (linfoma), seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (garganta); próprio Chávez (desconhecido) Evo Morales, da Bolívia (nasal), e Fernando Lugo do Paraguai (linfoma).
O que todos têm em comum, além do câncer? Eles são líderes de esquerda. Coincidência? Em seu discurso em 28 de dezembro de 2011 para as Forças Armadas venezuelanas, Chávez sugeriu que os EUA poderia ter encontrado uma maneira de produzir câncer em líderes latino-americanos.
"Seria tão estranho ter inventado a tecnologia para espalhar o câncer e não aprendem por mais 50 anos?", Disse Chávez. "É difícil de explicar, mesmo com a lei das probabilidades, o que foi acontecendo com alguns líderes da América Latina. É muito estranho para dizer o mínimo”, acrescentou.

Chávez disse que recebeu um aviso do líder cubano, Fidel Castro, que sobreviveu a centenas de tentativas de assassinato. "Fidel sempre me disse: 'Chávez tenha cuidado. Essas pessoas têm desenvolvido tecnologia. Você é muito descuidado. Cuidado com o que você come, e o que te dão para comer... uma pequena agulha te injeta e você não sabe o que '", disse ele.

Soa exagerado? WikiLeaks informou que, em 2008, a CIA pediu a sua embaixada no Paraguai que obtivesse todos os dados biométricos, incluindo DNA, dos quatro candidatos presidenciais.
Os teóricos em conspirações caribenhas acreditam que a CIA também esteja envolvida na morte de ativista dos direitos civis, de Trinidad e Tobago e pan-africanista Kwame Ture, o lendário ícone do reggae Bob Marley e o primeiro-ministro Rosie Douglas de Dominica.

Durante as investigações da Comissão Especial do Senado dos EUA, sobre os planos de assassinato de líderes estrangeiros pela CIA em 1975, foi revelado que a agência tinha desenvolvida uma arma de dardos com veneno que causava ataques cardíacos e câncer em que era atingidos.
A arma tinha o poder de disparar um dardo com ponta de veneno líquido congelado, a espessura de um cabelo humano e um quarto de polegada de comprimento, o que podia penetrar na roupa, era quase impossível de detectar e não deixava vestígios no corpo da vítima.

Kwame Ture e Stokely Carmichael, o radical ex-líder dos Panteras Negras que criou o Movimento Negro em 1960, morreu afirmando que a CIA o havia envenenado com câncer. Ture morreu de câncer de próstata aos 57 anos, em 1998. Seu amigo, artista multimídia e ativista Wayne Morris disse que Ture Rafiki afirmou "não há dúvida" de que a CIA tinha lhe introduzido o câncer.

Bob Marley morreu de melanoma em 1981. Ele tinha 36 anos. O relatório oficial é que o câncer contraído em 1977, depois de uma lesão no dedo do pé que nunca curou, enquanto jogava futebol. Os teóricos da conspiração afirmam que Marley recebeu de Carl Colby, filho do ex-diretor da CIA, William Colby, um par de botas com um pedaço de fio de cobre no interior, que foi coberto com uma substância cancerígena que espetou o dedo polegar do artista.

Referentes aos sapatos envenenados existem uma aterrorizante coincidência entre Marley e Castro. No caso de Marley, se presume que a CIA tenha colocado câncer em suas botas e para Castro, colocou as altamente venenosas “sais de talo” em seus sapatos.

Oito meses depois de ter sido eleito primeiro-ministro de Dominica, o politico radical Rosie Douglas foi encontrado morto no chão de sua casa, em 2000.
A causa da morte foi considerada como o resultado de um ataque cardíaco fulminante. Seu coração era o dobro do tamanho normal.

Cabral, o filho mais velho de Douglas, insistiu que seu pai tinha sido assassinado e também desconfiou do envolvimento da CIA. Em 1998, lembrando na ocasião que Moshood Abiola, o homem que pensa que ganhou as eleições de 1993 na Nigéria, tinha morrido de um ataque cardíaco depois que lhe deram um cocktail que expandiu o seu coração para o dobro do seu tamanho normal.

