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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Espionagem dos EUA equivale a ato de guerra. Mas a resposta é política. (Fernando Brito)



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Espionagem dos EUA equivale a ato de guerra. Mas a resposta é política.

2 de setembro de 2013 | 17:23
Diante da lei brasileira, o crime cometido pelo Governo dos EUA ao espionar e-mails e telefonemas da Presidenta Dilma Rousseff pouco ou nada se diferencia de um ato de guerra.
Muito embora eletronicamente, trata-se de violar as comunicações da Chefe de Estado, de Governo e a comandante-em-chefe das Forças Armadas do Brasil.
Mesmo antes da revelação deste crime, diante das informações sobre coleta de dados no Brasil, o governo brasileiro já havia solicitado que os Estados Unidos só realizassem interceptações telefônicas ou cibernéticas com autorização judicial.
Semana passada, os EUA negaram-se a assumir este mínimo compromisso.
Não se trata, como se vê, de uma ação antiterrorismo.
É vigilância ilegal sobre outros países e governos, numa despudorada violação do direito internacional.
Só há uma maneira eficaz de responder a ela.
Suspender viagem da Presidenta aos EUA, chamar o embaixador, apresentar queixa na ONU, tudo isso pode e será feito, na hora adequada, e que não vai tardar.
Mas o essencial é que chegou o momento da confrontação entre a velha ordem internacional e a que emerge no século 21.
Cabe-nos provocar e coordenar a reação dos chamados Brics – além de nós a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul.
Somos, juntos,  42% da população global, 40% da superfície terrestre, 75% das reservas monetárias internacionais, e cerca de 20% do PIB, muito próximo dos 23% representados pelos EUA.
Chegou o momento de termos um peso geopolítico correspondente a essa força econômica.
O mundo unipolar dos últimos 24 anos, desde que o desaparecimento da União Soviética abriu caminho para o mando unilateral dos norte-americanos sobre o planeta, já não pode mais prosseguir, porque significou guerra, recolonização econômica, supremacia bélica intimidante e, agora, um intervencionismo ‘eletrônico” sobre os governos nacionais.
Não pretendemos – embora tivéssemos o direito internacional ao nosso lado – sermos um rato que ruge, como certamente não seremos, como já fomos, um gatinho que apenas mia, contrafeito.
Devemos ser – e é pena que não possamos (será mesmo que não podemos?) contar com a projeção internacional do ex-presidente Lula para o fazermos com o peso que isso mereceria – os estimuladores de uma mudança de patamar da influência mundial dos países em desenvolvimento.
As transformações não acontecem apenas porque as queremos, é preciso que as estruturas ultrapassadas revelem a profunda contradição entre o que dizem ser e o que são, na realidade.
Sem arroubos retóricos, apenas à luz dos fatos: os Estados Unidos tornaram-se um país criminoso.
E é dever da comunidade internacional por fim à esta atividade criminosa.
Não pelos métodos americanos de combater o que diz serem crimes contra as liberdades e os direitos civis, com seus mísseis de cruzeiro.
Mas com a força econômica e moral da maior parte da humanidade, que não aceita ser monitorada, vigiada e violada pela ânsia americana de poder.
Por: Fernando Brito
(http://tijolaco.com.br/index.php/espionagem-dos-eua-equivale-a-ato-de-guerra-mas-a-resposta-e-politica/). 

Governo brasileiro quer e-mail nacional contra 'bisbilhotice' (Natuza Nery e Renata Agostini)

02/09/2013 - 01h28

Governo brasileiro quer e-mail nacional contra 'bisbilhotice'

NATUZA NERY
RENATA AGOSTINI
DE BRASÍLIA


O governo brasileiro encomendou aos Correios o desenvolvimento de um sistema nacional de e-mail. Previsto para ser lançado no segundo semestre de 2014, ele terá como mote comercial a segurança contra "bisbilhotices".

O plano é criar uma alternativa brasileira aos populares Hotmail, da Microsoft, e Gmail, do Google.
A estatal já vinha trabalhando em um sistema de correspondência eletrônica para fins empresariais, que contaria com certificação de entrega ao ser lido pelo destinatário.

Após o mundo conhecer casos de espionagem do governo dos Estados Unidos, o Ministério das Comunicações pediu que o escopo do negócio fosse ampliado para um serviço nacional.

Para o Executivo, os serviços atuais se provaram vulneráveis desde que o ex-técnico Edward Snowden revelou documentos secretos da americana NSA (Agência Nacional de Segurança), mostrando que as empresas daquele país são obrigadas a fornecer dados dos usuários de seus serviços.

