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quarta-feira, 28 de março de 2012

Cachoeira, Demóstenes, Veja, Mensalão e o STF: faca no pescoço de quem? (Rodrigo Vianna)


Cachoeira, Demóstenes, Veja, Mensalão e o STF: faca no pescoço de quem?

publicada quarta-feira, 28/03/2012 às 11:53 e atualizada quarta-feira, 28/03/2012 às 12:53
O texto que o Escrevinhadorreproduz abaixo merece ser lido com muita atenção. A informação é de que Carlinhos Cachoeira (aquele que a Folha, com deferência, chama de “empresário do jogo”) teria tramado o Mensalão em parceria com Demóstenes Torres (DEM-GO) – o grande tribuno da moral e dos bons costumes. E mais: a Veja pode ter participado da trama.
Hum…
Em “reportagem” de 2007 (trazia a linda ilustração que observamos logo acima), era assim que a impoluta revista referia-se ao tribuno dos bons costumes: “o incansável senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás. No Conselho de, digamos assim, Ética do Senado, ele é uma das únicas vozes a exigir investigações sérias e denunciar as manobras para absolver sem apurar. Demostenes Torres entende o que muitos senadores fazem questão de não ver: o Senado está se desmoralizando numa velocidade avassaladora. A esperança que resta é que esse pequeno conselho de mosqueteiros da ética consiga derrotar as malandragens do grande Conselho de, digamos assim, Ética do Senado. “ 
Hum, de novo…
Agora algumas coisas começam a ficar claras. Repararam que nas últimas semanas a Folha e O Globo entraram de cabeça no “lobby” para que o julgamento do Mensalão aconteça em maio? Marcaram ate data pra sessão –  dia 18.
Folha, Globo e Veja sabem que o caso Cachoeira embaralha tudo.
Querem que o STF julgue o Mensalão “com a faca no pescoço“, como já disse um ministro. O objetivo é claro: esmagar Zé Dirceu e encurralar o PT.
O processo traz, sim, muitas provas de que o PT de fato praticou Caixa 2. Delúbio, aliás, confessa isso tudo (como se precisasse!). Mas não há nos autos nada que prove a tese do Mensalão! Pouco importa. O carimbo de “chefe da quadrilha” para Dirceu é tudo o que Veja, Folha e Globo querem. Não estão preocupados com interesse público. Se não, como explicar que tratem o caso Cachoeira com tanta “discrição”?
Mais que isso. PH Amorim já deu a notícia recebida de uma fonte quentíssima, de que Lula quer as CPIs da Privataria e do Cachoeira.
Agora, eu dou outra informação. A avaliação no PT é de que a CPI do Cachoeira tem mais chance de ser instalada e pode causar mais danos no PIG e na oposição.
Confiram abaixo a notícia que dá pistas do que está em jogo (com perdão do mau trocadilho) nesse episódio. (Rodrigo Vianna)
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Denúncia: Mensalão teria sido “armado” pela dupla Torres e Cachoeira
Por Daniela Novais, no Portal Câmara em Pauta
De acordo com o empresário Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis, o contraventor Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) são os responsáveis pelo o maior escândalo político dos últimos anos, o do Mensalão, que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode ser julgado ainda neste ano.
Ernani afirmou ao site Brasil 247 que a fita em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 5 mil dentro da estatal foi gravada pelo araponga Jairo Martins e divulgada numa reportagem assinada pelo jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, que seria ligado a Cachoeira (veja matéria). “Estou convicto que Cachoeira e Demóstenes fabricaram a primeira denúncia do mensalão”, disse o ex-prefeito.
Quase nenhuma novidade, não fosse o fato de que no início do governo Lula, em 2003, o senador Demóstenes era cotado para se tornar Secretário Nacional de Segurança Pública e para isso, deveria mudar do DEM para o PMDB, o que inclusive está em uma das gravações feitas com autorização da justiça, em conversa entre Cachoeira e a esposa de Demóstenes, Flávia.
Segundo Ernani, o interesse dele próprio na manobra estava no fato de que a ex-mulher dele se tornaria senadora da República, pois era suplente de Torres. Já Cachoeira pretendia nacionalizar o jogo no País e com Torres na Segurança Pública, isso seriam favas contadas.
Jogaram água
Ernani contou ainda que houve veto à indicação de Demóstenes e que teria partido do então ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Depois disso, Cachoeira e Demóstenes passaram a articular uma retaliação. Segundo Ernani, a primeira ação teria sido a fita, gravada por Cachoeira e que derrubou Waldomiro Diniz, ex-assessor de Dirceu. O segundo passo, preponderante para desencadear o escândalo do mensalão, teria sido a reportagem de Veja, assinada por Policarpo, com a fita dos Correios em 2005.
Quem te viu quem te Veja – Sete anos e uma operação da Polícia Federal depois, o diretor de Veja em Brasília aparece na gravação de 200 conversas com Cachoeira, onde os dois trocam informações sobre as matérias publicadas que traziam as denúncias mais importantes e que foram derrubando muitos políticos pouco a pouco. A Veja ainda não falou sobre o assunto.
Fato é que as declarações de Ernani de Paula corroboram para confirmar a versão de que o famoso Mensalão pode ter sido mais um joguete do mestre Cachoeira. Vamos aguardar os próximos movimentos até o xeque mate.
Com informações do Brasil 247.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Brasil não é república de banana, diz senador sobre Chevron