Jack Ruby, o assassino de Lee Harvey Oswald, o suposto assassino do presidente dos EUA John F. Kennedy, morreu de câncer de pulmão em 1967. O estranho é que as células cancerosas não eram do tipo que se origina no sistema respiratório. Disseram a sua família que lhe haviam injetado células cancerosas na prisão, onde ele foi tratado com injeções para a cura de um resfriado. Ele morreu pouco antes de depor perante o Congresso.

A Lockerbie, Abdelbaset al-Megrahi, desenvolveu um câncer terminal. O líder do partido de oposição do Canadá, de tendência esquerdista, o Novo Partido Democrático (NDP), Jack Layton, morreu de uma forma de câncer não revelado em 2011. Parecem que ter tendências de esquerda pode ser perigoso para a saúde.

Em 1953, os russos usando micro-ondas para atacar o pessoal da Embaixada dos EUA em Moscou, e um terço do pessoal morreu de câncer devido à radiação de micro-ondas. Daquela data até os dias de hoje, a CIA deve ter adquirido tecnologia altamente sofisticada e assim, assassinar governantes indesejáveis e não simpáticos aos Estados Unidos.

(Extraído do Milênio)

Dilma enfrenta a pátria rentista: mídia uiva (Saul Leblon)



27/03/2013

Dilma enfrenta a pátria rentista: mídia uiva


Uma dia de estupefação e revolta no circuito formado pelos professores banqueiros, os consultores e a mídia que os vocaliza.

Na reunião dos Brics, na África do Sul, nesta 4ª feira, a presidenta Dilma afirmou que não elevará a ração dos juros reivindicada pelos batalhões rentistas, a pretexto de combater a inflação. 

A reação instantânea das sirenes evidencia a cepa de origem a unir o conjunto à afinada ciranda de interesses que arrasta US$ 600 trilhões em derivativos pelo planeta. 

Equivale a dez voltas seguidas no PIB da Terra. 

Trinta e cinco vezes o movimento das bolsas mundiais. 

Os anéis soturnos desse garrote reúnem – e exercem – um poder de extorsão planetária, capaz de paralisar governos e asfixiar nações. 

Gente que prefere blindar automóveis a investir em infraestrutura. O Brasil tem a maior frota de carros blindados do mundo. 

E uns R$ 500 bi estocados em fundos de curto prazo; fora o saldo em paraísos fiscais.

Carros blindados, dinheiro parado, paraísos fiscais e urgências de investimento formam a determinação mais geral da luta política em nosso tempo.

Em Chipre, como lembra o correspondente de Carta Maior em Londres, Marcelo Justo, o capital a juros compunha uma bocarra equivalente a 67 bilhões de euros, uns US$ 90 bilhões de dólares.

Três vezes o PIB. De um país com população menor que a de Campinas. 

A fome pantagruélica desse organismo requeria rações diárias indisponíveis no ambiente retraído da crise mundial. 

A gula que quebrou Chipre é a mesma que já havia quebrado a Espanha, Portugal, Irlanda, Islândia e alquebrado o mercado financeiro dos EUA.

A falência cipriota assusta o mundo do dinheiro não por suas dimensões. 

Mas porque ressoa o uivo cavernoso de uma bancarrota, só anestesiada a um custo insustentável na UTI mundial das finanças desreguladas.

No Brasil o mesmo uivo assume o idioma eleitoral ao gosto do dinheiro graúdo: ‘dá para fazer mais’.

O governo Dilma acha que sim. 

Mas com a expansão do investimento produtivo. Não com arrocho e choque de juros.

O país ampliado por 12 anos de políticas progressistas na esfera da renda e do combate à pobreza, não cabe mais na infraestrutura concebida para 30% de sua gente. 

A desproporção terá que ser ajustada em algum momento. 

Como o foi, com viés progressista e investimento pesado, durante o ciclo Vargas.

Sobretudo no segundo Getúlio, nos anos 50. 

Mas também o foi em 64.