"Eu te mando um e-mail e não quero que ninguém fique bisbilhotando. No ano passado, [os EUA] fizeram 311 solicitações [às empresas]. Não estão trabalhando no varejo", disse à Folha o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. "É preciso estimular um serviço de e-mail mais seguro."

Segundo ele, o e-mail dos Correios contará com criptografia para resguardar a privacidade dos usuários, e os dados devem ser armazenados no Brasil, diferentemente do que ocorre quando se usa o Gmail, por exemplo.
A criptografia atua como um envelope de uma correspondência tradicional. O mecanismo dificulta que a mensagem seja violada.
"Sem ela, a espionagem fica bem fácil durante a transmissão. Mas, por si só, não é suficiente", afirma Pedro Rezende, professor da UnB e especialista em computação.
Ele destaca que o código escolhido deve ser complexo o bastante para evitar que a mensagem seja decifrada.

Para que o usuário do futuro serviço esteja de fato protegido, ele terá de se certificar que o destinatário da mensagem também utilize o e-mail dos Correios. Caso contrário, a criptografia não funcionará.

A ideia inicial era que o serviço fosse pago. Mas, diante da nova disposição do governo, a estatal ainda estuda o modelo de negócios. O Gmail e o Hotmail, os mais usados no país, são gratuitos.

"Os Correios têm uma bandeira de credibilidade grande. Entregam carta no Brasil há 350 anos e ninguém acha que eles ficam bisbilhotando", afirmou o ministro.

Competir com Google e Microsoft é missão das mais difíceis, considerando que os serviços de e-mail dessas empresas estão presentes em milhões de computadores brasileiros. Por isso, a aposta é no atrativo da segurança.

O governo também pretende mexer na legislação para garantir segurança ao usuário. Irá propor ao Congresso que equipare a leitura de correspondência eletrônica à violação de cartas.

"No Brasil, abrir [correspondência de terceiros] é crime. Precisa ser assim com e-mail também", afirma o ministro Bernardo.

Questionados se o usuário brasileiro simplesmente não correria o risco de trocar a "bisbilhotice" estrangeira pela nacional, o ministro e a cúpula da estatal negaram.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dilma avalia possibilidade de adiar visita aos EUA (Renata Giraldi e Carolina Sarres)

por Agência Brasil — publicado 02/09/2013 19:46

Dilma avalia possibilidade de adiar visita aos EUA

Oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema
Renata Giraldi e Carolina Sarres                                                               Valter Campanato/Agência Brasil
Luiz Alberto Figueiredo Machado
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante coletiva sobre as denúncias de espionagem de agências norte-americanas
Brasília –  A presidenta Dilma Rousseff examina a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita como chefe de Estado aos Estados Unidos, em 23 de outubro. A visita será a primeira de Dilma com honras de chefe de Estado ao país. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais da presidenta e de assessores, a presidenta está avaliando as alternativas. Oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema.
“Não vou tratar [hoje] sobre a viagem da presidenta [aos Estados Unidos, em outubro]”, disse Figueiredo, que convocou entrevista coletiva ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para anunciar a indignação do governo brasileiro sobre as denúncias de espionagem e a exigência de explicações formais por parte dos norte-americanos.
Antes da visita de Dilma aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, que não tem caráter de visita de chefe de Estado.
O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades, pois envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial. A previsão é que Dilma seja recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que receberá, como depositar flores no obelisco – monumento em memória aos heróis de guerra.
Os preparativos da visita estão sendo organizados nos mínimos detalhes, entre eles as preferências da presidenta para o cardápio e o gosto musical. Em maio, quando o então ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota foi a Washington (Estados Unidos) e esteve com o secretário de Estado, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.
registrado em:   
(http://www.cartacapital.com.br/internacional/dilma-avalia-possibilidade-de-adiar-visita-aos-eua-6676.html).