Portal Terra: Brasil não é república de banana, diz senador sobre Chevron:


Portal Terra: Brasil não é república de banana, diz senador sobre Chevron
22 de Março de 2012 ás 16:32:19
 
 
 
 
 
Imagens aéreas mostram vazamento. Foto: Comando de Operações Navais/Divulgação
Imagens aéreas mostram vazamento
Foto: Comando de Operações Navais/Divulgação
 

ELAINE LINA
Direto de Brasília
Durante audiência realizada nesta quinta-feira no Senado para tratar do novo vazamento de óleo no campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), o senador Pedro Taques (PDT) enfatizou a necessidade de "repressão", o que classificou como "um instrumento constitucional", para evitar novas ocorrências. "A República Federativa do Brasil não é uma república de banana", disse ele durante sessão convocada Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
A audiência ouviu o representante da Chevron - responsável por dois vazamentos de óleo no alto mar do Rio - Rafael Jean Williamson, que garantiu que a empresa americana notificou os vazamentos em tempo hábil a todos os órgãos competentes. "ANP (Agência Nacional do Petróleo), Ibama, todos foram imediatamente comunicados, dentro do regulamento, em tempo hábil", afirmou Williamson.
Diretor de assuntos corporativos, Williamson disse ainda que a empresa "vem aprendendo" com os eventos. "Queremos aprender. Evitar que isso ocorra novamente, mas não há risco zero na extração de petróleo. Nunca o risco será zero. Nunca."
O presidente da comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse que os senadores estão preocupados com as notícias que apontam para a possibilidade de novos vazamentos e que os senadores precisam melhorar a legislação. "Estamos preocupados com a notícia de um possível novo vazamento. O objetivo é esclarecer e trazer informações da forma mais minuciosas e tomar providência com relação ao aperfeiçoamento da legislação e instrumentos de fiscalização."
No entanto, Sílvio Jablonski, assessor da ANP, disse que não existe possibilidade de vazamentos catastróficos pela pouca quantidade de óleo que há no local. Ele afirmou que não sabe de onde surgiram as suspeitas. "Não sei de onde vem isso. Os sobrevoos não estão indicando nada de anormal, os robôs no fundo do mar estão monitorando. Não tem nada de catastrófico vindo por aí."
Em quatro meses, a empresa suspendeu temporariamente as atividades para buscar as causas do acidente. Para o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Fábio Scliar, o problema foi causado por pressão excessiva na perfuração, conforme declarações à imprensa.

domingo, 18 de março de 2012

Baixado e fora de linha: Quem vai herdar seus dados online e do seu computador quando você morrer? (Ivan Lessa)


Ivan Lessa: Baixado e fora de linha

Quem vai herdar seus dados online e do seu computador quando você morrer?