Em versão regressiva feita de arrocho e repressão contra as reformas de base de Jango, no golpe que completa 49 anos neste 31 de março.

O que se assiste hoje guarda uma diferença política importante em relação ao passado.

Nos episódios anteriores, o conflito de classe entre as concepções antagônicas de desenvolvimento seria camuflado pela vulnerabilidade externa da economia.

Um Brasil estrangulado pelo desencontro entre a anemia das exportações e o financiamento das importações colidia precocemente com o seu teto de crescimento.

O gargalo do investimento se realimentava no funil das contas externas. E vice versa.

Era um prato cheio para o monetarismo posar de arauto dos interesses da Nação. E golpeá-la, com as ferramentas recessivas destinadas a congelar o baile.

'Quem está fora não entra; quem está dentro não sai'. 

Durante séculos, essa foi a regra do clube capitalista brasileiro.

Hoje, embora a pauta exportadora se ressinta de temerária concentração em commodities, não vem daí o principal obstáculo ao investimento. 

O país dispõe de reservas recordes (US$ 370 bi). Tem crédito farto no mercado internacional. O relógio econômico intertemporal é favorável ao financiamento de um ciclo pesado de investimentos em infraestrutura.

Quem, afinal, veria risco em financiar a sétima economia do planeta, que, em menos de uma década, estará refinando a pleno vapor as maiores descobertas de petróleo do século 21?

O desencontro entre o Brasil que somos e aquele que podemos ser deslocou-se do gargalo externo, dos anos 50/60/80 para o conflito aberto entre os interesses da maioria da sociedade e os dos detentores do capital a juro.

Assim como em Chipre, na Espanha, nos EUA ou em Paris, o rentismo aqui prefere repousar num colchão de juros reais generosos, blindado por esférico monetarismo ortodoxo. 

Migrar para a esfera do investimento produtivo, sobretudo de longo prazo, como requer o país agora, não integra o seu repertório de escolhas espontâneas.

É essa prerrogativa estéril que os professores banqueiros do PSDB cobram pela boca e pelo teclado do jornalismo econômico, escandalizado com a assertiva defesa do desenvolvimento feita pela presidenta Dilma. 

Presidenciáveis risonhos que se oferecem untados em molhos palatáveis às papilas monetaristas e plutocráticas vão aderir ao jogral. 

“Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença está datado; é uma política superada", fuzilou Dilma.

Previsível, o dispositivo midiático tentou desqualificar o revés como se fora uma demonstração de ‘negligência com a inflação’. 

Um governo que trouxe 50 milhões de pessoas para o mercado de consumo minimizaria a vigilância sobre a inflação?

Seria o mesmo que sacar contra o seu maior patrimônio político. 

O governo Dilma optou por abortar as pressões de preços de curto prazo com desonerações. E enfrentar o desequilíbrio estrutural com um robusto ciclo de investimentos.

São lógicas dissociadas da receita rentista.

Aqui e alhures, a obsessão mórbida pela liquidez descolou-se da esfera patrimonial para a dos rendimentos financeiros. Não importa a que custo social ou político.

Sua característica fundamental é a preferência parasitária pelo acúmulo de direitos sobre a riqueza, sem o ônus do investimento físico na economia.

A maximização de ganhos se faz à base da velocidade e da mobilidade dos capitais, sendo incompatível com o empenho fixo em projetos de longa maturação em ferrovias, hidrelétricas ou portos.

Durante a década de 90, as mesmas vozes que hoje disparam contra o que classificam como ‘intervencionismo da Dilma’, colocaram o Estado brasileiro a serviço dessa engrenagem.

A ração dos juros oferecida no altar da rendição nacional chegou a 45%, em 1999.

Um jornalismo rudimentar no conteúdo, ressalvadas as exceções de praxe, mas prestativo na abordagem, impermeabilizou essa receita de Estado mínimo com uma camada de verniz naval de legitimidade incontrastável.

A supremacia dos acionistas e dos dividendos sobre o investimento –e a sociedade-- tornou-se a regra de ouro do noticiário econômico.

Ainda é.