Brasil pede explicação por escrito sobre espionagem americana (Renata Giraldi e Carolina Sarres)

por Agência Brasil — publicado 02/09/2013 18:04

Brasil pede explicação por escrito sobre espionagem americana

Esse tipo de prática a é incompatível com a parceria estratégica entre os países, avaliou o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado
Renata Giraldi e Carolina Sarres                                                                                          Agência Brasil
Thomas Shannon
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, participa do 2º Encontro Técnico de Segurança Pública para a Copa do Mundo
Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou nesta segunda-feira 2 o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de espionagem a presidenta Dilma Rousseff e assessores, conforme notícia do programa Fantástico, da TV Globo. Na conversa, Figueiredo cobrou explicações “formais e por escrito” dos norte-americanos, até o final desta semana.
“Convoquei o embaixador dos Estados Unidos ao meu gabinete e disse a ele da indignação do governo brasileiro, dos fatos constantes, dos documentos revelados, das violações das correspondências da senhora presidenta”, ressaltou Figueiredo, que conversou com Shannon por volta das 9 horas por cerca de uma hora. Em seguida, o ministro se reuniu com Dilma.
Na reunião com Shannon, Figueiredo disse que as suspeitas sobre o Brasil envolvendo riscos à democracia e solidez do Estado brasileiro são inadmissíveis. “O Brasil é um país democrático, um Estado sólido, em uma região democrática e sólida, que busca a convivência com seus parceiros de forma amistosa. Não se pode admitir, nem em sonho, que é um país de risco ou problemático”, disse.
Figueiredo assegurou que a conversa com Shannon foi dura e o tom, claro. “Foi uma conversa que ele [Shannon] entendeu o que foi dito. As coisas, quando têm de ser ditas de forma clara, são ditas de forma clara. Ele tomou nota de tudo o que eu disse”, ressaltou o ministro.
“Hoje é feriado nos Estados Unidos, mas ele [Shannon] se comprometeu a entrar em contato com a Casa Branca, para que eles nos enviem por escrito [as explicações sobre as denúncias]. Eu quero que o governo dos Estados Unidos dê as explicações, não necessariamente o embaixador. Nós estamos esperando a resposta. Na minha conversa, ficou claro que esperamos uma resposta ainda esta semana”, disse Figueiredo.
Em seguida, o ministro ressaltou que: “A violação é inconcebível e inaceitável da soberania brasileira. Esse tipo de prática é incompatível com a parceria estratégica entre os países. O governo brasileiro quer prontas explicações”.
(http://www.cartacapital.com.br/internacional/brasil-pede-explicacao-por-escrito-sobre-espionagem-americana-7906.html). 

Partido da Imprensa assume que é Golpista, mas não diz por que (Eduardo Guimarães)