BBC Brasil | 14/03/2012 09:21
Texto:
selo
Exatamente. Isso mesmo. Downloaded e off-line. Quer dizer, passou desta para melhor, bateu as botas, morreu, pegou o boné, bateu com as dez, se mandou.

Houve um tempo em que o dicionário Houaiss dava tudo issso e mais umas graçoilas.

Está a se dizer nas palavras que dão título a este texto – baixado e fora de linha – que, num sentido figurado, alguém deixou afinal de batucar sua vida nas muitas milhões de páginas da entre-redes (internet, pois não?).

Foi-se, subiu, pegou uma de "revertere ad locum tuum", já que me lembrei de mais três expressões populares para deixar este vale de lágrimas (oquêi, quatro).

Como um piano de cauda abandonado num terreiro, o computador do camaradinha em questão fica lá sozinho à espera de algo ou alguém que vá e desvende seus segredos.

Quem manobrava o aparelho? De que redes sociais participava? Comprava muita coisa? Seu carteiro eletrônico batia muita perna? E o que tinha o falecido ou falecida a dizer?

Todo mundo informatizado vai um dia desses, hoje mesmo ou amanhã, morrer – e vou logo pedindo desculpas por ser brutalmente franco.

Todo mundo informatizado não pode negar que não parou um minutinho ao menos de googlar, ouvir musiquinha, procurar fotos de gatos jogando futebol para considerar o que vai acontecer com seu legado histórico cibernético. Em outras palavras, quem herdará suas vastas galerias, de súbito vazias, onde até há pouco senhas, dados e muita sacanagem faziam um tumulto dos diabos?

Estuda-se nos Estados Unidos a possibilidade de mudar as leis testamentárias a fim de incorporá-las à vida online das pessoas, que, como todos sabemos, a cada dia aumenta mais, ao contrário do que acontece no Sudão ou na Somália, no que diz respeito à expectativa do que, por aquelas bandas, sem ironia, também chamam de "vida".

Forçoso nestes tempos pensar num destino a ser dado ao patrimônio digital de Fulano ou Sicrano. É preciso, no entanto, muito cuidado.

Vem aí um Julian Assange ou hacker de publicação dúbia ou governo totalitário abelhudo e dá todos os seus e meus plás para gente desconhecida, a quem não tuitaríamos na net nem cumprimentaríamos na rua.

O véu, ou “nuvem”, como vem sendo chamada, será desfeito e acabaremos revelados, nus e sem qualquer mistério, onde começamos: na vala comum do lápis e papel, caderninho de notas ou, com boa vontade, máquina de escrever. Legislem-nos, pois, senhores, que isso é necessário e está mais que na hora.

Senão, vejamos: aqui na Grã-Bretanha, os cidadãos têm cerca de £ 2,3 bi em bens digitais (mais de 6 bi de reais), o que inclui 80% da população. Uma em 4 pessoas revelou em pesquisa recente que por volta do ano 2020 não mais imprimirá fotos, apenas as guardará em seus arquivos online. Três em cada 4 pessoas admitiram que suas coleções de fotos e música digitais são, para elas, de grande valor sentimental. 21% dos britânicos calculam que armazenaram online mais de 200 libras, ou 560 reais, em música, fotos e vídeos. Três em 10 dizem que pretendem, por volta também do ano 2020, encaixotar online tudo que curtem em matéria de música. E 1 em cada 10 pessoas deixará sua senha em testamento.

Como Noel Rosa, de quem por sinal já downloadei muita coisa na "caixa de fósqui" de meu box set, não quero choro nem vela, apenas que marretem meu hard drive e joguem o que sobrar no Canal da Mancha. Se é para informatizar, informatizo até o fim e debaixo da água.