A crise mundial instaurou a hora da verdade nessa endogamia entre o circuito do dinheiro e o da notícia.

Trata-se de uma crise dos próprios fundamentos daquilo que o conservadorismo entende como sendo ‘os interesses dos mercados’. Que a mídia equipara aos de toda a sociedade.

Dilma, de forma elegante, classificou essa ilação como uma fraude datada e vencida. De um mundo que trincou e aderna, desde setembro de 2008.

A pátria rentista uiva, range e ruge diante de tamanha indiscrição. 


Postado por Saul Leblon às 19:17

quarta-feira, 27 de março de 2013

Innovare abre inscrições para profissionais de todas as áreas do conhecimento


21/03/2013 - 14h13


JUDICIÁRIO


Innovare abre inscrições para profissionais de todas as áreas do conhecimento
Já estão abertas as inscrições para a décima edição do Prêmio Innovare, lançada nesta quinta-feira (21) em cerimônia no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pela primeira vez na história do prêmio, será admitida a participação de profissionais que não sejam da área do direito.

"Referência internacional, o Prêmio Innovare não é um marco apenas para o mundo jurídico", afirmou o ministro Felix Fischer, presidente da Corte. Segundo ele, esse prêmio, tão cobiçado, desempenha o papel de aproximador entre a Justiça e a sociedade.

A cerimônia contou com a participação de ministros do STJ e outras autoridades do Judiciário, representantes do Ministério Público e da advocacia, além de renomados juristas e professores.

Entre as autoridades estavam o ministro Gilmar Mendes, representando a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF); o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, e Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, que mantêm o Instituto Innovare.

Novidades 
Uma das novidades este ano é que a premiação tem tema livre nas categorias Juiz, Defensoria Pública, Tribunal, Advocacia e Ministério Público. Qualquer prática jurídica que tenha contribuído com a Justiça brasileira de forma inovadora poderá ser inscrita.

Na categoria Prêmio Especial, outra grande inovação: pela primeira vez, a premiação abre espaço para profissionais graduados em qualquer área de conhecimento, que poderão se inscrever no concurso de monografias com o tema "A Justiça do Século XXI". A coordenação é da pesquisadora da Universidade de São Paulo Maria Tereza Sadek, que também participou da cerimônia.

Monografias 
O objetivo do Instituto Innovare com essa iniciativa é estimular pessoas que, a partir de sua experiência profissional e atividade acadêmica, tenham contribuições para melhorar a Justiça no país.

As monografias não poderão abordar questões de direito material ou processual, e têm como requisito para serem admitidas a aplicação prática voltada para o funcionamento da Justiça. O trabalho deve apontar soluções para problemas enfrentados pelo Judiciário.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o Prêmio Innovare ataca o pensamento dominante de que o universo jurídico é fechado, avesso a inovações e ao intercâmbio com outras áreas do conhecimento. Segundo Cardozo, a premiação, que ele chamou de “Oscar do Judiciário”, faz inovação em si mesma, ao deixar o tema aberto e atrair a reflexão realizada fora do universo jurídico.

Inscrições

As inscrições das práticas poderão ser feitas até 31 de maio pelo site www.premioinnovare.com.br, onde também está o edital para a categoria Prêmio Especial.

A partir desta edição, em razão da recente resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que limita o patrocínio de eventos no Judiciário, os vencedores não receberão prêmios em dinheiro. O reconhecimento será por meio de troféu e menções honrosas, distribuídas em todas as categorias.

Comissão julgadora 
A Comissão Julgadora do Prêmio Innovare é composta por grandes personalidades do meio jurídico, incluindo diversos ministros do STF e dos tribunais superiores, o procurador-geral da República e advogado-geral da União, juristas e advogados. Este ano, o grupo passa a contar com a participação do médico e escritor Dráuzio Varella, único membro que não integra a carreira jurídica.

Dos 30 jurados, seis são ministros do STF, incluindo seu presidente, Joaquim Barbosa. Oito são ministros do STJ: Felix Fischer (presidente), Gilson Dipp, Nancy Andrighi, Sidnei Beneti, Mauro Campbell Marques e Cesar Asfor Rocha (aposentado).