Posted by  on 01/09/13 • Categorized as Opinião do blog

Partido da Imprensa assume que é Golpista, mas não diz por que

Desde que o deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro cunhou a sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o jornalista Paulo Henrique Amorim a popularizou – atraindo, assim, o ódio de barões da mídia que, por isso, até hoje tentam destruí-lo -, os veículos que deram causa a esse epíteto aposto ao seu caráter político-partidário, rejeitam-no.
A oposição que Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Editora Abril (as cabeças da hidra midiática) sempre fizeram à sigla PIG, porém, nunca se soube se deriva de rejeição à premissa sobre seu caráter partidário ou sobre seu caráter golpista, mas agora se sabe: o PIG não quer ser chamado de PIG por achar – ou por querer vender – que se regenerou e não é mais golpista.
É isso o que se depreende do rumoroso editorial do jornal O Globo que confessa que, sim, “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.
O editorial, aliás, principia tocando na causa do recente surto de honestidade do império empresarial da família Marinho ao reconhecer que errou ao apoiar o golpe militar de 1964 e, ao longo das duas décadas seguintes, a ditadura que aquele golpe gerou. Já no primeiro parágrafo (abaixo), mostra que os protestos de que a Globo tem sido alvo guardam relação com esse surto.
“Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: ‘A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura’. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura (…)”
A renitência dos protestos diante das sedes da Globo em todo o país pelo visto começa a preocupar o império empresarial, que vem escamoteando vários desses protestos ao seu público. Mas quando os manifestantes começaram a atirar de volta contra os Marinho o excremento que eles atiram contra o telespectador, o ouvinte e o leitor, parece que eles se preocuparam.
E como o cachimbo faz a boca torta, o mea-culpa da Globo não deixa de começar tentando fazer o leitor de idiota ao negar o que o editorialista mostrou que sabia quando escreveu o texto, que todo mundo perceberia que foram os protestos contra a emissora e seus tentáculos que geraram esse seu “arrependimento” tardio. O trecho abaixo, pois, é revelador.
“(…) Não lamentamos que essa publicação [do mea-culpa] não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário (…)”
Uau!, quanta honestidade… Mas não passa de conversa mole. Quanto tempo faz que a Globo se deu conta de que errou ao apoiar a ditadura? Dois meses? Dois anos? Vinte anos? Por que só quando começaram a atirar esterco contra as fachadas de suas sedes o grupo empresarial dos Marinho resolve fazer esse mea-culpa?
A despeito da pretensa humildade da Globo – que, repito, foi forjada pelos que a fustigam nas ruas e na internet, por exemplo contando as suas peripécias tributárias –, o editorial em tela está repleto de distorções eufemísticas e imprecisões históricas.
Os defeitos do editorial podem ser encontrados já na chamada para o texto na internet: “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro”. De fato, foi um erro. Não foi, porém, um erro qualquer, pois seus efeitos perduraram por mais de duas décadas e custaram uma quantidade catastrófica de vidas. Só que o Partido da Imprensa Golpista, que a Globo meio que preside, não deu “só” apoio “editorial” ao golpe.
Para entender, reproduzo, abaixo, trecho do editorial que delata alguns dos principais grandes veículos de comunicação da época que, segundo O Globo, “erraram” como esse jornal ao apoiar o estupro da democracia brasileira.
“(…)O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como ‘O Estado de S.Paulo’, ‘Folha de S. Paulo’, ‘Jornal do Brasil’ e o ‘Correio da Manhã’, para citar apenas alguns (…)”.
Primeiro que o termo “Intervenção” já não é nem eufemismo, mas estupro dos fatos: não houve “intervenção” alguma, houve golpe de Estado. Segundo, que a delação dos outros veículos golpistas nos faz lembrar que o apoio, além de editorial, foi logístico. A citada Folha de São Paulo, por exemplo, chegou a emprestar carros de entregas de jornais para a ditadura transportar presos políticos de uma masmorra a outra.
Além disso, no caso da Globo em particular há que lembrar que ela apoiou a ditadura até a sua undécima hora.
Entre 1983 e 1984, quando milhões foram às ruas pedindo “Diretas Já”, a Globo continuava cometendo seu “erro editorial” ao simplesmente se negar a noticiar o movimento pela volta da democracia. Por exemplo, noticiou uma manifestação em São Paulo pedindo eleições diretas como sendo “comemoração pelo aniversário da cidade”.
Isso não é apoio editorial, certo? A Globo fez parte da ditadura e essa é deixa para chegar a outro ponto principal do mea-culpa global: por que Roberto Marinho apoiou por duas décadas um regime criminoso, assassino e ladrão?
O editorial caradura diz que “O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país”, mas é balela. Roberto Marinho apoiou o golpe e o regime que dele derivou porque os golpistas lhe encheram os bolsos de dinheiro público, assim como os dos veículos comparsas que o jornal carioca delatou no texto.
E não foi dinheiro que o falecido fundador da Globo ganhou simplesmente prestando serviços lícitos e com nota fiscal, mas dinheiro entregue por vias transversas, por debaixo dos panos, sem registro, sem justificativa outra que não a de erigir um império comunicacional que vendesse aos brasileiros o que interessava aos ditadores.
Não poderia terminar este texto, porém, sem tocar em um dos trechos mais bizarros do editorial “arrependido”. A certa altura, o editorialista tenta apresentar Roberto Marinho como protetor de “jornalistas de esquerda” que trabalhavam para si, mas, no âmbito desse intento, faz uma confissão de arrepiar os cabelos.
Diz o editorial:
“(…) Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, [Roberto Marinho]sempre se negou, de maneira desafiadora. Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus’ (…)”.
É de cair o queixo. É confissão de que Roberto Marinho sabia dos horrores que a ditadura praticava e, do alto do poder que auferiu ao apoiá-la, lavou as mãos da sorte dos comunistas “dela” e defendeu os “seus”, como se um reacionário, picareta, genocida, falsário como aquele fosse dono de homens e mulheres heroicos que não venderam suas almas como ele.

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(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/09/partido-da-imprensa-assume-que-e-golpista-mas-nao-diz-por-que/).

domingo, 1 de setembro de 2013

Brasil e EUA devem ratificar acordo de exploração do Pré-Sal...


domingo, 1 de setembro de 2013


Brasil-EUA devem ratificar acordo de exploração do pré-sal

 buscado no Gilson Sampaio 


Via PCB

apn.org.br

Ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer afirma que a viagem da presidenta Dilma aos EUA servirá para sacramentar acordo de cooperação mútua entre Brasil-Estados Unidos, visando à exploração do pré-sal, e que teria como meta “assegurar um suprimento seguro de petróleo para o mundo ocidental"