História 
Criado em 2004, o Innovare tornou-se um dos prêmios mais conceituados da Justiça brasileira. Foram inscritas mais de 2.700 práticas, vindas de todas as regiões do país, e mais de 60 ideias inovadoras foram premiadas.

O que torna o Prêmio Innovare ainda mais relevante e eficaz para o aprimoramento da Justiça é o trabalho realizado após a premiação. As práticas premiadas passam a integrar um banco de dados do Innovare e são divulgadas pelo país.

Esse trabalho é realizado pela Comissão Difusora, composta por dez magistrados. Entre eles estão dois ministros do STJ, Luis Felipe Salomão e Marco Aurélio Bellizze.

Ao encerrar a cerimônia, o ministro Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF e presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, ressaltou que a premiação, marcada para dezembro, é uma ferramenta muito proveitosa para alcançar o que, de fato, mais interessa: a construção de um Judiciário moderno, célere, seguro, independente e mais próximo da sociedade.

Fotos: 
O presidente do STJ, ministro Felix Fischer, na mesa da cerimônia de lançamento do Innovare, entre o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, e os ministros do STF Gilmar Mendes e Ayres Britto. Para ele, o prêmio é um fator de aproximação entre o Judiciário e a sociedade.

O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo (à direita), fala na cerimônia de lançamento da décima edição do Prêmio Innovare. Na mesa, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; o presidente do STJ, Felix Fischer; os ministros do STF Gilmar Mendes e Ayres Britto (aposentado) e o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho.

(http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=109009). 

Sociedade protesta contra Feliciano e petistas reiteram incompatibilidade com comissão (Rogério Tomaz Jr.)

Sociedade protesta contra Feliciano; petistas reiteram incompatibilidade com comissão


Sociedade protesta contra Feliciano; petistas reiteram incompatibilidade com comissão

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Após três semanas da sua eleição como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) tem enfrentado forte rejeição no Congresso, nas ruas e nas mídias sociais, além de duras críticas de personalidades do mundo artístico e da política. Mas reafirma disposição para continuar no cargo. 


O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cobrou pessoalmente do PSC a substituição de Marco Feliciano. O próximo “capítulo” dessa história deve se desenrolar na próxima terça-feira (2), quando o colégio de líderes partidários deve discutir novamente o assunto, a pedido de Henrique Eduardo Alves.  



Nesta quarta-feira (27), Feliciano ordenou a prisão de um manifestante que o chamou de racista, durante audiência pública da comissão. Após o incidente e os protestos de quem estava na sessão, o deputado determinou a troca de plenário e a audiência pública prosseguiu, sem a presença do público.



Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), o deputado do PSC inaugurou uma nova modalidade de atividade na Câmara, a “audiência pública sem público”, e não tem condições de permanecer no cargo. “A cada dia que passa o presidente tem reafirmado a sua incapacidade para presidir esta comissão, porque tem posturas absolutamente incompatíveis com os direitos humanos e, além disso, quer impor, através da força, uma normalidade que não existirá enquanto ele permanecer na presidência”, declarou a parlamentar, que se disse perplexa com as atitudes de Feliciano à frente da CDHM.



Já o deputado Nilmário Miranda (PT-MG) considera que a função da CDHM está sendo desrespeitada. “A Comissão de Direitos Humanos é a porta de entrada da Câmara dos Deputados para quem tem os seus direitos violados. As decisões do deputado Feliciano representam uma inversão completa do papel desta comissão. Ele não está dando certo e nem dará certo, por isso temos que trocar a presidência da comissão”, cobrou Miranda, que foi o primeiro presidente da CDHM, em 1995, e voltou a comandar a comissão em 1997.