O professor Sauer, da USP, assegura que o acordo vem sendo costurado desde março de 2011, quando Obama e Dilma mantiveram encontro em Brasília, na Confederação Nacional da Indústria. Além da pressão para explorar à toque de caixa o petróleo do pré-sal, faz parte da estratégia estadunidense avançar sobre a parte do Golfo do México que ainda está inexplorada. O objetivo é aumentar a oferta de óleo no mercado mundial e forçar a baixa dos preços da OPEP. O pacote inclui, ainda, incrementar a exploração do gás de xisto.
O acordo entre Brasil e Estados Unidos é considerado pelo professor Sauer altamente prejudicial aos interesses do povo brasileiro:
“Nessa cadeia produtiva, de acordo com o que estão tramando, todos vão se locupletar. O único prejudicado será o verdadeiro dono desse patrimônio, o povo brasileiro. Mais uma vez, forças encasteladas em palácios, no Congresso, corporações e a chamada grande mídia tramam para sabotar a soberania e os interesses nacionais” – afirma o professor.

O Brasil tem uma economia dependente, desde a colonização. O pré-sal poderia nos redimir e reescrever essa história:


“Mas a presidenta Dilma escolheu hipotecar o futuro dos nossos descendentes e desonrar a tradição de luta dos nossos antepassados, que transformaram a Petrobrás na nossa mais significativa realização.” - disse Sauer, durante palestra promovida pela Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, no Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e que está disponível, na íntegra, na TV Petroleira (www.tvpetroleira.tv )



Ildo Sauer considera “um crime de responsabildidade” leiloar o petróleo brasileiro sem sequer medir a quantidade de óleo contida no pré-sal, o que seria fácil quantificar, por meio de pesquisas:
“O Ministério do Planejamento e Gestão só faz a execução orçamentária. O planejamento não existe. O petróleo deveria ser retirado do pré-sal paulatinamente, a partir de um projeto de nação. Mas será entregue por qualquer bagatela, para atender a interesses eleitoreiros e fiscais imediatos e de forma submissa”.



A maior prova da submissão e da subserviência do governo brasileiro aos interesses estadunidenses – avalia o professor – será “a entrega de Libra e a proletarização da Petrobrás, em favor dos interesses do capitalismo financeiro internacional e nacional”. Coincidentemente, o leilão de Libra será realizado dois dias antes do encontro entre Dilma e Obama, nos Estados Unidos. Estaria a presidenta prestando contas do “dever de casa”, antes do encontro que deverá sacramentar o grande negócio entre as partes?

Ildo Sauer não só apóia mas vê como única saída a realização de grandes manifestações de rua contra o criminoso leilão que se anuncia e os acordos lesivos aos brasileiros que caminham para se consolidar.

Fonte: Por Fátima Lacerda, jornalista da APN, publicado no Brasil de Fato-RJ
http://csunidadeclassista.blogspot.com.br/2013/08/brasil-eua-devem-ratificar-acordo-de.html

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Dispnível em: Jader Resende: Brasil-EUA devem ratificar acordo de exploração do...

Eduardo Campos vem a Santa Catarina e filia Paulo Bornhausen ao PSB (Upiara Boschi)


Matéria publicada em: 01/09/2013 às 10:00

E haja Viagra! Os Bornhausen agora são PSB! Eduardo Campos deixa a máscara cair!

bonrausen


O sobrenome Bornhausen, um ícone do liberalismo no Brasil, a partir desta sexta-feira faz parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB). 

Deputado federal licenciado e secretário estadual, Paulo Bornhausen assume à tarde o comando do diretório catarinense do PSB em evento prestigiado pela presença do governador pernambucano e presidenciável Eduardo Campos, que passa o dia em Florianópolis com uma agenda do candidato.                                                                                                                                                                                                                                                                                                               ________________________________________
Por Upiara Boschi, no sítio Diário Catarinense:

EDUARDO CAMPOS VEM A SANTA CATARINA E FILIA PAULO BORNHAUSEN AO PSB

Secretário deixa o PSD do governador Raimundo Colombo por causa da possibilidade de apoio ao PT nas eleições de 2014