Na opinião do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), diante do histórico de Marco Feliciano, era previsível que o imbróglio para a CDHM e para a Câmara fosse ocorrer. “Raramente um deputado que é escolhido para presidir uma comissão tem um histórico de trabalho contrário ao objeto dessa comissão. No caso de Feliciano, o que está acontecendo hoje tem relação direta com o seu histórico, que é de condenar os direitos humanos ao expressar opiniões racistas, homofóbicas e machistas”, disse Rosinha, que preside a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).



O deputado Domingos Dutra (PT-MA), elogiou as manifestações da sociedade e espera para uma resolução para esse problema. “A reação da sociedade demonstra que a Comissão de Direitos Humanos possui um apelo simbólico e uma importância muito grande. E a rejeição ao pastor Marco Feliciano mostra que a cidadania brasileira não está passiva, muito ao contrário. Espero que o Parlamento saiba interpretar essas manifestações como um desejo por respeito aos direitos humanos e que, portanto, possa solucionar essa questão o mais rapidamente possível”, declarou Dutra, que presidiu a CDHM em 2012.



Na última segunda-feira (25), um ato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro reuniu dezenas de artistas, militantes de direitos humanos, líderes religiosos e parlamentares que pediram a saída de Feliciano da presidência da CDHM. Entre os manifestantes estavam o cantor Caetano Veloso, o ator Wagner Moura, a cantora Preta Gil, as atrizes Fernanda Montenegro, Leandra Leal e Dira Paes, entre outros.



Em âmbito internacional, já ocorreram atos reunindo brasileiros e estrangeiros em Buenos Aires, Londres e Paris. Também na segunda-feira passada a Anistia Internacional divulgou nota oficial sobre o caso. “As posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões pelo deputado Marco Feliciano, o tornam uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias”, diz o texto.



A apresentadora Xuxa chamou Feliciano de “monstro”. Os apresentadores Marcelo Tas e Luciano Huck também criticaram a escolha do pastor para presidir a CDHM, assim como o autor de novelas Aguinaldo Silva.



No campo religioso, o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), que congrega inúmeras ordens cristãs, inclusive evangélicas, emitiu duras críticas ao deputado, afirmando que o seu comportamento “o descredencia para liderar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados” e solicitando o seu “imediato afastamento” do órgão.



Em pelo menos vinte cidades brasileiras ocorreram atos que pediram a renúncia de Feliciano e também criticaram a postura “insensível” do seu partido, que já cogitou apresentar outro nome para dirigir a CDHM, mas recuou e voltou a apoiar o contestado pastor.



Na Internet, além das constantes opiniões críticas, Feliciano também tem contra si um abaixo-assinado que, até a quarta-feira (27) acumulava mais de 457 mil assinaturas pedindo a sua saída da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Rogério Tomaz Jr.

Fórum Social Mundial começa nesta quarta-feira em Túnis

Fórum Social Mundial começa nesta quarta-feira

Fórum Social Mundial começa nesta quarta-feira

As atividades do 13º Fórum Social Mundial começam hoje (27) na capital da Tunísia. Nesta edição, são esperados 70 mil participantes, integrantes de movimentos sociais, sindicatos e associações de todo o mundo. Os debates vão até o dia 30 de março, quando será elaborada a carta de encerramento.


A reportagem é de Lia Kunzler e publicada pela Agência Brasil, 27-03-2013.



O fórum foi oficialmente aberto nessa terça-feira (26) com uma marcha no centro de Túnis. Nos próximos dias de evento, a organização estima 1.500 atividades, desde palestras a mesas-redondas. Para a manhã de hoje, estão previstas uma mensagem da organização do evento e dois debates sobre tecnologia, educação e ciência.



Entre as personalidades que devem participar do fórum estão o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e o cofundador do fórum, Francisco Whitaker. O Fórum Social Mundial surgiu em Porto Alegre em 2000, com a intenção de ser um contraponto às discussões do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça.



Depois de três edições na capital gaúcha, o evento passou pela Índia, Venezuela, pelo Quênia, Mali, Paquistão, Senegal e por Belém, no Pará. Em Túnis, a grande expectativa é que a Primavera Árabe seja um dos focos. A Tunísia foi o primeiro país a iniciar movimentos populares para a derrubada de regimes ditatoriais na região. Esses movimentos se espalharam para o Egito e a Síria e completam dois anos em 2013.