O sobrenome Bornhausen, um ícone do liberalismo no Brasil, a partir desta sexta-feira faz parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deputado federal licenciado e secretário estadual, Paulo Bornhausen assume à tarde o comando do diretório catarinense do PSB em evento prestigiado pela presença do governador pernambucano e presidenciável Eduardo Campos, que passa o dia em Florianópolis com uma agenda da candidato.
Campos cumpre uma promessa. Em maio, esteve em Joinville e disse que voltaria para assinar a ficha de filiação de Bornhausen. Na época, o secretário de Desenvolvimento Econômico ainda desconversava sobre seu futuro político, mas dava indicações de que deixaria o PSD por causa da decisão do governador Raimundo Colombo de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
A saída foi negociada para evitar o constrangimento de apoiar uma candidatura petista, já que Paulo e o pai, o ex-senador Jorge Bornhausen, sempre foram ferrenhos adversários do partido.
Além da filiação de Bornhausen, Campos programou encontros com o prefeito de Florianópolis, Cesar Junior (PSD), e com dirigentes de sindicatos rurais ligados à Fetaesc. Ele almoça com Colombo na Casa d’Agronômica, em encontro que vai reunir políticos de diversos partidos — como o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP).
À tarde, o governador pernambucano realiza uma palestra para a Faesc, no auditório da Associação Catarinense de Medicina. No mesmo local acontece a posse da nova executiva da executiva estadual do partido e a novas filiações.
O perfil de filiações neste momento é o de lideranças sem mandato — como o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Roque Pelizzaro Junior. O partido ainda negocia a filiação de políticos eleitos, que espera anunciar no final de setembro em Joinville, quando Campos voltará ao Estado. Sondagens foram feitas a deputados pessedistas como Jean Kuhlmann e Maurício Eskudlark, o ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, mas não avançaram. A saída de Bornhausen e o flerte com nomes do PSD, não significam ruptura com Colombo.
— Antes de tudo, estamos fechados com o Colombo. Temos quatro secretários estaduais mesmo sem participação na Assembleia. Se ele apoiar Dilma, nós faremos a campanha do Eduardo sem problemas — diz Murilo Flores, secretário de Planejamento do Estado e vice-presidente do PSB atualmente.    
Mesmo no PSD há certa compreensão com a saída de Paulo Bornhausen, pela incompatibilidade com o projeto do PT. Ficando, ela abriria uma disputa interna no partido. Mesmo assim, é ironizada a escolha pelo PSB, que atualmente tem quatro ministérios no governo Dilma.
(http://www.tovendotudo.net/?p=6083).

Em um ano, EUA teriam comandado 231 ciberataques (Talita Abrantes)

 sábado, 31 de agosto de 2013 - 17h08

Em um ano, EUA teriam comandado 231 ciberataques


Reuters
ObamaAs informações foram obtidas a partir dos documentos divulgados por Edward Snowden
São Paulo - Durante 2011, os Estados Unidos teriam comandado 231 operações de cyberataque, segundo informações do jornal The Washington Post com base em documentos secretos vazados pelo ex-agente Edward Snowden.
Segundo a publicação, cerca de três quartos das operações seriam contra “alvos de alta prioridade”, como Irã, Rússia, China e Coreia do Norte. O projeto teria custado, segundo a publicação, 653 milhões de dólares.
“Os documentos providos por Snowden e entrevistas com ex-agentes americanos descrevem uma campanha de invasão a computadores que é muito maior e mais agressiva do que era imaginado”, afirma a publicação. “A administração Obama trata tais operações como clandestinas e nega conhecê-las”.
O jornal cita que supostamente um vírus de computador, conhecido como Stuxnet, teria sido usado em ataques em 2009 e 2010 para destruir centrífugas nucleares no Irã. O programa malicioso, que teria sido desenvolvido por EUA e Israel, “é citado como o uso mais dramático de uma arma cibernética”, afirma.
De acordo com o jornal, os documentos revelam que, só em 2011, programas teriam sido implantados em cerca de 68.975 máquinas, mas só 8,448 teriam sido usadas, de fato. Para este ano, a expectativa seria aumentar para 85 mil o número de implantes. Tais programas teriam a função de copiar dados armazenados, entre outras atribuições.
“Segundo a doutrina americana, tais operações são conhecidas como “exploração”, não “ataque”, mas eles são precursores essenciais de ataque e defesa”, afirma o jornal.
Este ano, ainda segundo a publicação, os Estados Unidos supostamente pretendem desembolsar cerca de 1 bilhão de dólares com operações cibernéticas. O orçamento total do programa de espionagem americano para 2013 seria de US$ 52,6 bilhões. 
Na última terça, o Exército Eletrônico da Síria (SEA, em inglês), um grupo de hackers que apoia o presidente sírio, Bashar al-Assad, derrubou o site do New York Times, que ficou algumas horas fora do ar. Esta foi a segunda vez em duas semanas, que o site do jornal foi atacado por hackers.