O fórum foi dividido em 11 eixos temáticos. Além dos movimentos populares no Oriente Médio, estão temas como a dignidade humana, o capitalismo, a soberania dos povos e o futuro dos movimentos sociais. A maior parte das atividades é organizada pelos próprios participantes. Com isso, o fórum não tem um cronograma rígido.



Conferencista convidado, Luciano Santos, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, acredita que uma das maiores virtudes do fórum é a fórmula livre. “Sempre se discutem vários temas no fórum. E levar o fórum para outros países faz com que se traga novos temas para a discussão.” Na sexta-feira (29), Santos vai apresentar o projeto popular que levou à criação da Lei da Ficha Limpa, que mudou a legislação eleitoral brasileira. O movimento quer estimular a formação de uma rede de países com leis semelhantes à implantada no Brasil.



Além do fórum, os movimentos sociais aproveitam a mobilização para promover atividades paralelas, como o Fórum Mundial de Ciências e Democracia, o Fórum Mundial de Mídias Livres e o Fórum dos Economistas.

Portal Comunicação IMED. Divulgada a relação dos aprovados no Doutorado Interinstitucional Dinter

Portal Comunicação IMED

26.03.2013

Divulgada a relação dos aprovados no Doutorado Interinstitucional Dinter

A Comissão de Seleção do Doutorado Interinstitucional Dinter em Direito da Universidade Estácio de Sá-Unesa em parceria com a IMED, constituída pelos professores Salete Oro Boff, André Karam Trindade, Fábio Corrêa Souza de Oliveira e Carlos Eduardo Japiassú, divulga o resultado de final do processo:
1-ANDREA CAON STOBBE-Aprovado
2-CHEILA APARECIDA OLIVEIRA-Aprovado
3-DANIELA GOMES- Aprovado
4-DANIELE REGINA TERRIBILE-Aprovado
5-JOSE CARLOS KRAEMER BORTOLOTI-Aprovado
6-LIVIA COPELLI COPATTI-Aprovado
7-LUCIANO DE ARAUJO MIGLIAVACCA-Aprovado
8-THAISE NARA GRAZIOTTIN COSTA-Aprovado
9-VALKIRIA BRIANCINI-Aprovado
10-VINICIUS BORGES FORTES-Aprovado
11-FERNANDO TONET SILVA-Suplente

terça-feira, 26 de março de 2013

Ação de Guarda. Competência. Princípio do Juízo Imediato. Declinação de Ofício ao Juízo do novo endereço da Criança



PROCESSO CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C GUARDA DE FILHO.
MELHOR INTERESSE DO MENOR. PRINCÍPIO DO JUÍZO IMEDIATO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE.

1. Debate relativo à possibilidade de deslocamento da competência em face da alteração no domicílio do menor, objeto da disputa judicial .

2. Em se tratando de hipótese de competência relativa, o art. 87 do CPC institui, com a finalidade de proteger a parte, a regra da estabilização da competência (perpetuatio jurisdictionis), evitando-se, assim, a alteração do lugar do processo, toda a vez que houver modificações supervenientes do estado de fato ou de direito.

3. Nos processos que envolvem menores, as medidas devem ser tomadas no interesse desses, o qual deve prevalecer diante de quaisquer outras questões.

4. Não havendo, na espécie, nada  que indique objetivos escusos por qualquer uma das partes, mas apenas alterações de domicílios dos responsáveis pelo menor, deve a regra da perpetuatio jurisdictionis ceder lugar à solução que se afigure mais condizente com os interesses do infante e facilite o seu pleno acesso à Justiça.
Precedentes.

5. Conflito conhecido para o fim de declarar a competência do Juízo de Direito de Carazinho/RS (juízo suscitante), foro do domicilio do menor.

(CC 114.782/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 12/12/2012, DJe 19/12/2012).

(http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=guarda%2C+compet%EAncia&&b=ACOR&p=true&t=&l=10&i=7#).